Baile da Vogue 2017: tudo o que rolou na luxuosa festa de Carnaval

Folia reuniu celebridades no Hotel Unique, em São Paulo

Foto: AG NEWS
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Júlia Alves, especial

A pauta nos bairros nobres da capital paulista na tarde de quinta-feira era a expectativa para o Baile de Gala e Fantasia da Vogue de 2017 – com o tema Lady Zodiac. Nos restaurantes, salões e grupos de WhatsApp, o assunto mais urgente do dia passou a ser o signo de cada um – e suas variáveis criativas. Os cerca de mil convidados para a festa de Carnaval mais falada do país entendem a importância de caprichar no look da noite. Também, o evento é organizado pela publicação de moda mais importante do mundo. Com direito a show de Anitta e bateria de escola de samba, o encontro se torna especial por reunir celebridades e nomes do universo fashion em uma madrugada repleta de glamour, fantasia e diversão.

Entendendo a brincadeira

Não importa quantos caracteres eu use e tão pouco interessa agora as postagens que fiz na cobertura do Baile da Vogue nesta madrugada. A melhor maneira de descrever o evento, para mim, segue sendo a metáfora da menina que sai do interior do Brasil em um voo sem escala para a festa mais disputada do território nacional. Foi assim que me senti em meio a dezenas de celebridades, modelos, artistas, blogueiros, estilistas e milhões investidos em produções impecáveis na minha primeira cobertura do Baile, em 2016, e também nas 7h em que fiquei dentro das dependências do Hotel Unique, em São Paulo, nesta quinta-feira.

O Baile da Vogue cai no samba com a bateria da Grande Rio e @palomabernardi no palco! #bailedavogue #bailedavogue2017 #ladyzodiac

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Tem coisas que o dinheiro não compra

O primeiro ponto-chave da receita de sucesso é a tradição de um encontro promovido por uma empresa que não mede esforços para manter-se na liderança de mercado e ao mesmo tempo movimenta-se para manter sua identidade. Se nos 365 dias do ano os famosos recebem cachês para marcar presença VIP em comemorações e interagir com clientes, no gala de Carnaval a lógica é invertida. Apesar da imprensa e dos contatos profissionais, a participação dos ilustres é lazer, e não business. Por isso eles circulam, dançam, falam besteira e curtem ao lado de anônimos. Por isso a aglomeração de fãs na porta do hotel. Por isso há quem ofereça boas quantias em troca de um nome na lista, e talvez por isso a organização tenha criado um sistema de biometria para identificar os convidados na porta do festerê.

Vale tudo

Engana-se quem pensa que a brincadeira tem início às 22h, conforme o convite. A verdade é que a diversão (a expectativa e a ansiedade boa) tem início muito antes, na confirmação da presença, e segue pelo desafio de escolher uma roupa digna de tapete vermelho – além dos acessórios, do conceito que deveria casar com a temática Lady Zodiac e seu universo cheio de particularidades. Pode parecer bobagem, mas sair da rotina e experimentar penteados nunca antes admitidos (eu, por exemplo, achei demais frizar todo o cabelo) é divertido. A festa acabou, mas o espírito de gostar de novas possibilidades além da escova ondulada e da maquiagem bronzer permanece.

 Festa de arromba (porém reduzida)

Durante a tarde, no salão C. Kamura, aproveito para tirar a febre e entender o clima do evento deste ano. – Se eu te contar que o movimento está bem mais baixo que o ano passado você acredita? – pergunta um dos cabeleireiros. Acreditei e a suspeita se confirmou: o volume de pessoas foi sem dúvida inferior a 2016. Segundo a rádio corredor, trata-se de um misto de efeito colateral da crise econômica com o pulso firme de Daniela Falcão, editora da Conde Nast que cuidou pessoalmente da logística dos convites.

Enquanto isso, nos bastidores…

O local da festa fica no subsolo do Unique, ou seja: os foliões puderam esquecer o sinal de 3G. Estão todos lindos e sentido-se especiais – mas a dificuldade de postar uma foto ou vídeo em tempo real parece ofuscar um pouco a graça do momento. “Ok, vamos viver o presente e deixar para postar tudo na manhã seguinte”.

O tiro de Thaila

É grande o burburinho quando o assunto é galã internacional. Apesar de pouco conhecido por seu nome real, o interprete de Chuck Bass, de Gossip Girl, virou alvo das solteiras de plantão. Ed Westwick chegou ao tapete vermelho, posou para os fotógrafos e logo tratou de caminhar pela festa – cercado por dois seguranças. Conversou com Alessandra Ambrosio e Matheus Mazzafera, mas foi Thaila Ayala (que vestia um modelo gladiadora da Bo.Bô) quem chamou atenção do astro.

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