Conheça 9 transexuais que dão visibilidade à causa na moda e nas artes

Crédito das imagens: Gabriela da Moura (E), Felipe Censi (C) e Miguel Schincariol
Crédito das imagens: Gabriela da Moura (E), Felipe Censi (C) e Miguel Schincariol

A musa da foto abaixo é Valentina Sampaio. Modelo mais requisitada das últimas duas edições da São Paulo Fashion Week, a cearense de 20 anos foi a primeira transexual a posar para a capa da Vogue Paris, em março passado. O perfil dela na Revista Donna você confere aqui. Abaixo, confira uma lista de outras nove transexuais que revolucionam e dão visibilidade à causa.

Foto: Gabriela de Moura, divulgação

Foto: Gabriela de Moura, divulgação

 

LEA T

Foto: Miguel Schincariol, AFP, BD

Foto: Miguel Schincariol, AFP, BD

Ela é a primeira transexual a se tornal top model no mundo. Filha do ícone do futebol Toninho Cerezo, a brasileira está na lista das personalidades que mudaram a moda italiana, ao lado de nomes como Miuccia Prada. Começou a carreira alçada por Riccardo Tisci, então diretor criativo da Givenchy, em uma campanha de 2010. De lá para cá, virou estrela da marca e passou a se envolver no ativismo. No ano passado, foi eleita uma das embaixadoras da ONU Mulheres na campanha He For She. Na Olimpíada do Rio de Janeiro, participou da cerimônia de abertura representando o Brasil – e, aqui também, foi pioneira como a primeira trans com um papel de destaque em uma abertura olímpica.

 

LAERTE

Foto: Adriana Franciosi, BD

Foto: Adriana Franciosi, BD

Uma das mais conhecidas cartunistas e ilustradoras do Brasil, Laerte Coutinho viveu sua identidade masculina por mais de 50 anos. Depois de passar um ano usando roupas femininas, assumiu ser, em um primeiro momento, “crossdresser” (quando a pessoa se veste de acordo com o gênero oposto ao que nasceu) em uma entrevista icônica, em 2010. Três anos depois, posou nua para a capa da Rolling Stone. Com o tempo, passou a se identificar como trans, e hoje é uma das principais ativistas brasileiras contra a transfobia. A artista será tema do primeiro documentário original da Netflix no Brasil: Laerte-se, que estreia no dia 19 de maio no serviço de streaming.

 

LAVERNE COX

Jason Merritt, AFP, BD

Jason Merritt, AFP, BD

Conhecida como a personagem (também trans!) Sophia Burset, a cabeleireira da série da Netflix Orange Is the New Black, a atriz e produtora de TV é graduada em Belas Artes pela Alabama School. É a primeira transexual a ser indicada ao Emmy Awards na categoria Melhor atriz convidada em uma série de comédia. Já foi capa da revista Time, e também conquistou o título de embaixadora da GLAAD, ONG que luta pela exposição positiva de homossexuais e transgêneros na mídia. Laverne aproveita sua visibilidade como artista para lutar pela comunidade trans – e escreve sobre o assunto para veículos como o Huffington Post.

 

CAITLYN JENNER

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Ex-atleta e medalhista olímpica, Caitlyn ganhou fama por seu casamento com Kris Jenner, a matriarca de uma das famílias mais midiáticas do mundo, as Kardashians. Após anos de exposição no reality show Keeping Up With The Kardashians, em 2015, anunciou que estava em processo de transição de gênero, de Bruce para Caitlyn. Foi capa da revista Vanity Fair ao anunciar a cirurgia de redesignação sexual. Durante as eleições presidenciais norte-americanas, no ano passado, levantou a polêmica ao declarar apoio ao partido republicano, de Donald Trump.

ROBERTA CLOSE

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Por aqui, Roberta Close foi uma das pioneiras ao colocar a transexualidade em pauta. Ela foi a primeira modelo trans a posar para a edição brasileira da Playboy, além de estrelar editoriais da Vogue. Já desfilou para grifes internacionais como Jean Paul Gaultier, Thierry Mugler e Guy Laroche. Em 1993, saiu do Brasil para morar com o então noivo Roland Granacher, um empresário suíço. Desde então, vive em Zurique, voltando ao Brasil em poucas ocasiões – recentemente, uma visita de Roberta rendeu comentários, pois uma das sobrinhas não sabia da transexualidade da tia, descobrindo o fato por uma reportagem de TV.

 

ANDREJA PEJIC

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Descoberta enquanto trabalhava em um McDonald’s em Melbourne, na Austrália, Andreja começou sua carreira na moda como Andrej. Esse flerte com a androginia e os traços delicados faziam com que o então modelo angariasse campanhas de coleções femininas e masculinas. Em 2010, foi destaque ao desfilar nas duas coleções de Jean Paul Gaultier. Em 2014, anunciou que havia feito sua cirurgia de redesignação sexual – e a carreira, que já estava decolando, só ascendeu ainda mais. Virou a garota-propaganda da Make Up For Ever em uma campanha global e, ainda em 2015, tornou-se a primeira modelo trans na capa da Vogue America. Neste mês, acaba de acumular mais um feito: foi anunciada como a primeira trans na capa de uma GQ, publicação voltada ao público masculino – agora, como Andreja.

 

CAROL MARRA

Foto: Felipe Censi, BD

Foto: Felipe Censi, BD

Modelo e atriz, Carol Marra começou a carreira nas passarelas e em meio aos cliques – foi a primeira transgênero a estampar a capa da revista Trip. Como atriz, é dela também outro pioneirismo marcante: protagonizou o primeiro beijo trans na TV, no seriado Psi, do canal por assinatura HBO. Estreou recentemente nos cinemas ao lado de Carolina Ferraz no longa A Glória e a Graça. Ainda neste ano, deve voltar às telas em Berenice Procura, de Allan Fiterman (da minissérie Verdades Secretas), em que contracena com Vera Holtz e Claudia Abreu. Mais: também está no elenco de Brasil a Bordo, humorístico comandado por Miguel Falabella para a TV Globo, ainda sem previsão de estreia.

 

HARI NEF

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Aos 24 anos, a modelo – e agora também atriz – norte-americana acumula conquistas. A mais recente é o título de nova embaixadora da L’Oréal, posto que foi ocupado antes por Valentina Sampaio. Hari também foi a primeira modelo trans a cruzar a passarela da Gucci, na Semana de Moda de Milão. Quer mais? Também é a primeira modelo trans a assinar contrato com a IMG, agência de tops como Gisele Bundchen e Gigi Hadid. Sua mais recente empreitada é o papel de uma trans na série Transparent, da Amazon.

TRACEY AFRICA NORMAN

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Nos anos 1970, ela foi a primeira modelo negra transexual a conquistar espaço. Porém, um detalhe: por medo do preconceito, escondia que era trans. Até ser descoberta, fez campanhas, teve um contrato com a marca de beleza Avon e sua própria tinta para cabelos. Durante uma sessão de fotos para a revista Essence, um assistente desconfiou e falou com o cabeleireiro, que, por sua vez, contou para o editor. O ensaio foi cancelado. Tracey voltou a trabalhar só na década seguinte, mas não ficou muito tempo na carreira de modelo. Passou a trabalhar em shows burlescos com mulheres trans para, então, entrar para a cena drag, onde atua desde então. Hoje, está com 63 anos.

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