#NiUnaMenos: nas redes sociais, mulheres manifestam apoio ao movimento contra o feminicídio na Argentina

Imagem: Reprodução
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O feminicídio brutal da argentina Lucía Pérez, 16 anos, mobilizará nesta quarta-feira (dia 19) manifestações de mulheres em diferentes países da América Latina. O assassinato da adolescente – que foi drogada, estuprada e morta na cidade de Mar del Plata, litoral da Argentina – entrou para os registros de violência contra a mulher no país, que só nesta semana, já havia registrado outros três casos graves envolvendo meninas jovens.

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Em reação ao crime, o movimento Ni Una Menos convocou uma greve nacional de mulheres: a partir das 13h (horário local), argentinas em luto devem interromper a jornada de trabalho por uma hora para participar do Miércoles Negro (quarta-feira negra). Em Buenos Aires, um protesto silencioso está marcado para as 17h no centro da cidade.

No Brasil, coletivos e ativistas feministas estão divulgando a manifestação no país vizinho via redes sociais, propagando as hashtags #NiUnaMenos e #VivasNosQueremos. Mobilizações também estão sendo organizadas em diversas cidades, incluindo Porto Alegre: o protesto na Capital está marcado para as 17h, com saída do Largo Glênio Peres.

O Ni Una Menos surgiu em 2015 a partir do feminicídio de Chiara Páez, adolescente morta pelo namorado enquanto estava grávida. O movimento chamou atenção para as estatísticas preocupantes de violência machista na Argentina: segundo o Registro Nacional de Feminicídios, criado em 2015 pela Corte Suprema de Justiça, o país conta hoje com a média de uma morte a cada 36 horas, somando mais de 200 feminicídios por ano.

O Mapa da Violência 2015 aponta que no Brasil, a taxa de feminicídios (4,8 mortes a cada 100 mil mulheres) é duas vezes maior do que a média internacional. Só em 2013, último ano com dados disponíveis, a violência de gênero vitimou mais de 4,7 mil mulheres no país.

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