Mulheres contam como entenderam melhor suas mães depois de terem filhos

Foto: Pexels
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Sabe quando você olhava para sua própria mãe e pensava “Quando eu tiver meus filhos, jamais foi fazer isso”? Pois é, para muitas mulheres basta viver a maternidade na prática para entender melhor as atitudes da própria mãe.

Foi justamente esse o desafio que lançamos no Grupo de Mães Donna no Facebook (não conhece? Então clica aqui e saiba como participar): perguntamos a nossas leitoras que comportamentos e conselhos de suas mães elas passaram a ver com outros olhos depois de terem filhos.

Confira alguns depoimentos:

Fernanda Severo Nichele Muhle

35 anos, engenheira agrônoma

“Minha mãe tinha acessos de raiva do nada comigo e com meu irmão. Eu achava que ela era maluca. Depois, ela chorava descontroladamente. Agora que sei o que é ser mãe, e olha que só de um, entendo que ter uma casa pra cuidar, ter que estudar, lidar com dois pequenos o tempo todo sozinha e ainda trabalhar fora era demais para a cabecinha dela, porque é demais para qualquer uma.”

Ana Julia Aldabe

38 anos, dentista

“Não tenho como explicar o amor que sinto pela minha filha. Me lembro da minha mãe dizendo que eu só entenderia esse amor quando me tornasse mãe, e, como mãe sempre tem razão, foi exatamente assim. Hoje, também entendo o tamanho do esforço que minha mãe deve ter feito para ser mãe, esposa, profissional, filha, amiga, irmã, com três filhos! Eu, com uma filha, me viro nos 30 e não consigo realizar talvez metade do que ela conseguia. Também entendo quando ela dizia que descansar era luxo e que um banho sem hora para acabar era utopia. Minha mãe não teve a oportunidade de conhecer a minha filha, infelizmente, mas hoje tenho certeza de que ela realmente era uma supermulher e tenho muito orgulho disso.”

Juliana Saboia

35 anos, professora de administração e consultora de carreira

“Depois que me tornei mãe, percebi o quanto a minha mãe teve que abrir mão de quem ela era para se tornar minha mãe. Antes da maternidade, somos esposas, profissionais, filhas. Após, esses papéis se submetem a um maior, que é o de ser mãe. Que resulta em abdicar, em parte, dos demais. Nada importa tanto quanto o bem-estar do meu filho, sendo que as suas conquistas e dores são minhas, assim como as minhas são da minha mãe.”

Clarissa Barreto

39 anos, jornalista

“A minha mãe, às vezes, ficava muito irritada com comportamentos que me pareciam muito banais, como não querer tomar banho, ler gibi à mesa, querer dormir na cama dela à noite, além de parecer estar sempre, mas sempre MUITO cansada. Vez em quando, morta no sofá depois de um dia daqueles, eu penso: cara, ela tinha TRÊS. E eu aqui, demolida, com unzinho só.”

Miriam Rigatti Ramires Barcellos

37 anos, fonoaudióloga

“Depois de ser mãe, entendi, de fato, como minha mãe se sentia. Entendi a paciência que ela sempre e teve e o amor incondicional. Entendi que nossa vida vira de cabeça pra baixo, mas passa a ter muito mais sentido. Faz algumas semanas que perdi minha mãe e fico aqui pensando e tentando ser para os meus filhos uma mãe como ela foi: dedicada, amorosa, paciente e que sempre fez tudo por nós. A dor é enorme, mas, justamente por não tê-la mais aqui, sigo querendo seguir seu legado e compreendendo todas as concessões que sempre fez.”

Fernanda dos Santos Vaz

30 anos, jornalista

“‘É pro teu bem.’ Muitas vezes essa frase da minha mãe parecia não fazer sentido algum, mas hoje é quase um mantra para mim. Aparece quase todos os dias, quando meu filho não quer escovar os dentes, comer alguma coisa, tomar vacina… Isso que ele tem ainda um ano e cinco meses!”

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