Atriz vencedora do Oscar, Lupita Nyong’o faz homenagem a ex-Globeleza Nayara Justino

(Reprodução/Instagram)
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Hoje a atriz mexicana Lupita Nyong’o, vencedora do Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante em 2014 por seu papel em 12 Anos de Escravidão, surpreendeu seus seguidores ao publicar uma foto da ex-Globeleza Nayara Justino em seu perfil no Instagram. Na descrição da imagem, a atriz diz: “Minha #wcw [Women Crush Wednesday, algo como ‘mulheres por quem tenho uma queda de quarta-feira’] é Nayara Justino, do Brasil”. Em seguida, Lupita cita um texto do escrito Edgar Albert Guest em homenagem à brasileira.

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O motivo da admiração da mexicana por Nayara é o documentário realizado pelo jornal britânico The Guardian, que retrata a vida da ex-Globeleza para abordar o racismo e discriminação no Brasil. No documentário, indicado por Lupita, a brasileira fala sobre o preconceito sofrido pelas mulheres negras no país. No vídeo, a equipe do jornal a acompanha em um ensaio da escola de samba Acadêmicos da Rocinha, no Rio de Janeiro, onde conta sobre a escolha das rainhas de bateria no Carnaval:

— O que é vendido aqui são as mulheres brancas de cabelo liso, corpo bonito e essas coisas. E isso vai atrair dinheiro pra escola. Se colocarem um negra, vai só chamar atenção.

A brasileira também usou o Instagram para agradecer Lupita. Na foto, ela comentou: “Muito obrigado, Lupita. Você é uma inspiração para mim e milhares de outras meninas! Não consigo parar de chorar”.

Uma das razões pela escolha brasileira para ser personagem do documentário foi o preconceito sofrido por ela, quando a primeira vinheta dela como Globeleza foi ao ar, em 2014. Nayara chora ao explicar que os comentários racistas também foram feitos por negros.

— Muita gente me xingou pelo Facebook. Me chamaram de macaca, neguinha, Zé Pequeno [nome de personagem do filme “Cidade de Deus”].

Nascida no Rio de Janeiro, a dançarina viverá uma escrava na próxima novela da Record, Escrava Mãe, que ainda não tem data de estreia. O curioso é que Lupita ganhou fama internacional ao interpretar Patsey , uma escrava que sofria os abusos do patrão em uma plantação de algodão Louisiana.

Veja a tradução do poema que Lupita citou em homenagem à Nayara:

“Isso não podia ser feito:
Alguém disse que não poderia ser feito, mas ele respondeu com uma risada
Que ‘talvez ele não poderia’, mas ele seria aquele que não diria isso até que ele tivesse tentado.
Assim, ele se dobrou à direita com o traço de um sorriso no rosto. Ele se preocupava que ele escondeu.
Começou a cantar, como se fosse a única coisa que não poderia ser feito, e ele fez isso!

Alguém zombou: ‘Oh, você nunca vai fazer isso; Pelo menos ninguém nunca fez isso’;
Mas ele tirou o casaco e tirou o chapéu e a primeira coisa que sabia que ele tinha começado.
Com um elevador de seu queixo e um pouco de um sorriso, Sem qualquer dúvida,
Ele começou a cantar como ele abordou a única coisa que não poderia ser feito, e ele fez isso.

Há milhares de pessoas a dizer-lhe que não pode ser feito, há milhares que profetizam o fracasso,
Há milhares de recordar-lhe um por um, os perigos que esperam para atacar você.
Mas só com um pouco de um sorriso, apenas tire o casaco e vá para ela;
Basta começar a cantar como você pode lidar com a única coisa que ‘não pode ser feito’, e você vai fazê-lo.”

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