Recorde de público no teatro, cinema e TV, Paulo Gustavo volta a Porto Alegre com a peça 220 Volts

É bem provável que sua mãe jamais tenha ouvido falar de Paulo Gustavo. Talvez uma amiga possa ter zapeado por algum dos vários programas que ele praticamente comanda na grade do canal de TV por assinatura Multishow. Mas basta perguntar à ala mais jovem no almoço de família no domingo para ouvir, em uníssono, um típico adoooro!.

Não é que o carioca de 36 anos faça humor somente para quem está abaixo dos 30 – aliás, o personagem que alavancou a carreira do comediante é inspirado na própria mãe dele, dona Déa, e garantia de risadas para aquele programinha de final de semana com a sua querida genitora. O fato é que o nome do ator não apareceu nos primeiros segundos da vinheta da novela das nove, tampouco na abertura do humorístico das noites de sábado – ou seja, ainda não é unanimidade para o telespectador comum, que conta apenas com a TV aberta. Ainda.

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Nascido em Niterói, município fluminense que é berço de outros nomes do humor como Chacrinha, Dedé e Leandro Hassum, Paulo Gustavo Amaral Monteiro de Barros acumula superlativos na carreira que viu estourar em quase uma década. Seja no teatro, na televisão ou no cinema, o divertido careca de olhos verdes demora poucos segundos para arrancar gargalhadas até da mais enfezada criatura. Prova disso são as sessões lotadas da peça 220 Volts, que desembarcou em Novo Hamburgo no último final de semana e ganha sessões em Porto Alegre nesta sexta e sábado, no Teatro do Bourbon Country (veja informações sobre ingressos e valores aqui). É a segunda temporada gaúcha do ano – a primeira, com a plateia quase completa, foi em julho. No final de semana anterior, a montagem preencheu duas datas no Teatro Feevale, no Vale do Sinos, que tem capacidade para mais de 1,8 mil pessoas – e pouquíssimas poltronas ficaram vazias. Foi no domingo, 30 de novembro, que Donna assistiu ao espetáculo que mistura muita maquiagem, música pop, perucas e homens fortões descamisados às tiradas ácidas e inconfundíveis de Paulo Gustavo.

Assista ao trailer de 220 Volts

Quem dá as boas-vindas ao público é Marcus Majella, parceiro do humorista no palco e também no programa Vai que Cola, que finalizou sua segunda temporada recentemente no Multishow. Como se precisasse de apresentações, Majella faz as vezes de concierge e pede para a plateia aguardar a estrela, que ainda está às voltas com a primeira peruca da noite no camarim. O intérprete de Ferdinando no seriado de TV ainda lembra das brigas do ator com alguns veículos da imprensa, principalmente com o jornal Folha de S. Paulo e a revista Veja, com a qual mantém relação de amor e ódio. Sobem as cortinas. Ao som das batidas inconfundíveis de Beyoncé, Paulo Gustavo adentra o palco de 500m², rodeado por seis bailarinos que evidenciam cada centímetro do corpo com figurinos coladinhos e repetindo coreografias semelhantes às que vemos nos clipes da cantora americana. Não menos justo é o body repleto de brilho com que aparece o humorista, rebolando e esbanjando mais gingado do que muitas superstars da música por aí. Trata-se da Famosa, personagem que brinca com o estereótipo das estrelas pop que se reproduzem aos montes na indústria fonográfica e, claro, livremente inspirada nos trejeitos da ex-líder do grupo Destiny’s Child, ídolo máximo de Paulo.

– Sempre fui arrogante e simpática com todo mundo. Depois que fiquei famosa, só mantive – declara a personagem, e qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência.

Quer ver Paulo Gustavo dançando como a Beyoncé… ops, a Famosa? Clica!

Além da Famosa, Paulo Gustavo escolheu outras cinco das figuras femininas de maior sucesso da atração homônima da televisão para trazer aos palcos, que antes mesmo de estrear no teatro já tinha contrato fechado para os próximos dois anos. Tem a Senhora dos Absurdos, a rica sem papas na língua que distribui os mais diversos insultos preconceituosos a gays, pobres e qualquer um que cruze o seu caminho; a Mulher Feia, nada singela em sua desmedida autocrítica; a Maria Alice, personificação das apresentadoras de programas femininos matutinos que reúne o que há de mais cômico e sem noção em cada uma; e a Ivonete, a suburbana que sonha em virar rainha da escola de samba da comunidade. E essas são só algumas das criaturas que ele mostrou durante as quatro temporadas de 220 Volts, projeto que nasceu em 2011 no Multishow e permaneceu no ar por quatro temporadas. Desde maio, a versão teatral da atração excursiona pelo país em paralelo às outras duas peças de Paulo Gustavo: o stand-up Hiperativo e a consagrada Minha Mãe é Uma Peça. Com o perdão do trocadilho, alguém ainda duvida de que o rapaz funcione em alta voltagem mesmo?

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Inspiração que vem de casa

Sabe aquele velho papo do ator que, quando criança, vivia dando show para as visitas na sala de estar todo domingo? Com Paulo Gustavo a história não foi muito diferente. Desde novinho, o menino entretinha quem chegasse à casa da família em Niterói com uma sequência ensaiada de piadas e esquetes. Não demorou muito para que se desse conta de que a mãe, Déa Lúcia, seria uma fonte quase que inesgotável de graça: passou a imitá-la, e logo veio o start de que poderia ganhar a vida fazendo os outros rirem.

– Meu primeiro contato com o teatro foi assistindo ao espetáculo O Gato de Botas. Foi ali que vi que tinha vontade de estar mais em cena do que na plateia – conta Paulo Gustavo, em entrevista a Donna.

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Mas não foi de um dia para o outro que as coisas começaram a, de fato, acontecer. O primeiro passo, anos depois daquela tarde em que se deu o primeiro contato com o clássico infantil do francês Charles Perrault, foi investir em um curso básico de formação de atores. Durante um ano, o adolescente frequentou as aulas, mas logo a vontade de passar uma temporada fora do Brasil falou mais alto. Contra a vontade do pai, Paulo Gustavo fez as malas e foi para os Estados Unidos. Quando retornou, matriculou-se na Casa das Artes de Laranjeiras, a CAL, onde conheceu Fábio Porchat – que fez seu nome com o coletivo de humor do YouTube Porta dos Fundos. Em 2005, a dupla montou o espetáculo Infraturas, que trazia os percalços do cotidiano sob a direção de Malu Valle.

– Na noite de estreia, abriram as cortinas e lá estavam Diogo Vilela, Barbara Heliodora e Lilia Cabral na plateia – relembra Paulo.

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Mesmo levando estes e outros grandes nomes para a plateia, Infraturas “foi um fracasso”, como confessa o próprio Paulo Gustavo, saindo de cartaz no início de 2006. Antes disso, o ator havia estreado a personagem Dona Hermínia, inspirada na mãe, na peça Surto, de que participou a convite da amiga e futura parceira Samanta Schmutz. Foi lá que começou a colecionar amigos e conhecidos de destaque no cenário nacional, como a atriz Ingrid Guimarães.

– Teve uma vez em que fui jantar com a Ingrid e fingi que não estava com fome porque não tinha dinheiro – resume o humorista sobre os dias de bolsos vazios.

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Mas, naquele mesmo 2006, as coisas começaram a mudar. Foi quando os causos tragicômicos vividos pela versão nos palcos de dona Déa Lúcia saíram da esquete de oito minutos em Surto e viraram o monólogo Minha Mãe é uma Peça, que já levou mais de 3 milhões de pessoas aos teatros pelo Brasil. Não é difícil entender o porquê de tanto apelo com mães e filhos por aí.

– A Dona Hermínia é uma personagem de fácil identificação. Quis homenagear a minha mãe e acabei homenageando a todas – diz Paulo.

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E não há quem não enxergue um pouquinho da mãe, da avó ou daquela tia superprotetora na divertida, neurótica e obsessiva senhora que falta alto e não poupa uma puxada de orelhas nos filhos, tampouco uma dose de carinho quando precisa.

– Teve uma vez que a Dona Hermínia falava que o filho não sabia o que era água desde os 12 anos, que só queria saber de Coca-Cola. Daqui a pouco, uma senhora da primeira fila do teatro grita: “Lá em casa é a mesma coisa” – diverte-se.

E o que a Dona Hermínia da vida real pensa de tudo isso?

– Quando a peça estreou, perguntei para a mãe se ela tinha gostado: “Quero 10% da bilheteria, quem escreveu essa peça fui eu” – brinca, relembrando a reação de Dona Déa Lúcia em 2006.

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Mas não parou por aí – aliás, este havia sido recém o primeiro passo para elevar o nome de Paulo Gustavo ao status de celebridade. Depois do teatro, a histriônica Dona Hermínia foi parar no Multishow como um dos personagens de 220 Volts. Foi o primeiro degrau do comediante dos palcos para a TV:

– Eu corri atrás dessa transição como tudo que faço na carreira. O meu empresário, Marcus Montenegro, fez a ponte com o Christian Machado, diretor artístico do Multishow, e aí apresentei o projeto de um programa, o 220 Volts. Desde então, não saí mais do canal, estou muito feliz lá.

Consolidada na telinha, foi a vez de a dona de casa pular para as telonas – e com um recorde no currículo. Minha Mãe É Uma Peça – O Filme permaneceu por 19 semanas em cartaz e levou mais de 4,5 milhões de pessoas aos cinemas, resultando na maior bilheteria nacional de 2013. Na trama, a matrona vive no pé dos filhos, Marcelina (Mariana Xavier) e Juliano (vivido pelo ator gaúcho Rodrigo Pandolfo), e do ex-marido, Carlos Alberto (Herson Capri). O longa traz várias histórias com origem na infância e na adolescência de Paulo Gustavo, como a vez em que a mãe foi buscá-lo na boate no meio da madrugada e não sossegou até levá-lo para casa. No filme, Dona Hermínia, ainda de pijama, persegue a filha e sobe no palco da festa procurando a adolescente. A mãe de verdade faz até uma pontinha no longa e aparece passeando no calçadão.

Confira o trailer de Minha Mãe É Uma Peça – O Filme

Mas nem o recorde de público e a arrecadação de R$ 49,5 milhões isentou a produção de críticas – sobretudo da revista Veja, como citou o fiel escudeiro Marcus Majella na abertura da sessão de 220 Volts. Em matéria assinada por Meire Kusumoto, a publicação chamou o roteiro de fraco e classificou o enredo como “simplório, que cansa pela repetição de piadas”. Exagerada ou não, a crítica não influenciou no sucesso de bilheteria – que garantiu uma sequência para o longa, com previsão de rodagem em 2015.

– Na continuação do Minha Mãe É Uma Peça, Dona Hermínia estará dividida entre ser apresentadora, aproveitar a vida como mulher e se dedicar aos filhos – adianta Paulo Gustavo.

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Dos palcos para a telona 

Não é fácil seguir uma sequência lógica para enumerar os muitos trabalhos que Paulo Gustavo consegue desenvolver ao mesmo tempo. Enquanto enchia teatros para acompanhar as peripécias de Dona Hermínia, o ator se dividia em participações nos seriados da Globo, como Minha Nada Mole Vida e Casos e Acasos, ainda em 2006. Três anos mais tarde veio a estreia nos cinemas, com Divã, em que contracenava com Lilia Cabral na adaptação da obra da escritora e colunista de Donna Martha Medeiros para o cinema. Na pele de um cabeleireiro, melhor amigo da protagonista, viu ganhar as ruas o bordão “repica, René!”. O longa ainda virou seriado, que estreou na Globo em 2011. No mesmo ano em que Divã estreou no cinema, Paulo Gustavo também deu vida a Caio Lacaio em Xuxa e o Mistério da Feiurinha.

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Ator contracena com Lilia Cabral no filme (que depois virou seriado) Divã, inspirado na obra de Martha Medeiros

Mas 2013 foi mesmo o ano das adaptações teatrais para a telona. Logo após Minha Mãe É Uma Peça – O Filme, ele também atuou em Os Homens São de Marte… e É Pra Lá que Eu Vou (que estreou em 2014) como Aníbal, companhia inseparável da solteirona sonhadora Fernanda, vivida por Mônica Martelli.

Espia só o trailer de Os Homens São de Marte…

Além da sequência da história de Dona Hermínia, Paulo Gustavo ainda trabalha em uma versão cinematográfica para o seriado Vai Que Cola, que encerrou sua segunda temporada no final de outubro. Tem mais: ele também se prepara para viver seu primeiro papel dramático como o protagonista do filme A Vida de São Francisco de Assis, produção assinada por Ifa Britz e Bruno Weiner.

– Vou passar o Natal na Itália e aproveitar para conhecer (a cidade de) Assis. Mas ainda é muito cedo pra contar alguma novidade. O que posso dizer é que vou dar a minha leitura para o personagem.

00a84ff8O elenco do seriado “Vai que Cola”, fenômeno de popularidade do canal Multishow que se tornou a produção nacional de maior audiência da TV por assinatura nos últimos 10 anos

Onipresente na telinha

Cansou só de ler tudo o que Paulo Gustavo faz? Calma que tem mais um pouquinho. Além de excursionar com suas três peças de teatro – às vezes, na sexta-feira com um texto e no sábado com outro, quem aguenta? -, ele não deixa de lado a televisão, sempre no Multishow. Atualmente, ele ainda está no ar com o reality Paulo Gustavo na Estrada, que mostra os bastidores de suas turnês pelo país, e com o Vai Que Cola, programa mais visto da TV a cabo. O seriado, que traz o ator como o trambiqueiro Valdomiro, ainda é exibido em incontáveis reprises diárias no canal – além das maratonas no final de semana. Como nem sempre consegue fazer a mágica de estar em tantos lugares ao mesmo tempo, Paulo Gustavo participou de metade dos 40 episódios do programa. Além do elenco fixo, integrado por Marcus Majella, Samanta Schmutz e Cacau Protásio, ele chamou estrelas da música como Anitta, Valesca Popozuda e Luan Santana para participações especiais.

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E só TV fechada mesmo, Paulo Gustavo?

– Já surgiram convites para ir para a Globo, mas meus compromissos com o Multishow e a turnê dos espetáculos ocupam toda a minha agenda – justifica.

Boatos dão conta de que o comediante foi cotado para programas como O Dentista Mascarado, que acabou ficando com Marcelo Adnet e não foi nada bem em audiência. O nome de Paulo Gustavo também foi cogitado pelo autor Aguinaldo Silva para Império, trama que ocupa o horário nobre atualmente, mas nada foi acertado. Como faz questão de frisar, o mais importante na agenda é sempre o teatro. O resto é quando dá para encaixar.

– Cada semana estou em uma cidade do país e teatro é o que mais gosto de fazer, é minha prioridade – resume.

00a84ff2O encontro com a presidente Dilma Rousseff, registrado no reality “Paulo Gustavo na Estrada”

 

A mãe dele é uma peça – meeesmo! 

Se você ainda não se convenceu de que transformar a mãe em uma adorável maluca cotidiana para teatro, TV e cinema é prova de amor o suficiente, espie só o perfil @paulogustavo31 no Instagram, a rede social preferida do ator. Entre cliques de viagens, bastidores da rotina atribulada e muitas, mas muitas selfies, há espaço também para fotos e vídeos que mostram o quanto Paulo Gustavo e dona Déa Lúcia são próximos. Em um dos minifilmes de 15 segundos, ele aparece implorando para a mãe convidar seus mais de 1,2 milhão de seguidores a prestigiá-lo nas sessões de Hiperativo na Bahia.

– Gente, eu só queria tomar banho nesse mar de Salvador. Mas vai assistir Hiperativo que ele tá enchendo o meu saco! Paaara, Paulo Gustavo! – berra a @dealucia66, falando em alto (bem alto!) e bom tom com o filho do mesmo jeitinho que a Dona Hermínia da ficção: inspiração pouca é bobagem.

@dealucia66 SALVADOR to chegando! Mamãe quase não deu no quadrado do insta!

Um vídeo publicado por paulogustavo31 (@paulogustavo31) em

 

Consegui! @dealucia66

Um vídeo publicado por paulogustavo31 (@paulogustavo31) em

 

Aliás, Paulo Gustavo bem que tentou, mas não conseguiu ficar muito tempo longe da mãe, nem de sua amada Niterói. Não foram poucas as vezes em que ele repetiu em entrevistas a história de que construiu uma casa de dois andares para morar sozinho no Leblon e não passou nem uma semana sem a companhia de Déa.

– Acabei chamando minha mãe para morar comigo, não teve jeito – diverte-se.

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+ 5 perguntas para Paulo Gustavo

Donna – Na TV e nos palcos, a gente vê sempre o Paulo Gustavo divertido, irônico, animado e disposto. E como é o Paulo Gustavo em uma segunda-feira chuvosa, por exemplo?
Paulo Gustavo – É a mesma coisa! Óbvio que tenho meus momentos tristes, mais calado, ansioso, sem paciência, afinal, sou um ser humano como qualquer outro. Mas não sou muito diferente na vida de como me apresento no palco.

Donna – No Instagram e na vida, você coleciona amigas famosas, como Ivete Sangalo, Anitta, Preta Gil, Ingrid Guimarães – e algumas delas até deram uma canja na gravação do DVD de Hiperativo. Elas te inspiram de alguma forma?
Paulo Gustavo – É maravilhoso estar cercado dessas mulheres incríveis, não só as famosas, mas as mulheres da minha vida são fonte de inspiração para vários personagens meus.

Donna – Entre os comediantes de sua geração, quem destaca e vê como um grande nome daqui a 30 anos?
Paulo Gustavo – Vejo todos como grandes nomes “hoje”, não preciso de uma carreira inteira, de anos para ver a grandiosidade de um artista. Inclusive gosto de homenagear as pessoas agora, em vida. Essa coisa da homenagem ser depois que a pessoa foi embora não é comigo. Existem grandes nomes como Samantha Schmutz, Marcus Majella, Flavia Reis, Dani Barros, Tata Werneck, Fernando Caruso, Marcos Veras, entre outros.

Donna – Além de Mônica Martelli, a ligação de quem mais você atenderia durante uma entrevista ao vivo, como ocorreu em agosto, no programa da Marília Gabriela?
Paulo Gustavo – Nenhuma!! Da próxima vez eu coloco no silencioso! (risos)

Donna – Principalmente nas redes sociais, você recebe cantadas de homens e mulheres de todas as idades e é sempre questionado sobre sua sexualidade. Como você lida com isso?
Donna – Quando você fica famoso, passa a ser questionado por tudo o que faz e por todos. O mundo passa a ter opiniões ao seu respeito sem nem te conhecer. Eu aprendo a cada dia a lidar melhor com isso. Apenas não me incomodo mais. Me concentro no meu trabalho e pronto. Ser cantado por homens e mulheres é ótimo. Significa que eu agrado a todos os gostos (risos)! A minha sexualidade é muito bem resolvida. Eu me relaciono com quem me der vontade! Agora, por exemplo, estou casadíssimo e feliz.

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Serviço!

Paulo Gustavo com a peça 220 Volts
Quando?
Sexta, 5, e sábado, 6 de dezembro
Horário?
21h e 23h na sexta e 18h e 21h no sábado
Local? Teatro do Bourbon Country (Avenida Tulio de Rose / 2º pavimento, 100), em Porto Alegre

Ingressos
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