Danielle Winits encarna a diva Marilyn Monroe na peça em cartaz no Theatro São Pedro

Fotos: Guga Melgar, divulgação
Fotos: Guga Melgar, divulgação

Danielle Winits veste o figurino, põe a peruca platinada e arremata com a famosa pinta. Mas, diante dos espectadores, quer revelar mais do que a Marilyn Monroe sensual e provocativa que habita nosso imaginário. Na peça Depois do Amor – Um Encontro com Marilyn Monroe, ela quer mostrar um pouco da garota nascida Norma Jean, em 1926, que se tornou um ícone do cinema sem nunca ter superado suas carências e inseguranças.

Com texto de Fernando Duarte e direção de Marília Pêra, o espetáculo flagra a estrela nos bastidores das filmagens de Something’s Got to Give, que não chegou a concluir devido à morte precoce por overdose de barbitúricos, aos 36 anos. Em entrevista por telefone, Danielle fala de sua busca para oferecer ao público uma Marilyn além do glamour.

Donna – Como é interpretar um ícone da cultura pop?
Danielle Winits – Foi com muito prazer que aceitei esse personagem. Mas o que mais me fez vestir a camiseta da peça e virar produtora associada foi justamente o fato de o texto dissecar a Marilyn mulher, não apenas o mito, a mulher da pinta (risos). Mas a Marilyn com suas fragilidades, dentro de casa, na intimidade não apenas doméstica. Busco fazer como seria a Marilyn mulher, e não a personagem glamourizada.

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Donna – Nesse mergulho no universo de Marilyn, algo a surpreendeu?
Danielle – Ao longo da vida, li muito sobre ela, vi vários documentários. Já tinha um aparato para entender como essa mulher chegou ao ponto que chegou tão nova – os problemas, tranquilizantes, carências… Mas, em um documentário, vi Marilyn bastante obcecada pelo dramaturgo Arthur Miller (1915 – 2005): cenas dela endeusando ele, captadas pelas câmeras. É quase um paradoxo: um dramaturgo, ganhador de muitos prêmios, ter se casado com Marilyn, que não era uma atriz cabeça, digamos assim. Era quase uma fã.

Donna – Livros e documentários destacam justamente a busca de Marilyn por ser reconhecida como atriz.
Danielle – Na peça, ela fala sobre isso: queria muito fazer papéis dramáticos, foi para Nova York estudar com Lee Strassberg (professor no Actor´s Studio). Mas, na época, o glamour em torno dela era violento, a imagem de símbolo sexual era muito forte.

Donna – Como você vê esta questão nos dias de hoje: mulheres estereotipadas por sua beleza?
Danielle – A mulher já conquistou muita coisa nesse sentido, mas a beleza ainda é uma faca de dois gumes. Vivemos em uma sociedade muito machista. E por parte de mulheres também, que acabam sendo mais machistas do que os próprios, julgando muito – algo que vira contra elas mesmas. As pessoas sempre tendem a tachar as outras de alguma forma, mas o artista vive de se desafiar, de buscar seu caminho. Vivo não só de televisão, mas de teatro. E é no teatro que a gente acaba conseguindo mais espaço para colocar as ideias, sem ser tachado, pode se autoproduzir, fazer as coisas nas quais acredita, independentemente do seu biotipo ou do que as pessoas acham que você pode fazer.

Donna – Você já se sentiu tachada desta maneira?
Danielle – Sim. Algumas vezes, soube usar isso a meu favor. Mas por muitas vezes (fui tachada), sim. Mas ficou para trás, pauto minha vida de outra forma. Meu trabalho é meu sustento, minha sobrevivência, o que amo e sei fazer e vou fazer independentemente do que os outros acharem que eu deva fazer ou não.

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Donna – Como foi a experiência de trabalhar com Marília Pêra na última peça que ela dirigiu?
Danielle – Foi um processo muito enriquecedor para mim, como atriz e como pessoa. Primeiro como pessoa, porque ela deu uma lição, no fim da vida, como profissional e como amante da arte. Valeu por toda uma vida de aprendizado para mim: o que é ser realmente uma soldada do seu ofício.

Donna – E como foi estrear a peça em 5 de dezembro, justamente no dia em que Marília morreu?
Danielle – Complicado, porque foi triste, mas, ao mesmo tempo, a gente estava colocando no palco um desejo dela. Mas não foi fácil. Ficou a homenagem e o trabalho dela, que é o mais importante. Acho que é como ela gostaria.

Serviço
Depois do Amor – Um Encontro com Marilyn Monroe
Peça com Danielle Winits e Maria Eduarda de Carvalho no elenco
Dias e horários: sexta, às 21h, sábado, às 20h, e domingo, às 18h
Local: Theatro São Pedro (Praça Mal. Deodoro, S/N – Centro Histórico – Porto Alegre)
Duração: 65 minutos
Classificação: 12 anos
Ingressos: R$ 50 (galeria lateral e galeria central), R$ 80 (camarote lateral), R$ 100 (camarote central) R$ 130 (cadeira extra/fosso de orquestra e plateia)

– 50% de desconto para Sócios AATSP – limitados a 100 ingressos para sessão de estreia;
– 50% de desconto somente para sócios do Clube do Assinante RBS – limitado a 100 ingressos;
– 10% de desconto somente para sócios do Clube do Assinante RBS nos demais ingressos.

Pontos de venda:
Site: www.ingressorapido.com.br
Bilheteria Theatro São Pedro: Praça Mal. Deodoro s/nº – Centro POA. Funcionamento: segunda à sexta, das 13h às 18h30, em dias que não há espetáculo noturno. E das 13h às 21h, em dias de espetáculo. Sábado, das 15h às 21h, e domingo, das 15h às 18h.
Formas de pagamento: cartão de crédito em uma parcela, débito e dinheiro.

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