Supere a fossa: 5 dicas práticas (mesmo) para quem levou um fora

Foto: Pixabay
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Quem nunca achou que o término de relacionamento era o fim do mundo? Pois Mari Ramos tomou essa como sua bandeira: a carioca fala justamente sobre estes momentos de desespero, depois que uma história de amor acaba, em seu primeiro livro. O Manual do Coração Partido: Como Sair da Pior e Dar a Volta por Cima (Editora Best-Seller, 2017) explica de uma maneira bem humorada as fases do luto no término e indica estratégias para superar esse momento.

Foto: Divulgação

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– Sofrer de amor não é brincadeira. Mas “aprender” a sofrer ou aprender que podemos tirar algo positivo de nosso sofrimento pode vir com acompanhamentos mais leves, que tentam tornar nossa vida menos dolorosa: música, vinho, amigos. O livro é uma tentativa de ser esse ombro amigo – diz a carioca de 37 anos, formada em Letras.

Escrito logo após tomar o segundo pé na bunda de sua vida, Mari começou a obra quando morava em Xangai e terminou em Bali. O Manual é dividido em fases e altos e baixos em que alguém se recupera do fim de uma relação. Como se fosse um jogo de amarelinha, escolheu usar as fases do luto, conceitos da psicologia, para mostrar o processo até o fim, ou o “Céu”.

Trilha sonora da fossa, listas do que fazer quando der vontade de mandar mensagem para o ex e para onde viajar são alguns dos escapes que Mari propõe para ajudar as novas solteiras. Em entrevista para Donna, a autora conta sobre a motivação para escrever o livro e o processo criativo pelo qual passou para aconselhar quem enfrenta o rompimento.

Fica claro no livro que você viveu romances que não terminaram muito bem. Como foram estas experiências?
Ah, e como vivi (risos). Fui noiva de um canadense aos vinte e poucos anos e sofri uma grande decepção amorosa quando ele terminou. Estava morando fora, foi sofrido. Mas passou! Aí me apaixonei de novo aos trinta e poucos e passei um longo período namorando e depois tive outra grande decepção. Pensei: de novo, não! Mas dessa vez, mais madura, o sofrimento, apesar de também ter sido intenso, foi diferente. E achei isso interessante, sobre como a maturidade nos ensina até a sofrer.

Foto: Pexels

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Qual foi a sua motivação para transformar estas histórias em livro?
Partiu da necessidade que eu mesma tinha de compartilhar esse momento com os amigos e de ver como eles também passavam pelo mesmo. Quando você sofre de dor de cotovelo, fica monotemático! Eu pensei: que livro eu gostaria de ler nesse momento tão delicado? Mas ele não existia. Então, tive a ideia de ser leve em um momento que pode ser trágico. A dor de cotovelo, diferente de um luto literal, te coloca em várias situações engraçadas. Eu queria que o livro tivesse mais a ver com “papo de amiga” do que com uma consulta ao terapeuta. E, apesar de ser um livro que fala de relacionamento, fala muito mais em passar tempo sozinha, e aproveitar esse amor que surge desse encontro. Não tem príncipe, não tem princesa, o final é aberto. Você pode chegar ao “Céu” acompanhada ou não!

DICAS DA MARI

1. Você vai dizer…
• “Nunca mais vou amar ninguém assim”. (mentira, vai amar, sim!)
• “Vou ficar sozinha para sempre”. (mentira, todo pé torto tem seu chinelo velho, ainda que este ditado seja demodê)

2. Para ouvir
• Na playlist temática no Spotify (open.spotify.com/user/maridnramos), ouça desde Adele e Alcione até Marisa Monte e Elis Regina. Cante cada verso como se fosse seu. Entregue-se às estrofes daqueles que amaram como você.

3. Chore muito
• Você está livre para sofrer. Seu luto não impõe humilhação nem vergonha. Desligue o celular, fale com o espelho, passe o dia na cama olhando para o teto. Faça isso pelo período do “vírus” como se fosse da gripe, uma ou duas semanas.

4. Fique braba
• A fase da raiva é intensa, mas não é permanente. É como uma montanha-russa: a raiva sobe, sobe, sobe, mas uma hora desce. E de preferência bem rápido! Mas isso não acontece sem emoção: emoção é parte do ticket do fim de relacionamento.

5. Dê um tempo na tecnologia
• Melhor não postar frases de efeito de Clarice Lispector, Garcia Lorca ou Cazuza: a genialidade de todos, no contexto de sua vida, vai parecer respostinha ressentida travestida de intelectualismo esnobe.

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