Relacionamentos: como detectar e a lidar com a Síndrome de Walt Disney

Foto: Pixabay
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Você já acreditou que um dia iria encontrar um príncipe encantado? Já imaginou que ao conhecer o parceiro certo ou formar uma família, teria encontrado a felicidade eterna? A terapeuta emocional para mulheres Camilla Couto explica que esse tipo de pensamento tem um nome, é a síndrome de Walt Disney.

A terapeuta afirma que mesmo que não nos identifiquemos imediatamente com a síndrome, temos que lembrar de atitudes comuns nos relacionamentos como querer que o parceiro mude a qualquer custo. Ela analisa que esse tipo de comportamento pode ser associado com a crença de que beijando um sapo, o animal poderia virar um príncipe, nos contos de fadas.

– É verdade que, desde meninas, somos instigadas a acreditar no final feliz dos filmes e das novelas – que, normalmente, aparece após uma cena de casamento, que fecha a história, mas não mostra como é a vida depois. A realidade é sempre bem diferente.

Ela cita alguns problemas que esse tipo de síndrome pode resultar:

1) Adiamos o momento de ser feliz. Isto porque ainda não encontramos o parceiro dos nossos sonhos ou ele ainda não mudou e se tornou quem desejamos

2) Nos livramos da responsabilidade de correr atrás do que nos faz feliz 

3) Deixamos de enxergar a felicidade do dia a dia nas pequenas coisas, pois nosso foco está no outro e no relacionamento

Um dos maiores erros dos relacionamentos, segundo a terapeuta, é acreditar que o outro seja fonte principal da nossa felicidade. Mas, se isso é tão comum, como lidar? Segundo ela, uma das maneiras de controlar a síndrome de Walt Disney é parar de criar expectativas e deixar de fantasiar o relacionamento:

– Quando enxergamos e aceitamos a realidade, isto é, a beleza dos seres humanos (com todos os seus defeitos), assim como a natureza dos relacionamentos (com seus momentos de alegria e os de crise – altos e baixos), fica muito mais fácil se relacionar sem se frustrar.

Outra maneira de espantar essa síndrome é identificando dentro de nós o que realmente nos move nos relacionamentos. Será que é mesmo amor? Ou será que estamos nos relacionando por carência, medo de ficarmos sozinhas ou apego à fantasia daquilo que talvez um dia nossos parceiros possam vir a ser se mudarem, se conseguirmos comprar aquela casa maior, se tivermos um filho ou mais um.

– Enquanto ficamos presas às nossas expectativas e fantasias de como o parceiro ou o relacionamento deveriam ser para sermos felizes, privamo-nos de enxergar a beleza de como eles realmente são. Inconstantes, assim como tudo na vida real.

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