Nem toda lésbica tem cabelo curto: 5 estereótipos que a comunidade LGBT+ não aguenta mais ouvir

Foto: AFP
Foto: AFP

Para além dos preconceitos que se busca combater no Dia do Orgulho LGBT+, comemorado nesta quinta-feira, a luta é também contra os estereótipos. Ou “pré-conceitos”. Sabe aquela imagem que se cria de alguém, analisando apenas um aspecto do físico ou da personalidade da pessoa? Pois é.

Convidamos cinco personalidades gaúchas da comunidade LGBT+ para compartilhar quais estereótipos ligados à orientação sexual e à identidade de gênero não aguentam mais ouvir. Afinal, está mais do que na hora de eliminarmos certas ideias do nosso vocabulário, não é?

Leia mais
:: Orgulho LGBTQI+: cinco mulheres celebram as conquistas e apontam no que é preciso avançar
:: Mês do Orgulho LGBTQI+: 9 coleções incríveis que celebram a diversidade
:: Bruna Linzmeyer, Daniela Mercury e mais: famosos celebram o Dia do Orgulho LGBTQ+

“Nem toda lésbica tem cabelo curto, gosta de cerveja e ouve Ana Carolina. Eu, por exemplo, não gosto de Ana Carolina”

“O ponto da piada é rir um pouco do estereótipo, que também já foi muito combatido mesmo dentro do movimento. Hoje, a consciência de que podemos lidar conosco de modo mais livre e menos cheio de proibições nos permite até brincar com o estereótipo.”

Natalia Borges Polesso, escritora, autora do premiado livro Amora, que traz contos com protagonistas lésbicas

natalia borges polesso

Foto: Mateus Bruxel

“Mulher mais firme e enérgica não é, necessariamente, lésbica”

“Tá mais do que na hora de rever o estereótipo de que toda mulher mais firme e objetiva, às vezes mais enérgica e rígida, é lésbica. Estas características só são virtudes quando aparecem em homens. Se for mulher, vira defeito e ganha o rótulo negativo de lésbica – já que, em geral, quando se quer xingar ou diminuir uma mulher, é feito um comentário a respeito de sua sexualidade (puta, vadia, lésbica).”

Nanni Rios, ativista, produtora cultural e idealizadora da livraria Baleia, que privilegia literatura de autoria feminina e as temáticas de gênero, sexualidade e direitos humanos

Foto: Anderson Fetter

Foto: Anderson Fetter

 

“Mulheres trans pretas não são ‘mais fogosas do que as outras'”

“Somos apenas mulheres… trans… e pretas”.

Valéria Houston, cantora e militante do movimento trans

Foto: Omar Freitas

Foto: Omar Freitas

 

“Ser gay tudo bem, mas precisa ser bicha?”

Precisa sim! Ser gay compreende todos os traços de personalidade e de expressão. É natural e saudável poder trazer a tona outros lados que temos. Ser afeminado faz parte de todos os seres humanos, e não há nada de errado nisso. Afinal, as mulheres e sua feminilidade não são inferiores, certo?

Rafael Mello, que dá vida a drag queen Sarah Vika

sarahvika

 

“Nossa, ele é homem, é mulher, é drag ou o quê?”

“Isso não interessa no meu caso. O que interessa é a minha música. As pessoas deveriam ouvir mais e ficar menos preocupadas com o gênero para poder definir. E os artistas deveriam explorar mais esse poder de mistura e não copiar o padrão heteronormativo existente, tanto da mulher quanto do homem.

Rod Mello, o músico, compositor e DJ Madblush, um dos nomes da MPBTrans

madblush

Foto: Diego Nardi, Divulgação

 

 

Leia mais
Comente

Hot no Donna