#DonnaRetrô: O ano do empoderamento e das hashtags feministas

2015 foi um ano marcado pelo alcance da voz feminista. Até para as mais desconectadas do assunto: não teve como não ouvir a força das hashtags. Nossas timelines foram tomadas por manifestos em que ficava fácil se identificar, pois as reivindicações eram comuns a todas.
Que mulher não se sensibilizou ao ver o assédio à participante do Masterchef Jr.?
Qual de nós não se lembrou de algum conhecido machista enquanto lia os manifestos identificados por #meuamigosecreto?
Que ano! Venha rever conosco as principais #hashtags de empoderamento feminino.

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#AskHerMore

O ano de 2015 mal tinha começado e já estávamos diante de uma poderosa hashtag: #askhermore, ou, em tradução livre, pergunte mais a ela. A cerimônia do Oscar foi marcada por uma reivindicação de atrizes pedindo à imprensa por perguntas mais relevantes, como as que são feitas aos atores, e não ficar só no: quem assina o seu vestido?

Foto: WireImage.

Foto: WireImage

 

#primeiroassedio

Na estreia do programa Masterchef Jr., na Band, alguns telespectadores utilizaram o Twitter para publicar mensagens com teor sexual em relação a uma participante de 12 anos, Valentina. Diante da repercussão, o coletivo feminista Think Olga, que combate o assédio em espaços públicos e outros tipos de violência contra a mulher, lançou a hashtag #primeiroassédio. A comoção foi grande e a hashtag foi utilizada 82 mil vezes no Twitter para relatar as primeiras experiências de assédio masculino experimentado, em geral ocorridas quando elas ainda eram crianças ou pré-adolescentes. As jornalistas de Zero Hora também reuniram-se para relatar os primeiros assédios sofridos, o resultado foram depoimentos emocionados que mostram a realidade que cada uma de nós experimenta, ainda muito jovens, confira:

:: Conheça o aplicativo que ajuda mulheres a denunciarem assédio

#meuamigosecreto

A campanha surgiu em novembro e tinha como objetivo aproveitar a tradição de final de ano para expor pensamentos machistas de amigos e familiares, ainda que sem citar seus nomes. E, dessa forma, demonstrar que todas convivem com homens machistas, preconceituosos. A campanha traz diversos relatos mostrando o que as mulheres passam diariamente, e a naturalidade com que opiniões machistas são aceitas na sociedade.

amigo

Em contrapartida, a hashtag #minhaamigasecreta também ganhou grande repercussão e foi usada com a intenção de mostrar que o machismo é só coisa de homem: muitas mulheres também reproduzem ideias e atitudes preconceituosas.

amiga

#mexeucomumamexeucomtodas

A campanha surgiu para denunciar os abusos que as mulheres sofrem diariamente no transporte público. São agressões que costumam ser abafadas com justificativas de que os ônibus e metrôs são lotados e a encostada de coxas e a mão boba acabam sendo normais e inevitáveis. Com a falta de fiscalização e de apoio a quem enfrenta esses abusos todos os dias, nasceu o #MexeucomUmaMexeucomTodas, manifesto que exige dos órgãos competentes uma atitude severa contra o assédio.

Foto: Humaniza Redes

Foto: Humaniza Redes

 

#vamosjuntas?

Sabemos que as mulheres convivem com o medo e com a insegurança ao circular pelas ruas das grande cidades. Para tentar melhorar essa realidade, surgiu o “Vamos Juntas?”, que propõe às mulheres que se aproximem e andem juntas pela rua para coibir a ação de criminosos. A hashtag surgiu para espalhar a ação e motivar as mulheres a se unirem em situações de risco. A partir do uso da hashtag, o movimento se espalhou e tivemos acesso a histórias lindas de parceria entre mulheres desconhecidas. Algumas foram relatadas na fanpage do Vamos Juntas.

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

 

Para encerrar, a gente espera que mais iniciativas como estas surjam em 2016. Pois, como diz a ativista paquistanesa ganhadora do Nobel da Paz Malala Yousafzai: “Não há nada de errado em se autodenominar feminista. Eu sou feminista e acho que todas deveríamos ser porque feminismo é outra palavra para igualdade”.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

 

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