Nova campanha de conscientização alerta para o assédio no Carnaval

Foto: Leandro Salles, divulgação
Foto: Leandro Salles, divulgação

Com a proximidade do carnaval, o grupo AzMina lançou a campanha #UmaMinaAjudaAOutra, que promove a união entre as mulheres contra os assédios e os abusos, recorrentes na época das populares festas. Do trio elétrico de Salvador ao bloco de rua de Porto Alegre, elas buscam incentivar a sororidade – afinal, se todas sentem o mesmo medo e escutam as mesmas cantadas e provocações, por que não nos unirmos?

A organização – que não tem fins lucrativos –  pretende tornar a experiência carnavalesca mais leve e divertida para todas. Seguindo os moldes do ano passado, em que a iniciativa #CarnavalSemAssédio foi voltada à educação dos homens, o foco de 2017 é a relação entre as mulheres, como anunciado no site do coletivo.

“Um dos lemas do feminismo é a sororidade, ou seja, a irmandade entre as mulheres. E isso também é sobre socorrer uma mina passando mal no meio da rua. É sobre se meter numa briga para defender outra mulher. É sobre não concordar e lutar contra qualquer tipo de assédio, abuso ou tentativas. É sobre oferecer companhia. É sobre prestar ajuda, do jeito que for e pra quem for, principalmente quando se trata de outras mulheres.”

:: Guia didático da diferença entre paquera e assédio pra você não ser um canalha no Carnaval, por AzMina

Para alertar as mulheres, o AzMina ainda publicou diversos relatos de mulheres que sofreram assédios e abusos nos últimos carnavais. Confira um deles:

Eu meti a colher, sim!

Catarina Alves, 20 anos

“Estávamos em um bloco em São Paulo e, no meio da folia, eu encontro uma conhecida do meu bairro discutindo com o namorado, uma briga feia. Ele ameaçava bater nela e, quando levantou a mão, eu entrei na frente dela. Quase apanhei, mas o empurrei de volta. Meus amigos seguraram ele e fiquei com a menina o dia todo. Ela chorava muito. O motivo da briga? Um cara deu em cima dela e ela não correspondeu, mas não do jeito que ele achava ideal, então foi brigar e querer bater nela. Vê se pode!”

 

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