Entrevista! Taís Araújo fala sobre estilo, identidade e representatividade: “Vamos sair do lugar-comum”

Foto: Paulo Belote, TV Globo, Divulgação
Foto: Paulo Belote, TV Globo, Divulgação

Não faltam atributos para (tentar) explicar quem é Taís Araújo. Uma das atrizes mais competentes de sua geração, em duas décadas de carreira colecionou papéis marcantes que vão de Xica da Silva a uma das Helenas de Manoel Carlos, passando pela “empreguete” Penha em Cheias de Charme até, mais recentemente, uma diva à la Beyoncé na série Mister Brau. A beleza de Taís já apareceu em inúmeras capas de revista, além de campanhas publicitárias para marcas como a L’Oréal, uma das maiores do mundo no segmento dos cosméticos, e a nacional Quem Disse, Berenice?, da qual é o novo rosto no segmento de make. Querida pelo público, foi considerada uma das figuras femininas mais notáveis entre as brasileiras em uma pesquisa do Instituto Qualibest, ao lado de ninguém menos do que Fernanda Montenegro. Quer mais? Taís é daquelas que não têm medo de soltar o verbo: em seu Instagram, fala sem pudor de assuntos espinhosos que vão da violência contra os professores à pressão estética, para citar apenas alguns dos posts vistos na última semana pelos seus mais de seis milhões de seguidores. Seu “arroba” na rede social, aliás, define sem meias palavras quem ela é: @taisdeverdade.

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É justamente essa persona tão vida real que conhecemos na versão “Taís apresentadora” – que nasceu com quatro temporadas do Superbonita, do GNT, a partir de 2006, ganhou força com a participação, no ano passado, no Saia Justa, e agora alcança a TV aberta em Popstar, reality show musical da Rede Globo que vai ao ar nas tardes de domingo. É no programa, aliás, que a atriz vem mostrando também sua paixão pela moda. Em parceria com a stylist Rita Lazzarotti, Taís deixa de lado o receio de ousar e abusa de grifes como Céline e Balenciaga, que estão entre suas preferidas, em looks repletos de tendências. Mas que refletem, também, quem ela é:

– Com a moda, dá para você expressar uma identidade. Moda é isso mesmo! Está aí para expressar comportamento, testar e se arriscar – pondera a atriz durante a entrevista com Donna por telefone.


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Em um papo aberto e franco, Taís Araújo falou sobre sua relação com o corpo e autoestima, refletiu sobre a chegada dos 40 anos e fincou posição na luta pelos direitos das mulheres, sobretudo as negras. Mãe de João Vicente, seis anos, e Maria Antônia, de três, fruto de seu relacionamento com o ator Lázaro Ramos – com quem forma um dos casais mais queridos do showbusiness, aliás –, ela contou também como a maternidade mudou sua forma de pensar, mas nega a máxima de que a chegada dos filhos a “completou”.

– Não sou uma coisa só –, dispara.

Entrevista! “Vamos sair do lugar-comum”

Você é presença constante em revistas de moda, e seu figurino em Mister Brau chamou muito a atenção. Como define seu estilo?
Gosto de ter de tudo! Poderia dizer que sou mais clássica, mas, na verdade, não estou mais tão clássica. Se colocar uma roupa e achar que está valendo, por mais esquisita que pareça, eu banco! Roupa tem relação com a imagem que quero passar naquele momento. Se for para uma coletiva do Popstar, sou apenas apresentadora, quem precisa brilhar ali são os participantes. Uso uma roupa que tenha a minha identidade, mas que não fique “uou”. O lugar de brilhar ali não é meu. Uma vantagem da minha profissão é não precisar comprar as coisas. Se precisasse comprar, não arriscaria tanto. Quero ter um armário cada vez mais enxuto. Estou muito nesta pilha, de tirar tudo (que não uso do armário) e dar, e ter somente o que realmente preciso no meu dia a dia de pessoa física. Me irrita ter um armário cheio. Todo ano, tiro um monte de coisas. Mas, agora, preciso fazer uma limpeza mais radical.

Foto: João Miguel Júnior, TV Globo, Divulgação

Foto: João Miguel Júnior, TV Globo, Divulgação

Como é a sua relação com a moda hoje? O que você quer passar quando escolhe o que vai vestir?
Cada vez estou mais próxima da moda. Eu adoro! (risos) Fiquei um tempão sem stylist, pulando de um para outro, até que encontrei a Rita Lazzarotti, uma menina jovem, que tem um frescor. Quando ela saiu da (revista) Glamour, perguntei: “Rita, você não quer trabalhar comigo? Vamos colocar uma identidade de moda nas minhas roupas?”. A gente sempre quer expressar alguma coisa, e que seja muito contemporâneo. A Rita também assina o figurino de Popstar comigo, e é bem arriscado (risos). Vamos sair do lugar-comum. Sem medo. Dá para você expressar uma identidade, brincar e testar. Moda é isso mesmo. Está aí para expressar comportamento, testar  e se arriscar.

Que estilistas você curte?
Gosto de tanta gente. Vou da Flavia Aranha, que tem peças de linho e com tingimento orgânico, até Helo Rocha, que mistura várias identidades. Gosto do Reinaldo Lourenço, adoro a Cris Barros. Gosto muito da NK Store, tanto da seleção internacional quanto da marca própria. Dos gringos, gosto de todos (risos). Entendo a identidade de cada um e acho que se aplica a cada momento. Adoro Gucci, Miu Miu, Prada. Gosto da Dolce & Gabbana. Adorava a Catherine Malandrino, que não sei por onde anda. Adoro Stella McCartney. Sabe quem eu amo mesmo e está no meu top 5? Céline.

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Foto: Paulo Belote, TV Globo, Divulgação

Sua imagem é muito vinculada ao mundo da beleza. Mas você é beauty lover mesmo?
Eu me cuido, gosto de me cuidar. É algo que vem muito da minha mãe. Ela é muito vaidosa e passou isso para mim e para minha irmã. Comparando com a minha irmã, você diria que eu nem sou vaidosa, porque ela é a vaidade em pessoa. (risos) Gosto de cuidar de mim porque gosto de me olhar no espelho e me achar bonita. Há dias em que olho e não está tudo bem. E tudo bem também, porque não precisa estar tudo bem todos os dias.

Você já estrelou um ensaio fotográfico absolutamente sem retoques para a Women’s Health. Como foi?
Achei que não precisava – e porque estava bom do jeito que estava. Hoje em dia, todo mundo trata tudo, e acho isso ruim. Eu olhava aquela imagem e gostava do que estava ali. Se fosse tratar, seria um preciosismo. A foto que eu queria mesmo nem foi (publicada), a que o Bob Wolfenson trouxe para a exposição e eu postei esses dias, em que apareço com a barriga dobrada e o peito caído. Essa sou eu! Tive dois filhos, duas barrigas grandes, dois peitos gigantes… É impossível ter passado por essas gravidezes e meu peito estar duro… Por mais silicone que eu tenha, porque tenho, mas botei antes. Ele cai, mesmo assim. A barriga não é mais a de uma menina de 20 anos. E nem quero ter o peito, a pele ou a barriga de uma menina de 20 anos. E não vou fazer qualquer coisa para ter a pele, a barriga ou o peito de uma menina de 20 anos. Não faço, me recuso.


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Você já falou em entrevista que não faria intervenção cirúrgica novamente. O que se sente à vontade para fazer hoje, em relação ao seu corpo, e o que não faria de jeito nenhum?

Cirurgia eu não faria. Faço coisas de corpo, laser, de equipamentos. Faço e adoro fazer, inclusive. Só não faço no rosto porque tenho medo. Decidi que não vou fazer nada, apenas creme. No corpo eu faço Velashape, Ultraformer… Se saiu um negócio, já (peço): “Prova em mim!”. Rosto eu tenho medo de dar ruim em algum momento.

Você completa 40 anos em novembro. Como você compara suas vivências de hoje com as de sua mãe na mesma idade?
Completamente diferente! Quando tinha 40 anos, minha mãe era muito mais estressada do que eu sou. Trabalho, criança… Eu também tenho isso, trabalho excessivamente. Mas minha mãe tinha a história da responsabilidade, que era muito em cima da mulher. Por mais que meu pai fosse superpresente, bacana e tal, a responsabilidade com os filhos era da minha mãe. Mas estou achando um luxo fazer 40 anos. Quando olho para a história que construí e estou construindo, a família que estou construindo, meu casamento, meus filhos. Tudo tão maneiro, tão bonitinho. Fico feliz, respiro aliviada de olhar para trás e ver que fiz tanta coisa. Olho com bastante serenidade e muito orgulho.

Foto: Fred Othero, Divulgação

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Com o passar dos anos, a gente costuma ficar mais à vontade na própria pele.
É muito doido, porque passamos a vida inteira ouvindo da nossa mãe ou de pessoas mais velhas: “Ah, se eu tivesse a minha cabeça de hoje e a idade que você tem”. E é isso, se eu tivesse a cabeça que tenho hoje, teria sofrido tão menos nessa vida. Teria aproveitado tanto mais as coisas. Não teria me preocupado com o que o outro pensa. Teria sido tão fiel somente aquilo no que eu acredito. Obedecer à minha essência, ao meu feeling. A gente sente isso com a maturidade, que ficamos mais calmos, e é muito legal. Você acredita mais em você mesma. E é tão bom bancar suas escolhas. E acabou, não precisa grandes explicações.

Você e Lázaro Ramos completaram 14 anos de casados. Como é ter uma relação tão longeva, que mudou, teve idas e vindas, e faz de vocês um dos casais mais queridos da TV?
É muito legal ter um companheiro. E acho que o Lázaro deve achar também muito legal ter uma companheira. Pode não fazer sentido para outras pessoas, mas, para mim, faz sentido ter alguém ao meu lado que me apoia, que me impulsiona, divide comigo as obrigações da casa, dos meus filhos. Mas é um casamento como outro qualquer, que tem momentos não tão legais. Não é um mar de rosas. Até porque é um casamento de verdade. Tem sido muito feliz e bonito.


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Você usa sua fama e visibilidade para falar de assuntos difíceis, mas necessários. Isso pesa em algum momento para você?

Às vezes, as pessoas até esperam… Mas, com a maturidade, você entende que não dá para falar sobre tudo, até porque eu não sei dar opinião de tudo. E isso aprendi no Saia Justa. Muita coisa, mesmo lendo sobre, seguia sem ter opinião, e tudo bem. Não acho que a gente tenha que opinar e saber sobre tudo. Mas entendo as pessoas quererem me ouvir. Só que nem sempre é possível (risos).

As mulheres estão discutindo como nunca questões como aborto, igualdade salarial, assédio. Como você vê esse levante?
Somos mulheres do nosso tempo. Acho interessante refletirmos o tempo que estamos vivendo, para poder nos entender um pouco também. Estamos vivendo um momento especial. Está acontecendo uma mudança no mundo, e nós somos as agentes desta mudança. Daqui a 20 anos, vamos olhar e poder dizer: “Nós estávamos ali. Olha que coisa linda, que oportunidade”. São mudanças importantes para a sociedade como um todo. Quando a gente fala de feminismo e de equidade entre os gêneros, estamos falando de uma sociedade melhor para todos, e não somente para as mulheres. Não estamos tirando ninguém do bolo, não. É para todo mundo ganhar, para ser legal para todos.


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Há um movimento muito grande de valorização das raízes e da beleza real, com discussões sobre body positive, transição capilar etc. Como você percebe esse momento?

Estamos em uma tomada de consciência geral. Todo mundo que era considerado minoria, e não somos minoria… A sociedade não era pensada para essas pessoas. Quando se fala em representatividade em publicidade, isso vem de uma demanda grande. O mercado precisa estar atento porque não é uma demanda frágil, vem de uma tomada de consciência. Daqui a 20 anos, vamos ver o que isso vai virar. É só o início.

Ainda hoje, a culpa está muito presente na vida da mulher. Você já falou sobre o que sentiu quando não conseguiu amamentar a Maria. Como você lida com essas autocobranças?
Claro que eu me cobro. Dos meus quase 40 anos, são pelo menos 36 construídos de uma maneira e quatro tentando quebrar um padrão. É uma diferença muito grande. (risos) A culpa está nesta nossa construção. Tento lidar colocando de uma maneira lógica. Mas a culpa não é lógica, é emocional. As pessoas não são iguais, uma gravidez não é igual a outra, os filhos não são iguais. Quando levamos para o racional, vamos desconstruindo esses padrões. Mas é muito difícil desconstruir um padrão da vida inteira, que está ali há gerações e gerações. Precisa quebrar, entender o que é aquilo e qual padrão será reconstruído, porque vai ser reconstruído. Mesmo que não seja uma somente, e sim várias maneiras de se comportar. Mas essa reconstrução do que foi destruído é outro processo. É longo, e não sei nem se a nossa geração vai se livrar totalmente.

Você é mãe de uma menina e de um menino. Como é tentar criar os dois de uma forma equânime?
Em primeiro lugar, preciso ficar alerta a mim. Sou o ser mais contaminado. Minha geração e do Lázaro foi criada dentro de um machismo absurdo. Na geração das crianças, estamos alertas a isso. Educação é exemplo, é ação. Preciso ficar ligada a mim e a como vou agir com eles. Em casa, tento deixar tudo igual, mas entendendo que, quando eles forem para a rua, não vai ser assim. A rua não vai tratar o João da mesma forma que trata a Maria. Tenho que alertá-los, mas, ao mesmo tempo, ter sensibilidade para não tirar a ingenuidade deles. São crianças e têm que ser respeitados como crianças, inclusive no direito de ser ingênuos.

Foto: Instagram, Reprodução

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Em seu TEDx, você contou que teve um alívio momentâneo ao saber que seu primeiro filho era homem, até se dar conta do que ele poderia enfrentar por ser negro. Como é criar uma criança negra no nosso país?
Não é fácil, ainda mais quando você é consciente do país em que vive. Quero que eles sejam conscientes do país em que vivem e que são crianças negras, sim, mas crianças negras privilegiadas. E que eles têm que agir com responsabilidade nestes privilégios que têm. Entender que a desigualdade social não é um bem para o país. Não dá para haver esse abismo entre as classes porque não será bom para ninguém. Educar com delicadeza, sensibilidade, amor e afeto. Tentando explicar (a realidade), mas sem embrutecer a criança, porque não é justo.

Não raro, ouvimos que a maternidade nos completa. Você já disse que não é o seu caso. Como você se sente completa?
Não sou uma pessoa só. Não nasci sendo mãe do João e da Maria. Nasci a Taís, filha da Mercedes e do Ademir, que cresceu e foi trabalhar cedo. Depois casei e fui ter meus filhos. Sou completa por todas essas partes. Não poderia deixar o meu trabalho para ser mãe. Seria uma péssima mãe, porque amo o meu trabalho. Sou a conjugação de tudo isso. Preciso conjugar a Taís que fui antes de casar, quando era só eu, com a Taís profissional, a Taís casada e com os filhos. Tudo isso me completa e faz quem eu sou hoje. Não seria uma boa mãe se deixasse de trabalhar. Gosto muito do que faço. Seria péssimo para os meus filhos, porque eles teriam uma mãe infeliz. Entendo as mulheres que deixam de trabalhar para cuidar dos filhos, porque é uma escolha. Mas essa não foi a minha.

Você é defensora dos direitos das mulheres negras pela ONU Mulheres. Que lutas e demandas são as prioridades hoje?
Tem tantas! Podemos falar sobre educação, formação de lideranças… A mulher negra está na base da pirâmide, e quem está na base é quem mais sofre. Quem tem mais desemprego, mais violência, perda de filhos, todas as tristezas. Reverter essa situação se aplica a quem está na base. O mais maneiro, se a gente conseguir inverter, é que a pirâmide vai subindo. As negras vão subir e vamos passar a falar das indígenas, porque delas a gente nem fala… Temos que olhar como um todo. Acho a frase “uma sobe e puxa a outra” a coisa mais bonita. Se você levantar uma mulher negra, que ganha mal, é a que mais sofre com violência, que perde o filho, não consegue se formar porque precisa trabalhar e está dentro das favelas… Se conseguirmos puxar essas mulheres, conseguimos puxar todo mundo. E, inclusive, as que estão acima (da pirâmide) também vão melhorar.


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Você encerrou mais uma temporada da série Mister Brau e agora apresenta o programa Popstar. Como está sendo essa transição?
Os anos em que apresentei o Superbonita e a minha temporada no Saia Justa ajudaram. Mas cada lugar é diferente do (lugar) da atriz, que é a minha origem. O Popstar tem um sabor diferente porque é a condução total de um programa. É um reality com plateia, de música… E ao vivo! Está muito legal. Me senti à vontade.

No Superbonita, o público pôde conhecer mais da sua personalidade. O que o Popstar vai mostrar de você?
Amo programas de música. Me emociono. Quando você está em casa, se deixa levar por aquela história, chora… Mas a minha grande questão era: “Será que vou me deixar conduzir ou vou conduzir a história?”. Falei (para a direção): “Sou top 5 das manteigas derretidas do Brasil, como vou fazer para voltar ao programa?”. E falaram: “Seja você. Nós te escolhemos porque achamos que você dá conta disso”. Nos primeiros programas, parecia que eu estava em casa. Realmente me emocionei, ri. Mas vi que estou em um lugar em que estou mais para segurar a mão dos concorrentes do que qualquer outra coisa. Fiz no palco o que tinha vontade de fazer em casa, que era dar um abraço, ou dizer que a pessoa foi ótima. Não me senti fazendo um papel.

Na moda: os looks da Taís em Popstar

 

Carreira a mil

Taís Araújo está empolgadíssima no comando do Popstar, atração que vai ao ar nas tardes de domingo na RBS TV, com personalidades como a top model Carol Trentini e a atriz Fafy Siqueira soltando a voz no palco. Mas nem pensa em ficar muito tempo longe da atuação, tanto que, paralelamente ao reality show musical, dedica-se às gravações de Aruanas, sem data de estreia. Na minissérie global, que conta com nomes como Débora Falabella e Leandra Leal, Taís será ativista em uma ONG que luta contra os crimes ambientais na Amazônia. Tudo a ver com uma das (muitas) bandeiras que a atriz faz questão de levantar.

– A carreira de ator é feita de escolhas. (Isso) quando você tem possibilidade de escolher, porque é uma profissão e, muitas vezes, não há esta chance, é o que aparece – afirma Taís. – Poder fazer escolhas é um privilégio neste país e, como atriz, mais ainda. Minhas escolhas vêm muito do que fala ao meu coração. A escolha é simplória mesmo: o que tenho desejo de falar.

Taís volta às novelas na próxima trama das 21h, Troia, de Manuela Dias (da série Justiça, de 2016), com previsão de estreia para maio.

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