Heloísa Schurmann e sua filha viveram uma história inspiradora que rendeu livro e filme

Heloísa Schurmann e a filha Kat
Heloísa Schurmann e a filha Kat

Kat Schurmann tinha um plano. Aos 14 anos, revelaria ao mundo um segredo sobre ela mesma que sua família guardava com cuidado – até da própria Kat. Mas não houve tempo: ela morreu em 2006, pouco antes do 14 º aniversário. Seis anos depois, coube à sua mãe, Heloísa, contar tudo no livro não à toa chamado Pequeno segredo. Capítulo a capítulo, ela volta no tempo: o dia em que os pais biológicos de Kat se conheceram e se apaixonaram, o dia em que reencontrou a menina miúda e sorridente, o dia em que o pai da garota revelou que ele e a filha tinham o vírus HIV e pediu que Heloísa e o marido, Vilfredo, a adotassem, o dia em que sentiram na pele o preconceito contra um soropositivo em meio a uma consulta médica, o dia em que Kat virou uma Schurmann e todos os outros dias felizes que passaram juntas até o final. E agora a história de Heloísa e de Kat também está prestes a viajar mundo afora: chega ao cinema nesta semana o longa- metragem Pequeno segredo, a escolha do Brasil para concorrer a uma indicação ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. A direção é de David Schurmann, que há muito queria contar a vida da irmã caçula.

– Esse filme é sobre o amor incondicional que sempre tivemos por Kat, sobre o fato de que aquilo que a gente faz da vida gente ser uma escolha nossa. Nossa escolha foi amá- la, independentemente de onde veio – diz Heloísa.

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A essa altura, você já percebeu: essa é bem mais do que a história de como uma das famílias mais famosas do Brasil decidiu proteger a caçula de qualquer discriminação e manter segredo (até mesmo de Kat) sobre o fato de ela ser soropositiva. É sobre uma mulher que escolheu ser mãe de uma garota que conhecia de fato há poucas semanas e fazer de seu bem-estar o centro de sua vida – ela costuma dizer que vivia duas vidas, a de Heloísa e a de mãe de Kat, mantendo uma bem organizada rotina de alimentação, medicamentos, tratamentos e consultas pelo mundo. E é também a história de tudo o que elas viveram juntas com Vilfredo e os três irmãos. E não foi pouca coisa já que estamos falando dos Schurmann, que ficaram conhecidos ao partir de Santa Catarina, em 1984, para viver 10 anos de aventuras ao redor do globo a bordo de um veleiro. Em 1997, voltaram ao mar com Kat, a mais jovem tripulante do clã, que contava cinco anos na expedição Magalhães Global Adventure. A despeito da baixa estatura e de uma pequena dificuldade para caminhar, decorrentes de complicações da doença, a garota aproveitou a vida em alto-mar e nos 27 países e territórios por onde passou.

– Ela sempre foi uma criança igual às outras. Perguntavam por que andava daquele jeito, mas não houve nenhum drama sobre isso. Muita gente se espantava: por que adotaram uma criança depois de estarem com a vida feita, com a nossa idade? – conta Heloísa, hoje perto dos 70.
– É uma questão engraçada: as pessoas achavam que você tem de ser uma mãe jovem.
Heloísa conversou com Donna por telefone, do veleiro àquela altura na África do Sul, em uma das últimas etapas da terceira volta ao mundo dos Schurmann. Iniciada em 21 de setembro de 2014, a Expedição Oriente se encerra em dezembro depois de ter passado pelos cinco continentes: da família, viajam Vilfredo, Heloísa, o filho Wilhelm, o neto Emmanuel, o mais velho do primogênito Pierre.
Mas a contagem regressiva não é pela volta, prevista para 10 de dezembro no porto de Itajaí, em Santa Catarina, e sim pelo momento de ver a história de Kat na tela. Como David só queria que os pais assistissem a Pequeno segredo no Brasil – e em uma tela de cinema –, eles virão semana que vem ao Brasil de avião  para comparecer a uma sessão e depois retomam a viagem no veleiro.

– Estamos contando nos dedos o tempo que falta – diz uma animada Heloísa.

Quando o pai de Kat sugeriu que Heloisa e o marido, Vilfredo, a adotassem, ela já se sentia mãe da menina: "Nossa escolha foi amá-la incondicionalmente"

Quando o pai de Kat sugeriu que Heloisa e o marido, Vilfredo, a adotassem, ela já se sentia mãe da menina: “Nossa escolha foi amá-la incondicionalmente”

Assim como o livro, o filme mostra a história de todos que se conectaram por meio de Kat: o casal Schurmann (vivido por Júlia Lemmertz e Marcello Antony), os pais biológicos da menina – o neozelandês Robert (Erroll Shand) e a amazonense Jeanne (Maria Flor) –, e a avó paterna da menina, Barbara (Fionnula Flanagan). E a trama faz jus ao clichê de uma vida que daria um livro ou um filme.
Pouco depois do nascimento de Kat, Jeanne descobre que contraiu o vírus HIV em uma transfusão de sangue e que havia passado a doença para o marido e a filha. Depois da morte precoce da mulher e já com a saúde debilitada, Robert reencontra os Schurmann, seus amigos, e pede que o casal adote a menina e ofereça a ela a vida que ele e Jeanne gostariam de ter proporcionado, viajando o mundo pelo mar. Uma decisão que contraria o desejo da mãe dele de ter a neta por perto. Mas, mais do que uma disputa pela guarda da criança, o que se vê é uma nova família tomando forma além-mar:

– Digo que Kat nasceu para conectar as pessoas pelo amor. E cada vez mais. Imagina, o pai na Nova Zelândia, a mãe no Amazonas, e acabamos conectados por ela. E continuamos: tanto com a família de Jeanne quanto com a mãe de Robert. Estendemos nossa família.

Na entrevista a seguir, Heloísa fala sobre a aventura de se tornar mãe de Kat, o legado da filha, o filme sobre sua família e por que sempre quer voltar ao mar.

UM DOS ÚLTIMOS DESEJOS DE KAT FOI CONTAR A TODOS QUE ERA SOROPOSITIVA. O QUE ELA NÃO CONSEGUIU EM VIDA FOI REVELADO EM LIVRO E AGORA EM FILME.
Kat era uma filha muito especial. Desde que soube que era soropositiva, dizia: “Quero revelar para todo mundo quando eu fizer 14 anos, porque estou cansada de guardar esse segredo”. E nós guardamos esse segredo porque não queríamos que ela fosse discriminada. Para nossa família, ela era uma criança como todas as outras, ser soropositiva não mudava nada para nós – era o mesmo amor, o mesmo carinho.
Mas, para outras pessoas, só o fato de ela ser menorzinha e não acompanhar o tamanho das crianças da idade dela já era motivo (para discriminação). As pessoas diziam que ela era frágil, e não era nada.  Era muito forte. Infelizmente, esse segredo foi revelado antes dos 14 anos de Kat ( que morreu aos 13).
Agora, o sonho dela está se realizando. E você não tem ideia de quanta gente nos procurou – e não só por Kat ser soropositiva. Recebi e- mail de uma advogada, dizendo que ficou muito feliz depois de ter lido o livro porque sofre discriminação por ter 1m22cm. E muitas mensagens a ver com adoção, pessoas que dizem: “Tenho mais de 40 anos, vi que você adotou Kat depois dessa idade”. Uma me disse: “Comprei seu livro e resolvi ir em frente e adotar uma criança. Tinha muito medo, mas, depois de ler, vi que filho vem como vem, não importa de onde”. Então, há crianças que têm um lar por causa da Kat.

COMO FOI TOMAR ESSA DECISÃO QUANDO ROBERT, JÁ DOENTE, PEDIU QUE VOCÊ E VILFREDO ADOTASSEM KAT?
Não digo que adotei Kat, ela já tinha me adotado (risos). Como ela já passava finais de semana e alguns dias conosco, fui criando um relacionamento com ela – pode ter sido de avó para neta, mas era um relacionamento de amor. Quando o pai de Kat nos falou que queria que a gente a adotasse, eu já tinha me tornado mãe dela. Foi uma decisão tranquila minha, do meu marido e dos meus filhos.  Eles diziam: “Essa é a menininha que você sempre quis”.

Retrato de família: da direita para a esquerda, Pierre, Heloisa, Wilhelm, Vilfredo, David e Kat

Retrato de família: da direita para a esquerda, Pierre, Heloisa, Wilhelm, Vilfredo, David e Kat

VOCÊ CONTA NO LIVRO QUE AS PESSOAS SEMPRE QUESTIONARAM O FATO DE CRIAR OS FILHOS EM ALTO- MAR. MAS VOCÊ PROPORCIONOU A KAT E A SEUS FILHOS EXPERIÊNCIAS MUITO RICAS.
Exatamente. Quando você tem um filho que você ama e quer mostrar um mundo, a vida que gostaria que ele vivesse, as pessoas podem falar, mas o que você quer compartilhar com ele é muito mais forte. Wilhelm não tinha sete anos, David, 10, e Pierre, 15, quando decidimos ir embora conhecer o mundo.
Hoje, conheço um casal que tem uma minimotorhome, um filho que vai fazer quatro anos e uma menina de oito meses, e eles estão viajando de carro pela America do sul – são meus heróis. Ele me falou: “Queria dar ao meu filho muito mais do que uma cidade, mas uma vida que ele pudesse descobrir”. Exatamente o que fizemos com nossos filhos: abrir as janelas do mundo para eles. Com a Kat, foi da mesma maneira que com meus outros filhos, não tinha uma urgência (maior) de mostrar coisas a ela.
Do fundo do meu coração, o que eu queria era ver Kat crescendo, fazendo a vida dela, de mochila nas costas, correndo o mundo. Eu havia projetado uma vida muito mais longa do que ela teve.

COMO FOI GUARDAR SEGREDO DA PRÓPRIA KAT?
Eu acredito em falar a verdade para as crianças. Sempre dizia: você tem uma condição de saúde que um dia vou revelar. Não disse o que era, e ela também não perguntou. Até que um dia Kat ficou cara a cara comigo e perguntou: “O que eu tenho?”. Por que tenho de tomar todas essas vitaminas (os remédios)?”.
Foi o momento de revelar. E foi muito duro falar isso para uma filha. Comecei contando a história da mãe dela, do pai dela, que ela nasceu assim. Foi um dos momentos mais difíceis no nosso relacionamento: ali dependia muito de ela confiar em mim para fazer as perguntas que queria ou se trancar e não querer falar comigo.

Em Yankee Harbour, na Antártica

Em Yankee Harbour, na Antártica

VOCÊS TEMIAM QUE KAT FOSSE DISCRIMINADA. COMO VÊ HOJE A QUESTÃO DO PRECONCEITO CONTRA SOROPOSITIVOS?

Mudou bastante, existe uma abertura maior para falar, não é estigmatizado. Participei de diversas ações, até pedaladas contra a aids. Hoje, a gente fala muito de bullying, mas é discriminação, que existe de todas as maneiras: se alguém é baixo, se não fala direito… Mas com as pessoas com HIV já mudou muito. Vou te contar: quando eu era criança, minha mãe falava que não queria que eu fosse na casa da Leonora, minha coleguinha de escola. Mas por quê? “Porque a mãe dela morreu de câncer e você pode pegar.” Imagina! Isso foi há quase 50 anos: a ideia de que câncer poderia passar de um para outro. E hoje temos o Outubro Rosa, o mês do câncer de mama, as pessoas falam abertamente do tema, mudou muito. Estamos agora na África do Sul, o país onde a contaminação é enorme e se vê abertamente (falar de aids) em todos os cantos. No supermercado onde fui hoje, havia um cartaz: “ Você já fez o teste para saber se tem HIV?”.

no Japão

no Japão

COMO FOI O PROCESSO DE NARRAR EM LIVRO A HISTÓRIA QUE VIVEU COM SUA FILHA? Comecei a escrever logo depois da morte dela. Minha irmã disse: “Senta e escreve, coloca para fora esse sentimento”. Eu estava muito triste, chorava muito. Fui conversar com um terapeuta, e ele mesmo falou: “Escreve, Heloísa!”. E fui escrevendo. Até que um dia David leu os rascunhos: “ Nossa, mãe, por que você não escreve um livro?”. Eu dizia a ele que era muito íntimo, que não queria que viesse a público. Mas ele disse que eu poderia ajudar muitas pessoas, e que Kat gostaria. E, quando o livro saiu, a cada lugar onde eu ia, pessoas vinham falar comigo, perguntar coisas como se deveria revelar ou não na escola que a criança é soropositiva. Conheci pais e mães, do coração ou não, de crianças soropositivas, pessoas que se relacionavam com a minha vida. E vi que esse livro as ajudava. Depois, David falou: “Vou fazer o filme para contar a história de Kat”.

E COMO É REVIVER ESSA HISTÓRIA NO FILME?
Eu não vi o filme ainda! (risos) Imagina, eu e o Vilfredo estamos aqui morrendo! (risos) David não vai mostrar enquanto a gente não for assistir no Brasil – e em uma tela de cinema. Todo mundo pergunta, e a gente diz: não assistimos ao filme! Estamos contando nos dedos o tempo que falta para ver. Estamos em suspenso.

Cena do filme "Pequeno segredo". Júlia Lemmertz interpreta Heloísa. No papel de Kat, Mariana Goulart

Cena do filme “Pequeno segredo”. Júlia Lemmertz interpreta Heloísa. No papel de Kat, Mariana Goulart

VOCÊ ACOMPANHOU A PRODUÇÃO?
Já tinha tido contatos com a Júlia Lemmertz quando lancei o livro em 2013. Antes de a gente partir em viagem (em setembro de 2014), ela veio a Santa Catarina para a gente conversar e ela conhecer melhor a personagem Heloísa. Mas, quando David filmou, estávamos viajando, não tivemos nenhuma interferência. A obra é dele. Então, vai ser uma surpresa.

COMO VOCÊS RECEBERAM A NOTÍCIA DE QUE O FILME ERA O ESCOLHIDO BRASILEIRO PARA CONCORRER A UMA INDICAÇÃO AO OSCAR DE MELHOR FILME ESTRANGEIRO?
Nós já estávamos deitados quando recebemos a notícia, que foi uma surpresa. Acordamos a tripulação, abrimos champanha e comemoramos. E aí o telefone não parou mais de tocar. Fico feliz por esse reconhecimento ao trabalho de David.

O QUE VOCÊ ACHOU DA POLÊMICA SOBRE NÃO TER SIDO “AQUARIUS” O FILME INDICADO?
Ah, eu li (sobre isso). Mas a gente está tão longe do Brasil, e eu estava acompanhando Pequeno segredo.
Então, nem prestei muita atenção no que está sendo falado. É assim: se seu filho vai apresentar uma peça de teatro, você vai prestar atenção nele, né, não no filho do outro.

VOCÊ ESTÁ EM MAIS UMA EXPEDIÇÃO PELO MUNDO. O QUE A LEVA DE VOLTA AO MAR?
Estava falando justamente disso quando chegamos de Maurício. Tivemos uma travessia maravilhosa de sete dias. E pegamos um pedacinho de oceano que é um inferno, 12 horas de ventos fortes e talvez as ondas mais altas que já vimos até agora. Aí, no café da manhã, dois dias depois, disse:  Vocês não têm ideia do quanto isso muda a vida de vocês. Estou pela terceira vez no Oceano Índico, e cada vez é diferente”. Eles brincam comigo: “Mommy, já tomou Redbull a essa hora manhã?”. Porque meu entusiasmo é de criança. Tenho vontade de ver, de descobrir, de aventuras. Graças a Deus, não enjoo.
Pode o mar estar de cabeça para baixo, que eu não passo mal. Passamos por 40 portos até agora nessa viagem, e a gente vai adquirindo conhecimento de tudo, de cultura, de alimentação, de costumes, vai fazendo novos amigos, revendo outros. Esses últimos sete dias, todo dia depois que eu meditava, dizia: “Obrigada, meu Deus”.

MAS ELA SEGUE NA NOVA AVENTURA, NO NOME DO VELEIRO DE VOCÊS.
Coisa mais gostosa a gente poder falar o nome dela o tempo todo. Quem tem filho sabe que filho é para sempre. Ela, mais do que nunca, está sempre presente. É ela que esta nos levando pelo mundo.

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Melhores destinos mar adentro

Fechando a terceira volta ao mundo em um veleiro, Heloísa Schurmann realizou quase todos os sonhos que um turista pode ter. Mais: nas duas primeiras viagens e nesta terceira, a Expedição Oriente, que se encerra em dezembro, ela conheceu paisagens e costumes locais com a intimidade dos nativos. A seguir, em um bate-bola por e-mail, Heloísa compartilha algumas de suas impressões dos destinos mais diferentes que visitou:

Um lugar para onde sempre quer voltar (além do Brasil)
A Polinésia. Porque é o lugar de gente mais feliz que conheci.

O destino mais paradisíaco
Ilha de Gona Bara Bara, em Papua Nova Guiné. Um lugar de águas muito cristalinas e que tem um povo muito hospitaleiro. Cinquenta e oito habitantes que nos receberam na praia com água de coco fresca.

O melhor banho de bar
Na Grande Barreira de Corais, Austrália.

mergulho na Grande Barreira de Corais, na Austrália

Mergulho na Grande Barreira de Corais, na Austrália

Onde se come melhor no mundo
No Japão: gyudon, sushi, sashimi e sukiyaki.

O povo mais simpático
O polinésio

O povo simpático e as belas paisagens da Polinésia

O povo simpático e as belas paisagens da Polinésia

Lugares que ainda quer conhecer
Myanmar, Belize, Santorini e Pantanal.

O momento mais difícil em alto-mar
Nosso pior momento foi uma tempestade, na costa da Nova Zelândia, durante a primeira viagem, quando enfrentamos uma baixa pressão, com ventos ciclônicos de 135 km/ h e ondas de 10 metros de altura. Nessa tempestade, perdemos os dois mastros e ficamos no mar por 11 dias até chegar de volta ao porto de Auckland.

O melhor de viver em alto-mar
A liberdade.

E o pior
Não reconhecer que essa é a melhor maneira de viajar.

A pergunta que mais ouve sobre a vida em alto-mar
“Você não sente tédio?!”

Onde é difícil se alimentar bem
Na China, porque não entendíamos o que estava escrito no menu.

Uma lembrança de viagem diferente
Uma mandíbula de porco selvagem, cujos dentes são circulares, de Vanuatu.

Um costume local curioso
Na Polinésia, famílias que não têm filhas criam um filho como menina. São os mahus. Na China, as pessoas fazem caminhadas andando de frente para trás! Muito estranho. Em Siberut, na Indonésia, na tribo das montanhas, os nativos fumam um cigarro atrás do outro, sem parar.

EXPEDIÇÃO ORIENTE
• 3 anos de preparação
• 5 continentes, incluindo 29 países e territórios, serão visitados
• 30 mil milhas é a distância estimada a ser navegada pela Família Schurmann
• 2 anos e 3 meses de viagem, encerrando- se em dezembro no Porto de Itajaí, em Santa Catarina

Fotos: divulgação, Família Schurmann

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