No trabalho, na aula, no consultório, na rua e em casa: mulheres compartilham histórias de assédio sexual

Arte: Gilmar Fraga
Arte: Gilmar Fraga

Texto Thamires Tancredi
Arte Gilmar Fraga

Está na internet, nos noticiários, nas premiações de cinema. Mas também está bem mais perto do que imaginamos: em casa, no trabalho, na faculdade, na rua e onde mais um homem use sua força ou seu poder para abusar de uma mulher, tocá-la, constrangê-la ou simplesmente ignorar a palavra “não”. Estamos falando de assédio sexual, o tema do momento desde que, em 2015, 60 mulheres acusaram o comediante Bill Cosby em uma sequência de denúncias que derrubaram poderosos como o produtor de cinema Harvey Weinstein. Por que agora? Porque as mulheres estão dispostas a falar em alto e bom tom, desde celebridades como Angelina Jolie a milhares de anônimas que se juntaram a hashtags como #MeToo e #MeuPrimeiroAssedio.

Às vésperas do Dia da Mulher, Donna se soma a essa corrente e apresenta os relatos de 20 mulheres sobre o assédio que sofreram. Mulheres como eu e você. De vítimas que preferiram manter sua identidade anônima – para sua própria proteção, por medo de represálias – a personalidades como a estilista Greice Antes ou a Miss Rio Grande do Sul Juliana Mueller. Todas se disponibilizaram a dar seu depoimento depois de um convite nosso pelas redes sociais. Elas narram situações que poderiam ter acontecido com qualquer uma de nós. E é justamente por isso que escolheram falar: para que, um dia, nenhuma mulher precise passar por isso.

– Relatos são uma forma de encorajamento. Quando vemos que não somos as únicas a conviver com isso, nos sentimos mais confiantes. Falar sobre isso, seja no âmbito público ou privado, é um importante passo no processo emocional das mulheres e na transformação da sociedade – explica a diretora da ONG feminista Think Olga, Maíra Liguori. – Apoiadas umas nas outras, mulheres do mundo todo estão mudando esta cultura e criando um movimento, sem precedentes. Contar nossas histórias ajuda a nos libertar.

 

“Em 2013 eu tive uma crise na lombar e pedi indicações de ortopedista para me consultar. Quando o médico foi me examinar, me pediu pra deitar de bruços, me examinou e depois pediu pra eu virar de barriga para cima. Ele colocou uma mão em cada seio e apalpou! Naquela hora eu congelei! Pensei: ‘Por que raios o médico está pegando meu peito se meu problema é na lombar?’. Fiquei sem reação, porque, ao mesmo tempo, eu pensava ‘O cara é médico, deve saber o que está fazendo’. Saí do consultório muito incomodada e demorei semanas para me dar conta de que o que ele fez estava muito errado. Me senti invadida, fiquei morrendo de nojo dele.”
Mauren Veras, cartunista e colunista de Donna, 37 anos

 

 “Quando tinha 19 anos, trabalhava em uma escola de inglês com vendas de matrículas. O método era duvidoso, em esquema de pirâmide: quem fizesse mais matrículas subia na escala, que ia de assessor a gerente de filial. O gerente da escola era alguém invejado. Um homem de 32 anos, casado e com filho, que representava o sucesso dentro do nosso meio. Um dia, ele me chamou na sala dele. A princípio, o objetivo seria discutir algo relacionado às matrículas, mas, tão logo terminamos de falar sobre o trabalho, eu me levantei para sair da sala e ele me impediu, dizendo que só sairia se lhe desse um beijo. Pedi que parasse com a brincadeira, ele disse que não era uma brincadeira e me agarrou. Assim que me desvencilhei dele, subi na mesa e comecei a gritar. Logo apareceram outros empregados que me ajudaram a sair da sala. Contei aos outros gerentes o que havia acontecido e fui embora. Ele foi transferido para outra filial, mas não sofreu nenhum tipo de punição. Eu, por outro lado, passei as semanas seguintes sendo cercada por homens que me diziam que a culpa era minha, pois, se eu não tivesse provocado, ele não teria entendido que poderia fazer algo. Esse assédio fez com que eu me tornasse uma pessoa mais introvertida e que passaria o resto dos anos sem usar certos tipos de roupa por acreditar que poderiam ser um convite para que homens fizessem algo comigo. Demorou bastante tempo para eu entender que não são as roupas ou o comportamento que instigam homens a nos assediar, mas o fato de ser mulher, que é o suficiente.”
Daniela dos Santos Domingues Marino, mestranda em Comunicação, 41 anos

 

A verdade é que eu sempre soube que meu avô era pedófilo. Assim que tive idade suficiente para entender sobre esses assuntos, meus pais me contaram o que acontecia naquela casa e o porquê de eu nunca poder ficar sozinha com ele. Porém, uma verdade maior ainda é que eu só fui entender alguns anos atrás a angústia que eu sentia em ficar perto dele. Na minha cabeça de criança e adolescente, o que eu passei não tinha sido um abuso. Quando comecei a entrar de cabeça no mundo do feminismo, pesquisar sobre o assunto e ler relatos de outras mulheres, as lembranças vieram e eu encaixei tudo. Nesse mesmo momento, eu estava com dificuldades em ter relações sexuais com o meu então namorado, coisa que nunca tinha acontecido antes, e não entendia por quê. Foi assim que descobri, com 20 anos, que eu tinha sido vítima de abuso. Era uma tarde como qualquer uma que eu passava na casa dos meus avós, a família inteira estava lá. Eu tinha uns sete anos, estava brincando sozinha na rua e ele estava sentado na área, me observando. Não havia ninguém lá fora além de nós dois. Até que resolvi entrar em casa e, quando passei por meu avô, ele me puxou pelo braço e me pediu para sentar no colo dele. Eu fui, como qualquer neta iria. Então, ele começou, fez carinho nos meus braços e barriga, na minha perna. E foi botando a mão embaixo da minha blusa e do meu short, passou a mão pela minha barriga, meu peito, minha virilha. Não sei quanto tempo aquilo durou, se foram minutos ou uma hora. Só sei que demorou até eu perceber que aquilo não estava certo e sair correndo. Chamei meus pais e contei o que tinha acontecido, eles me mandaram não ficar mais no colo dele e não usar roupas muito curtas em casa. E nunca mais esse assunto foi abordado pela minha família. Anos depois, meu avô foi denunciado e condenado por ter sido pego em flagrante e cumpriu pena em prisão domiciliar. Conforme fui crescendo tive cada vez mais nojo dele. Pelas histórias que me contavam dele, pelo jeito como ele me olhava e queria me beijar quando chegávamos pra visitar a família. Quando associei as lembranças e descobri que também tinha sido vítima dele, começaram as angústias e os medos. Meu então namorado não podia me beijar ou fazer carinho em mim que eu sentia nojo, queria sair correndo, odiava sexo e tinha vontade de chorar cada vez que eu fazia. Comecei a ter medo e desconfiança de cada idoso que eu via. Me sentia suja, evitava usar roupa curta e demorei a entender que não era culpa minha. Tenho dificuldade em receber carinho e ser tocada por outras pessoas (mesmo mulheres) até hoje. Ninguém sabia pelo que eu tinha passado, até que contei pro meu ex-namorado e ele me fez procurar ajuda psicológica. Não estou 100% bem e acho que a gente nunca fica, mas tive coragem de contar para algumas amigas e hoje finalmente consigo falar abertamente sobre isso.”
Universitária, 22 anos

 

“A caminho de uma consulta médica na Região Metropolitana, meu carro superaqueceu próximo à entrada da cidade: problema no radiador. Liguei para a seguradora e fiquei esperando o guincho. Quando já estava sendo socorrida, surgiu uma viatura e os policiais, muito solícitos, me ofereceram uma carona até o consultório do médico. Mulher, jovem, sozinha na estrada, de vestido porque era verão: entre pegar carona com dois policiais e pegar carona com o guincho, com quem você se sentiria mais segura? Lá fui eu pra viatura. No caminho para o consultório, o que começou como uma conversa inocente virou um pesadelo: um dos policiais começou a passar a mão nas minhas pernas, enquanto o outro ria. Perguntava se eu tinha namorado, eu menti que era noiva. Perguntou onde eu morava, eu desconversei. Fez alguns comentários maliciosos, e eu só torcendo para chegarmos o mais perto possível do consultório do médico para sair dali. Até que soltou um comentário (não lembro o que foi, bloqueei essa frase) que me fez pensar ‘Deu merda, não vão me deixar sair, vão me levar para algum lugar e me estuprar’, e fiquei imaginando os piores cenários possíveis e como eu poderia escapar, mas tentei não demonstrar o pavor que estava sentindo. Foi quando ele deu uma gargalhada e perguntou qual era a rua do médico, e eu, sorrindo, disse que era na quadra seguinte. Desci da viatura, agradeci a carona e entrei no prédio. Assim que a viatura desapareceu, caminhei 10 quadras até chegar na minha consulta. A pior parte foi chegar lá e, ao ser atendida pelo médico substituto, contar tremendo e chorando o que havia passado e ele começar a rir da minha cara. Não bastava eu estar vulnerável, esse idiota só aumentou a humilhação. Na saída, contei para a secretária, e ela ficou consternada. Perguntou se eu tinha como voltar para casa, pois sabia que estava sem dinheiro. Liguei para um ex-namorado que era meu amigo. Ele me buscou, ouviu o que aconteceu, me acalmou e me levou em casa.”
Jornalista, 41 anos

 

“Eu tinha 10 anos, lá pelos anos 1960 ou 70, e um vizinho que me oferecia balas insistiu para eu ir à janelinha do banheiro ver uma ‘coisa’. Fiquei apavorada em ver aquele homem de roupão aberto me mostrando um pênis ereto, que eu nem sabia o que significava, e dizendo que eu tinha que ir na casa dele ‘pegar’ um pouquinho. Algo dentro de mim falou mais alto e fiquei assustada. Ele ameaçou contar para minha mãe algo errado sobre mim. Saí do banheiro correndo e não entendendo muito aquilo, mas, no meu íntimo, algo me dizia que era errado. Esse vizinho se debruçava na sacada e me chamava. Quando eu aparecia, ele dizia que eu tinha que ir na janelinha do banheiro, senão ele ia chamar minha mãe e dizer coisas que eu tinha feito (mas eu nem sabia o que tinha feito). E, quando ia, acontecia tudo novamente, até que ele ‘fez xixi’ – hoje sei que foi ejaculação. Um dia, encontramos ele em frente do prédio. Minha mãe começou a conversar com a mulher dele e as filhas. Como a conversa estava demorando, o vizinho me chamou para eu sentar dentro do carro. Minha mãe mandou eu sentar, e um pavor absurdo tomou conta de mim. Comecei a chorar e dizer que não sentaria. Minha mãe ficou braba e fui colocada de castigo por algo que, depois de muito tempo, entendi que era abuso. Logo nos mudamos, e eu nunca disse nada para ninguém. Guardei isso comigo a vida toda. Nem na terapia consigo falar. Tenho netos e não gostaria que isso acontecesse com minha neta, por isso resolvi me abrir. Tudo isso afetou minha sexualidade. Ver uma ereção me dá nojo. Faço sexo com meu marido, mas acho que nunca me entreguei totalmente.”
Aposentada, 60 anos

 

“Não sei quando sofri meu primeiro assédio. E acredito que boa parte das mulheres de minha geração também não. Até porque a gente nem sabia o que era assédio. A gente só sabia que não gostava, que incomodava, que magoava, mas não sabia o que era. Era apenas dor. Apenas? Lembro que deixei de ir ao mercadinho a uma quadra de casa para evitar passar em frente a um boteco de onde sempre ecoavam baixarias – e eu não tinha nem nove anos. Falavam da boca, dos peitinhos que não existiam, das pernas cobertas por shorts longos. Eu corria. É o que uma criança faz quando tem medo: corre. Passei muito tempo sem querer andar na rua sozinha. Tempos depois, fui tocada em um ônibus. Fiz um escândalo e desci chorando compulsivamente porque, para uma menina de 12 anos, uma mão entre suas pernas é de uma violência absurda. E o que ela faz quando tem medo? Chora. E eu nunca mais quis andar de ônibus.
Com pouco mais de 15 anos, um amigo ofereceu carona depois de uma festa. Ele quis mostrar alguns negócios da família pela cidade. Eu, sem maldade, achei querido. Até que ele chegou a um lugar ermo e decidiu que a gente ia transar. Pulei do carro. E ali fiquei chorando baixinho, a única defesa que me pareceu possível. Ele mudou de ideia e me deixou em casa. Desculpou-se? Imagina. Eu tinha ido com ele – e ele achou que eu queria. Tá. Mais tarde, jornalista de cultura e variedades, levei cantada de famoso, como quase todas minhas colegas, diga-se. Uma piada, uma referência esdrúxula, um convite inesperado. Parecia lisonja, afinal, o famoso gostou de mim. Que nada. Incomodava, invadia. E segue o baile, calando e sorrindo. Houve muitos outros. De colegas de trabalho, na rua, na festa. Como eu, todas as mulheres (todas) já passaram por assédios – e muitos. Não importa a idade, a cor, a silhueta, a roupa que se use. Não somos nós. São eles.
Patrícia Pontalti, consultora de moda e colunista de Donna, 43 anos

 

“Sou de uma cidade pequena. E sonhava ser atriz. Quando tinha 10 anos, apareceu na empresa do meu pai um cidadão de aparência respeitosa que comentou estar desenvolvendo um grupo de teatro na cidade. Meu pai falou das minhas aspirações e fui convidada a participar. Os ensaios eram na Biblioteca Pública Infantil, e eu era o elemento mais jovem do grupo. Na segunda aula, este homem propôs algo que chamava de ‘relaxamento e descoberta do corpo do outro’: colocava os integrantes em ambiente à meia-luz, de olhos fechados e em ‘estado de silêncio’. Ele veio pra cima de mim, mexendo nos meus seios, na minha genitália, puxando meus cabelos, passando a mão sob a bermuda que eu usava, aquela mão nojenta em tudo. O meu nojo foi imenso, e fiquei imobilizada, apavorada. Voltei pra casa correndo, morrendo de medo. Lembro da camisa polo rosa claro que eu vestia, da bermuda e do suor da corrida. De chegar em casa chorando e contar tudo para os meus pais, que me ouviram, me apoiaram com toda a compaixão. Eles me encaminharam a uma psicóloga, mas, ao mesmo tempo, ficaram tão imobilizados quanto eu em fazer o assunto vir a público, para me proteger, para não me fazer passar vergonha diante daquela sociedade tão limitada. O tal ‘líder do grupo’ ainda retornou à empresa da nossa família, e o meu pai o ‘levantou’ pelo colarinho. E hoje ainda tem a cara de pau de me afrontar pela cidade como se nada tivesse feito, frequenta o meio artístico e tem seu famigerado grupo, e me dói imaginar o que deve ter feito a tantas outras, crianças ou não.”
Estilista, 38 anos

 

“Eu era estudante de Jornalismo quando consegui uma vaga de estágio em um órgão público. Meu horário era do meio-dia às 18h, e eu estava bastante motivada: estava iniciando na área, com um trabalho remunerado e ainda próximo onde morava. Por ser início de ano, tive alteração em uma das cadeiras que cursava e passei a ter um crédito pela manhã. Seria quase impossível chegar pontualmente ao meio-dia no centro de Porto Alegre. Pedi autorização para atrasar pelo menos 20 minutos, que seriam compensados em outro dia. Meu superior, jornalista responsável, disse que não teria problemas. No dia autorizado, cheguei atrasada e ele me cobrou pontualidade de uma forma um pouco rude na frente dos outros estudantes. Expliquei o motivo e tentei lembrá-lo da prévia autorização concedida. Ele balançou a cabeça e não deu importância. Fiquei chateada, mas tudo bem, acontece. Mais tarde, um novo momento de constrangimento por uma resposta mal interpretada. Mas passou. No dia seguinte, ao chegar na sala, sou convocada para uma conversa no andar de cima, em uma salinha que estava sempre com a porta fechada. Ele disse que não havia gostado das minhas atitudes, me expliquei e ele alegou entender, mas destacou que não poderia dar mau exemplo para os demais estagiários me deixando chegar atrasada. Que ele lembrava do combinado, mas precisava chamar a atenção. Não acreditei no que estava ouvindo, mas, tá bom, eu queria continuar trabalhando e fui sincera ao dizer que queria enriquecer meu currículo para usar aquele estágio de trampolim para outros melhores. Ele me olhou e disse que ele via que era muito inteligente e que tudo estava esquecido por ele, mas para isso era necessário eu dar um beijinho. Arregalei os olhos, sem entender nada e fiquei sem reação. Não sabia o que fazia e ao mesmo tempo queria correr, ele veio e deu um beijo no meu rosto e falou baixinho novamente ‘me dá um beijinho’. Eu beijei o rosto dele e disse que não poderia mais trabalhar aquele dia. Saí dali e fui correndo pra casa. Não voltei mais naquele lugar. Foi horrível, vergonhoso, um homem que já devia ter seus 50 anos.”
Cibele Avendano, jornalista, 30 anos

 

“Ele, professor de cursos em concursos preparatórios. Eu, aluna. Durante as aulas, ele era extremamente tímido e educado. Muito solícito com todos. Após os primeiros dias do curso, mostrou-se extremamente prestativo e disse que estaria, inclusive, à disposição para fazermos um grupo de estudos – achei uma proposta um tanto estranha e resolvi não tocar mais no assunto. Ele me adicionou no Facebook e começou a mandar mensagens perguntando sobre os estudos. Ok. No outro dia, me perguntou qual roupa ficaria melhor para ele usar durante a aula. Uma noite, veio dizer que me via com outros olhos. Não respondi. Mandava mensagens em vários horários e depois pedia desculpas, alegando diversos motivos, inclusive sobre não estar bem psicologicamente. Depois que ele descobriu que eu era lésbica, começou a dar a entender que poderia me expor por meio de piadas em minhas fotos. Fiquei com medo, bloqueei e excluí. Então, descobri que ele já tinha feito o mesmo com outras alunas. Ainda assim, ele tentou me adicionar algumas vezes com um perfil do Facebook diferente.”
Advogada, 30 anos

 

“Pedi a um conhecido um convite para um evento que a empresa onde ele trabalhava estava organizando. Ele me falou que conseguiria, mas com uma condição: que eu ficasse no quarto do hotel com ele. Me disse que ia ser legal, que aproveitaríamos juntos. Prontamente, falei que não queria mais. Ele insistiu, claro. Fiquei indignada. Ao mesmo tempo, o cara me fez acreditar que o fato de eu ter pedido o convite dava a ele o direito de me fazer esse tipo de proposta – e não, não dá. Se aproveitar de uma situação para fazer uma proposta indecente, é assédio, sim.”
Juliana Mueller, Miss Rio Grande do Sul 2017, 26 anos


Leia mais:

:: 25% das mulheres de 18 a 24 anos já sofreram assédio sexual online, revela pesquisa
:: Movimento Vamos Juntas? lança abaixo-assinado pedindo lei para punir assédio nas ruas do Brasil
:: O problema das “cantadas”: por que o assédio verbal não é levado a sério?

Leia mais
Comente

Hot no Donna