“O sertanejo sempre foi o nicho mais machista da música”, afirma cantora Roberta Miranda

Foto: Francisco Cepeda, AGNews
Foto: Francisco Cepeda, AGNews

Aos 60 anos, a cantora Roberta Miranda desabafou em entrevista à revista Veja. Segundo a paraibana, este “sempre foi o nicho mais machista da música”. Em uma época em que o “feminejo”, o sertanejo cantado por mulheres, é um dos estilos mais pedidos em rádios e festas, Roberta também aproveita para comemorar: “hoje temos uma onda de meninas no sertanejo, minhas sementinhas, como gosto de chamá-las”.

As sementinhas são, por exemplo, a paranaense Naiara Azevedo, as irmãs Simone e Simaria e as gêmeas Maiara e Maraísa, nomes com que Roberta dividiu o palco na gravação de seu DVD comemorativo aos trinta anos de carreira. As novas estrelas confirmam a ideia da cantora de que seu legado e o espaço das mulheres na música está cada vez mais confirmado, “eu vejo elas e penso: eu consegui”, disse a cantora.

Roberta Miranda convida mulheres do sertanejo para DVD (Foto: Samuel Chaves/Brazil News)

Roberta Miranda e suas convidadas especiais para a gravação do DVD | Foto: divulgação

Questionada sobre o início da trajetória, a cantora disse ter sido disciplinada para que o preconceito não a derrubasse. “Algumas pessoas sugeriram parcerias para gravar minhas composições. Respondi: ‘Não, querido, a música é minha!”. A questão feminista não passou batida e Roberta não titubeou: “se por feminismo entende-se lutar pelo espaço de mulher, buscar o respeito e tratamento igualitário, então sim, sou feminista“.

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