Viajar para aprender: dicas para escolher o destino de intercâmbio teen do seu filho

Press Abroad
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Para quem quer mesmo aprender de vez uma outra língua, estudar fora é a opção mais certeira. Muito além de frequentar o cursinho de inglês duas vezes por semana, um intercâmbio permite vivenciar a  experiência de falar, ler e escrever o tempo todo em outro país. E a gente nem precisa convencer ninguém da necessidade de aprender outras línguas, né? Para entender a letra daquela música, para baixar aquele aplicativo, para sacar o filme quando a legenda trava, para ter mais chances de trabalho no futuro.

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Um intercâmbio na adolescência proporciona um combo de oportunidades: além de acelerar o aprendizado, ficar algumas semanas fora de casa vai permitir contato com pessoas de diferentes culturas e países. Seus filhos estão pilhados, mas você acha ruim que vão sozinhos? Sem problemas: há muitas agências especializadas que montam grupos para viajar juntos, procuram opções e também ajudam na documentação.

Perguntas & Respostas Frequentes – Para seu filho ler

Tiramos todas as suas dúvidas sobre intercâmbio consultando as especialistas no assunto Isabella Dapuzzo, gerente da unidade Central de Intercâmbio Moinhos de Vento, e Caren Hahn Richter, diretora de vendas e sócia do STB Trip&Travel.

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O que posso estudar em um intercâmbio?

Idiomas, principalmente. A busca maior é pelo inglês (de 90% a 95% da procura). O curso pode ser complementado com outros tipos de aula que sejam do seu interesse, como intensivos de dança, culinária, esportes. O Canadá aparece também como opção procurada para cursos de inglês atualmente, especialmente por causa do câmbio. Opções como Austrália e Nova Zelândia, por serem mais distantes, exigem um investimento um pouco maior (de tempo e de dinheiro). Outros idiomas além do inglês, é claro, também são contemplados nos intercâmbios: que tal aprender francês, espanhol ou italiano nos países de origem da língua?

Posso trabalhar e estudar ao mesmo tempo?

São poucos os países que permitem essa prática: Austrália, Nova Zelândia e Irlanda. Nestes, é possível obter mais facilmente visto de permissão para trabalho para estudantes. No Canadá, é possível trabalhar e estudar a partir dos 19 anos.

Qual a idade mínima e máxima permitida?

De 12 a 17 anos, em geral. Você pode ir sozinho ou com um grupo de adolescentes, quando o intercâmbio
é contratado a partir de uma agência de viagens. Um monitor acompanha a turma desde o embarque até o retorno. A partir de sete anos, as crianças têm a oportunidade de fazer um intercâmbio “family program”, isto é, a criança vai junto com os pais, e todos ficam hospedados em residências estudantis ou em casas de família.

Qual o período mínimo e máximo para ficar fora?

Duas semanas é o tempo mínimo recomendado (pode ser feito durante as férias de verão, por exemplo). E não existe tempo máximo: a permanência mais longa costuma ser de 24 semanas (seis meses). Esta opção mais longa é comum para quem se formou no Ensino Médio, pois não prejudica as aulas no Brasil. As aulas de idiomas no Exterior podem ser de manhã ou à tarde, depende do nível de inglês do aluno. É feito um teste de nivelamento para montar as turmas.

Quanto custa?

Os valores dependem de fatores como tempo de permanência no país, carga horária de estudos (em média, são 20 horas por semana, ou seja, meio turno) e nos tipos de acomodação (ficar em casa de família, por exemplo, é mais econômico do que uma residência estudantil). Há pacotes completos que custam a partir de US$ 1.300 (que inclui duas semanas em casa de família, com meia pensão, isto é, café da manhã e jantar inclusos). Em geral, nos pacotes de grupo, este esquema de meia-pensão é bem comum, sendo que o estudante almoça na escola (gastando em média de US$ 7 a US$ 10 por refeição).

Como escolher o local de destino?

A diretora de vendas e sócia do STB Trip&Travel Caren Hahn Richter diz que você deve avaliar bem seus
gostos para decidir o destino. O que está procurando? Em que tipo de residência quer ficar? Prefere cidade grande ou pequena? Se for em uma capital, há necessidade de usar transporte público diariamente, por exemplo. Se for em cidade menor, há a possibilidade de ir a pé ou de bicicleta para as aulas. A gerente da unidade Central de Intercâmbio Moinhos de Vento Isabella Dapuzzo diz que é preciso também levar em conta a questão do clima (você prefere ir para o calor ou não se importa com o frio?). Avalie também quais são suas expectativas de lazer e de experiências além das aulas: quer ver um monte de museus? A Flórida não é o destino ideal. Quer praia e festas no tempo livre? A Califórnia é mais indicada.

#dicas de quem já foi

A jornalista Bruna Amaral fez o primeiro intercâmbio aos 16 anos e nunca mais parou. Tudo começou com uma bolsa de três semanas nos Estados Unidos e hoje, 13 anos depois, o total de intercâmbios já chegou a nove. Para ajudar toda a gurizada que enviava dúvidas sobre o assunto, surgiu o Partiu Intercâmbio, que traz um buscador de bolsas e oportunidades de viagens mundo afora. Antes de tomar a decisão de viajar, confira o depoimento dela:

“Não existe uma receita de bolo para fazer um intercâmbio dar certo, afinal, a experiência de cada um é única, mas se informar muito antes de ir sempre ajuda. Encher as agências de intercâmbio de perguntas sobre programas, validação dos estudos, o que pode e o que não pode fazer durante um intercâmbio é bem importante. Mantenha os olhos sempre abertos para concursos de bolsas de estudos e parcerias que a sua escola possa ter com colégios em outros países. Visite as feiras de intercâmbio gratuitas que rolam todos os anos em Porto Alegre. Acho que é importante saber que intercâmbio nunca é fácil: você precisa estar aberto a aprender, conhecer e, acima de tudo, aceitar toda uma vida nova que vai se abrir para você. Isso é transformador, mas também gera insegurança e medo. O importante é saber usar esses sentimentos para crescer. Parece muita coisa pra um adolescente, mas exatamente é uma experiência que ajuda a preparar para vida e para o mercado de trabalho. Fora isso, na prática mesmo, é sempre muito importante ter em mente qual o objetivo da viagem antes de escolher um destino e, ao escolher o destino, é imprescindível pesquisar muito na internet para saber se o tipo de experiência que você vai ter corresponde ao que se espera.”

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