Modelos compartilham histórias de assédio sexual em campanha nas redes sociais

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A modelo americana Cameron Rusell lançou, em seu Instagram (@CameronRussell), uma campanha contra o assédio sexual. Na primeira postagem, ela divide com os seguidores a história de uma amiga que foi abusada por um fotógrafo durante uma sessão de fotos. Logo depois, ela encoraja outras colegas compartilharem seus casos através da hashtag #MyJobDoesNotIncludeAbuse (meu trabalho não inclui abuso).

A campanha foi motivada pelos diversos relatos de assédio envolvendo o produtor de Hollywood Harvey Weinstein. Desde a quinta-feira, ela já recebeu mais de trinta mensagens com histórias que incluem casos de estupro, assédio verbal, abuso sexual e psicológico. Todas os casos ocorreram em ambientes de trabalho por outros profissionais da área da moda como fotógrafos, designers, assessores e agentes.

– Falamos sobre como é difícil dividir histórias sobre assédio. Quando eles estão no poder, falar pode parecer perturbador e pouco profissional. Em várias ocasiões, eu fui chamada de feminista por reportar toques, tapas, apertos, pressão para encontros, ligações e mensagens de cunho sexual, falta de mudança de áreas, etc. E por que a resposta sempre foi “você está surpresa?” ou “isso é parte do trabalho”, eu tolerava. Quando o caso era mais grave, falar a verdade é aterrorizante e demanda um nível de exposição e repercussão para algo que já é doloroso e, muitas vezes, vergonhoso – relatou a modelo.

TRIGGER WARNING ⚠️ A brave model (and friend) reached out to me with her story today. She has asked to remain anonymous but asked that I share her words here because the photographer still works in the industry. She wants to encourage other women to speak up. We need a way to begin breaking the silence while remaining protected. We are not talking about one, five, or even twenty men. We are talking about a culture of exploitation and it must stop. IF YOU WOULD LIKE TO SHARE YOUR STORY ANONYMOUSLY, DIRECT MESSAGE ME and I will post your words. If you would like to share publicly use the hashtag #MyJobShouldNotIncludeAbuse so the industry can see the size and scope of this problem. Hearing about #harveyweinstein this week has sparked conversations about how widespread and how familiar his behavior is. We talked about how hard it is to share stories of assault. When they are the norm, calling them out can feel disruptive and unprofessional. On many occasions I’ve been called a feminist for reporting unwanted groping, spanking, pinching, pressure for dates, phone calls and texts of a sexual nature, lack of appropriate changing areas, etc. And because the response has always been “are you surprised?” or “that’s part of the job” I tolerated them. When the offenses were bigger, calling them out is terrifying, and demands a level of exposure and backlash to what is already painful and sometimes shameful. #MyJobShouldNotIncludeAbuse

Uma publicação compartilhada por Cameron Russell (@cameronrussell) em

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