Pesquisa aponta que personagens de mulheres têm menos falas que os homens em filmes

Mulher-Maravilha, A Escolha Perfeita, Carol, O Segredo de Brokeback Mountain, Intocáveis e Estrelas Além do Tempo: o que esses filmes têm em comum? Mulheres, pessoas negras, deficientes e homossexuais como protagonistas, tudo o que, segundo a maior análise de personagens já feita, Hollywood coloca em segundo plano em grande produções.

Os resultados foram divulgados no início dessa semana, pela Annenberg Escola de Comunicação e Jornalismo da Universidade do Sul da Califórnia. Os dados indicam que, nas telonas, poucas coisas mudaram no quesito representatividade ao longo dos últimos dez anos e que os maiores investimentos do cinema norte-americano continuam focados em personagens de “homens brancos, heterossexuais e sem deficiências”.

O levantamento considerou 39,788 personagens (com falas) de 900 filmes lançados entre 2007 e 2016. No último ano, apenas 31.4% dos papéis foram para personagens femininas, 29.1% de personagens negros, 2,7% de pessoas deficientes, 1.1% de homossexuais e nenhum transgênero.

Mulheres negras e asiáticas são ainda mais invisibilizadas: as primeiras aparecem em menos da metade das produções comerciais e as outras em apenas um terço. Mulheres hispânicas também aparecem pouco, com falas em apenas um terço dos filmes.

Segundo o grupo responsável pela pesquisa, a indústria silencia principalmente as mulheres negras e o motivo está na predominância de homens brancos na concepção dos longas. Em 2016, menos de 17,8% dos profissionais de bastidores eram mulheres.

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