Modelo é detida em protesto contra juiz Kavanaugh por caso de assédio sexual nos EUA

Foto: AFP
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Milhares de mulheres foram às ruas protestar contra o juiz Brett Michael Kavanaugh, acusado pela professora Christine Blasey Ford de assédio sexual. Nas últimas semanas, o episódio tem causado polêmica no país e gerou uma onda de apoio entre mulheres nas redes sociais com as hashtags #BelieveSurvivors e #BelieveWomen.

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Na quinta-feira, 4, a mobilização reuniu milhares em Washington. A modelo Emily Ratajkowski foi detida durante a manifestação. Ela falou sobre o assunto nas redes sociais:

“Hoje eu fui presa protestando contra a indicação de Brett Kavanaugh à Suprema Corte, um homem que foi acusado por várias mulheres de assédio sexual. Homens que machucaram mulheres não podem mais ser colocados em posições de poder”, escreveu Emily.

“A confirmação de Kavanaugh na Suprema Corte dos EUA é uma mensagem às mulheres desse país de que elas não importam. Eu exijo um governo que reconheça, respeite e apoie mulheres da mesma forma que homens”, continuou a modelo.

A atriz Amy Schurmer também foi detida no protesto.


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O caso

Em julho deste ano, a professora entregou uma carta contando o ocorrido à senadora democrata Dianne Feinstein, mas pedia para ficar no anonimato. O caso só veio a público depois que o juiz foi indicado pelo presidente Donald Trump para ocupar uma vaga na Suprema Corte americana.

Christine, que é professora de psicologia, acusa Kavanaugh de tentar estuprá-la em uma festa em 1982, quando os dois estavam no Ensino Médio. Em depoimento na última quinta-feira, 27 de setembro, no Senado, ela contou que o juiz a agarrou para tirar sua roupa à força e tapou sua boca para impedir que ela gritasse.

– Eu estou aqui hoje não porque quero estar. Isso mudou minha vida drasticamente – declarou ela ao Comitê Jurídico do Senado. Na época do caso relatado, Christine tinha 15 anos, e ele tinha 17.

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– Por muito tempo, fiquei com muito medo e vergonha de contar os detalhes para alguém. Eu não queria dizer aos meus pais que eu, aos 15 anos, estava em uma casa sem nenhum pai presente, bebendo cerveja com os meninos. Eu tentei me convencer de que porque Brett não me estuprou, de que eu deveria ser capaz de seguir em frente e fingir que isso nunca aconteceu – disse Christine.

Leia mais:
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A professora afirmou ainda ter procurado ajuda de um terapeuta. Ao longo dos anos, ela relatou ter enfrentado problemas acadêmicos, além de ansiedade, claustrofobia e crises de pânico. Além disso, ela e sua família foram obrigadas a mudar de casa por causa da polêmica em torno do caso.

– A minha família e eu [Christine tem dois filhos] temos sido vítimas de constante assédio e ameaças de morte. Tenho sido chamada das coisas mais vis.

Desde que Christine contou a sua experiência, outras duas mulheres fizeram denúncias semelhantes.
Kavanaugh, no entanto, nega que isso tenha acontecido.  Trump saiu em defesa do juiz e questiona a legitimidade das denúncias feitas pelas três mulheres. Em uma entrevista, o presidente afirmou que é “um tempo muito difícil para ser homem jovem nos Estados Unidos”.

A investigação está com o FBI, que tem até esta sexta-feira, 5, para analisar as acusações.

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