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2 maneiras diferentonas de passear por Gramado e Canela

2 maneiras diferentonas de passear por Gramado e Canela

Você é daqueles que acha que conhece Gramado e Canela de cabo a rabo e não tem mais nada de novo para descobrir por lá? Então, bate aqui. Eu também era esse ser. Minha família tem apartamento em Gramado há uns 15 anos, pelo menos, e passo boa parte dos invernos passeando pela Rua Coberta, batendo ponto nos meus restaurantes preferidos e tomando chimarrão no Lago Negro. Mas, na minha visita mais recente à Serra, recebi uma proposta para observar Gramado e Canela de outro ângulo, mais de cima, se é que vocês me entendem. Abaixo, eu revelo toda a experiência:

Voe tri - Gramado

Gramado e Canela nas alturas

Dá um certo friozinho na barriga em pensar em decolar em um helicóptero, né? Por isso, a turma da Tri Táxi Aéreo cuida para relaxar os passageiros já na recepção. Um lounge com sofás, espumante ou outras bebidinhas fica à disposição enquanto o voo é preparado e todas as dúvidas são respondidas. No momento do voo, é só alegria. É bacana interagir com o piloto pelo microfone e se sentir por dentro de uma cabine de comando. E, com certeza, é uma maneira bem diferente de observara as duas cidades mais visitadas do Rio Grande do Sul. A dica é pegar um voo de manhã cedinho, para pegar uma luz incrível na Cascata do Caracol, ou ao entardecer, com o crepúsculo e o acender das luzes da cidade e das igrejas. É tão tranquilo que quando termina a gente fica com gosto de quero mais. Já estou de olho no próximo passeio – agora, para os cânions, com direito a piquenique.

Vista Gramado - Voe tri

Por dentro de Gramado e Canela

Quem aqui sabia que “hop on hop off” entre Gramado e Canela? Gente, tudo bem que eu fiquei um ano fora, e estou um pouco desatualizada, mas amei essa novidade. Acredito que o estilo de ônibus de dois andares – que ganhou fama em Londres – eleva o nível de turismo dos lugares. Não é o status, é a facilidade e a praticidade que oferece aos viajantes. Na falta de metrô, apostei muito neste estilo de transporte ao redor do mundo. E, claro, fui experimentar o BusTour, da Brocker Turismo, entre Gramado e Canela. Adorei! Além de circular pelo atrativos mais conhecidos, passei por regiões que eu não conhecia, como as mais residenciais e antigas, com arquitetura original da colonização, é uma “mão na roda” para quem está sem carro na cidade – ou até de carro, já que estacionar em Gramado virou uma gincana. A dica é baixar o app para smartphone e ficar de olho nos horários em que o ônibus passa em cada parada. Ah, garanta o ticket do dia todo, vale a pena no desce e sobe de atrativos turísticos. Fiz o percurso inteiro porque sou dessas.

Bustour - Gramado

*Texto escrito em formato branded contente para Blogueiros Viajantes, Tri Táxi Aéreo e Brocker Turismo.

4 hotéis inspirados em arte e design que você deve conhecer

4 hotéis inspirados em arte e design que você deve conhecer

Na minha incursão mais recente por Gramado e Canela, tive uma experiência hoteleira no Varanda das Bromélias Boutique Hotel que me remeteu a um tanto de outras situações que vivi pelo mundo: as de hospedagens que envolvem arte e design. Dá para perceber que a proprietária do Varanda é uma apaixonada por arte, já que desenvolve trabalhos lindos em vidro e mantém uma loja charmosíssima dentro do espaço.

Afora isso, o hotel é todo cuidadosamente decorado com peças assinadas e reserva algumas surpresas especiais dentro dos quartos para os hóspedes. Incluí o Varanda como o primeiro desta minha lista que é seguida por outros empreendimentos no Canadá, em Hong Kong, em Portugal e no México.  Coloquei-o no topo da lista por ser o mais prático e acessível para uma fuga de final de semana, certo? Vamos a eles.

Varanda das Bromélias Boutique Hotel – Gramado: localizado na Serra Gaúcha, o boutique hotel já ganha meu coração por ter apenas 17 quartos, o que deixa a experiência bem intimista para os hóspedes. As acomodações são um tanto rústicas, com lareira e móveis de madeira, mas não deixam de lado o glamour de uma boa obra de arte. Os “espaços de banho” dos lofts  levam a assinatura de artistas como Dali, Mondrian e Van Gogh e foram trabalhados dentro da temática. Sei que não tem nada a ver com arte (ou tem?), mas o café da manhã deste hotel foi um dos melhores que já provei na vida. Juro. Sem exageros.

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Chatêau Frontenac – Quebéc City: Bom, estamos falando aqui de um dos principais atrativos turísticos de Quebéc, no Canadá: o Chatêau Frontenac. Trata-se de um verdadeiro castelo, com torres, salões de baile, mobília antiga e um livro de visitas que ostenta nomes como o da Rainha Elizabeth, Franklin Roosevelt e Alfred Hitchcok. Para retomar a história do prédio, que foi levantado para incentivar o turismo ferroviário no local, exposições com peças antigas estão à disposição dos hóspedes e parte da decoração original é mantida. São 611 quartos no hotel, pasmem, e há um museu interno com exposições de arte itinerantes. Dei a sorte de que, quando me hospedei por lá, estava sendo realizada uma exposição com originais de Salvador Dali, que amo. E o melhor, era gratuita para hóspedes.

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Farol Design Hotel – Cascais: Não tive a oportunidade de ficar hospedada neste hotel, mas apreciei um jantar inesquecível no The Mix, restaurante próprio da rede, com vista para o farol, é claro, e para o mar. O hotel tem como embaixadores a escultora Adália Alberto e o pintor Diogo Navarro, que cuidam de todas as obras de arte selecionadas para compor a decoração do espaço. Ah, e um detalhe: tudo isto fica dentro de uma mansão restaurada do século XIX.

W Mexico City – Cidade do México: Uma das referências no mundo para quando se fala em “hotel design” é a rede W. Já fiquei em um dos hotéis de Nova York também, mas a minha melhor experiência foi na sede da Cidade do México. As cores, as peças, cada detalhe do quarto e o charme do bar me conquistaram. Sou fã da rede W e recomendo sempre para quem gosta de decoração arrojada e modernidade. Se você é daqueles que prefere um casarão histórico, não arrisque, o futurismo é o lance aqui.

Foto: Site W Mexico City

Foto: Site W Mexico City

*Texto em formato branded contente para o projeto Blogueiros Viajantes e Varanda das Bromélias Boutique Hotel

França X Croácia: quando o tema é viagem, qual destino vence o jogo?

França X Croácia: quando o tema é viagem, qual destino vence o jogo?

Eita que esta Copa do Mundo colocou a saudade em campo. Este clima amistoso entre diversas etnias e a mistura de culturas transforma o planeta em um grande hostel, vai dizer? Pois bem, eis que chegou o final da competição e, no dia 15 de julho, descobriremos quem é o melhor do mundo quando o tema é futebol. De qualquer forma, resolvi elencar alguns pontos sobre os países europeus que chegaram à final – França e Croácia – para, em tom de brincadeira, ver quem sai na frente quando o tema é destino de viagem.

França e Croácia

França e Croácia

Gastronomia

Não tem pra ninguém. Eu diria que nem para a Itália, hein? Quando o tema é gastronomia, a França larga sempre na frente. Croissant, brioches, queijos, omeletes, qualquer bistrô francês consegue satisfazer um amante da boa mesa. Fora que os vinhos das casa são garantia de qualidade.

Gastronomia na França

Gastronomia na França

Na Croácia, a alimentação fica por conta dos frutos do mar. São sempre fresquinhos e, em Dubrovnik, não faltam restaurantes estrelados. Os vinhos também são especiais, mas, contudo, todavia, nada bate a panela francesa.

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Povo

Os franceses já melhoraram muito o comportamento desde que visitei o país pela primeira vez. Há 10 anos, puxar um assunto em inglês com um parisiense, principalmente, era pedir para ser encarado com um olhar torto ou ser ignorado. O ar blasé impera no país e, definitivamente, não é  o melhor lugar pra fazer novas amizades. Eu tinha um amigo que morava em Lyon que costumava bradar uma autocrítica: “o que adianta viver em um dos lugares mais lindos no mundo e estar sempre de mau-humor?”. Não sei se é bem mau-humor, já acho que é até charminho, sabe? Na Croácia, o clima é outro. Os croatas foram bombardeados nos anos 1990, precisaram se reerguer e são muito gratos pela nova oportunidade que lhes foi dada. Como vivem basicamente do turismo, atualmente, estão sempre de braços abertos para os estrangeiros e prontos para ajudar, sorrir ou indicar o melhor café ou lojinha.

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Paris - França

França

Belezas naturais

Esta é difícil. Fiquei até em dúvida se não rolava um empate técnico aqui e temi ser injusta. Se por um lado temos a Côte d’Azur, a Provence, os jardins de lavanda e aquela cidadelas românticas e montanhosas do interior francês, pelo outro, temos praias deslumbrantes, parques enormes e lagos de um azul e verde espelhados na Croácia.

Marseille - França

Marseille – França

Neste caso, acabei desempatando para os croatas. Afinal, um minuto de silêncio para a lindeza de tirar o fôlego dos Lagos Plitvice e da ilha de Hvar.

França 0X1 Croácia

Croácia

Croácia

Cultura

A principal cidade da Croácia – que não é a capital -, Dubrovnik, passou por uma reconstrução há pouco e perdeu parte da sua essência e história antiga. É interessante demais caminhar pela cidade de pedra e redescobrir a tradição e os encantos de um país em evolução. Mas, para quem ama museus, prédios antigos e tradições, não há lugar como a França. As óperas, bibliotecas e parques são redutos da cultura mundial. Não tem para ninguém.

França 1X0 Croácia

França e Croácia

França e Croácia

Preço

Este é um fator decisivo para quem está pensando em viajar e quer economizar um bocado: o preço. A Croácia está na moda, sim, e os hotéis podem ser um tanto ousados nas tarifas. Mas sempre há um bed and breakfast ou um hostel bacana para encarar o passeio. Em contrapartida, a França segue entre os países mais caros do mundo. Sim, aparece em terceiro na lista da BBC, o que pode influenciar um tanto o turista na hora de marcar o gol. Croácia larga na frente.

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França

França

Neste momento, eu diria que ali, nos minutos finais, nos acréscimos, Croácia vence o embate. É um destino que está em alta, tem um tantão a oferecer nas áreas naturais e culturais e o preço não está entre os mais caros quando se fala de Europa. Mas, psiu, cá entre nós, se você me perguntar para qual dos dois destinos eu iria agora, não titubearia em vestir meu trenchcoat e voar para a terra de Mbappé. France, Je t’aime.

Gramado: Murano é logo ali

Gramado: Murano é logo ali

“Gente, nem parece Brasil”. Este comentário, frequentemente, faz-me rir. Acho engraçado esta mania dos brasileiros de desvalorizarem o que é original daqui. Depara com um cidadão educado e diz que é comportamento europeu, repara na roupa bonita do amigo e larga aquele pitaco “é de fora, né?”, ou paga muito mais caro em um rótulo de vinho, por exemplo, por ser importado. Desde que tenho circulado um bocado por este mundão, passei a prestar mais atenção no que é nosso de produção e tentando alertar quem está à minha volta de que também poder ser muito bom, às vezes, até melhor. Que me desculpe a Veuve Clicquot, mas gosto mesmo é de um espumante rosé de Pinto Bandeira, que fica aqui do ladinho. Mals aí, Vera Wang, mas prefiro um vestido sob medida com renda brasileira (e mais fácil de realizar as provas e os ajustes). Lembro de um italiano que encontrei em Fernando de Noronha e que há um ano havia passado férias no Taiti. Perguntei qual praia ele preferia: não soube responder. E me deixou envergonhada por ter priorizado visitar Miami a Pernambuco em algum momento na minha vida.

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Mas a história que venho contar é sobre Murano, a ilha de Vêneto, na Itália. Estávamos em Veneza e, como bons turistas, decidimos que deveríamos alugar uma lancha para dar um pulo na região vizinha, famosa pela produção de vidro e cristais. Compramos o passeio no hotel e rumamos em direção a uma das principais fábricas do mundo – a qual, confesso, não lembro o nome agora. A visitação durou algumas horas, nos apresentaram alguns processos de produção e acabamos realizando boas compras ao final da imersão. Foi bacana, mas menos intenso do que imaginávamos. Vendo que estávamos pisando na chamada “terra dos cristais”, esperávamos algo mais experiencial, surpreendente, talvez.

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Passaram-se 10 anos desta ocasião, já visitei a maior loja da Swarovski em Viena, e jantei no restaurante da Bacarat, na França, mas buscando vivenciar experiências com cristais, sem me ligar tanto à fabricação. Quiçá, por isto, quando me sugeriram para conferir a Cristais de Gramado, em Gramado, torci um pouco o nariz. Ah, não, pensei. Deve ser mais uma daquelas funções sem conteúdo, só para reunir turistas. Mas, como já aprendi bem na prática, a gente não deve falar daquilo que não conhece, certo? Neste caso, lá fui eu verificar este empreendimento um tanto inusitado para a Serra Gaúcha. E qual foi a minha surpresa ao perceber que o que temos ali é uma verdadeira aula de história acerca da fabricação do vidro e do cristal. A entrada é gratuita e os shows, que rolam a cada 20 minutos, lotam a plateia de curiosos para acompanhar a explicação dos operários que usam tal e qual a técnica de Murano.

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Mas, o mais divertido, foi poder participar da atração. Escolhi uma cor, assoprei o vidro e aprendi direitinho como confeccionar meu próprio vaso. Soube depois que esta prática é frequente para os artistas que passam por Gramado por conta do Festival de Cinema e o que o Kikito de Cristal – um dos prêmios mais relevantes do programa – vem direto de lá. Bom, afora isto, vale conferir as taças de espumante personalizadas, a imensa loja de joias e até a cafeteria, que tem um chocolate-quente supimpa. No final das contas, um programa fora do comum e inusitado para a Serra. Não é que foi legal?

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Para mim, foi mais interessante do que a visita à fábrica de Murano, lá atrás. Só comprovando mais uma vez que devemos desistir de lançar meios olhares para o que é daqui e prestigiar e aproveitar as oportunidades que colocam pertinho da gente.

*Texto em formato branded contente para o projeto Blogueiros Viajantes e Cristais de Gramado.

Cabo da Roca: um caminho de autoconhecimento em Portugal

Cabo da Roca: um caminho de autoconhecimento em Portugal

Depois de me empoleirar nos 45 centímetros de assento do avião, prender as meias por cima das barras da calça e abrir o computador no colo, a pergunta surgiu na tela dando a sensação de piscar ritmada por efeito do ponto de incursão: “quem é a sua criança interna hoje?”. Eu teria exatas 10 horas e 45 minutos entre Porto Alegre e Lisboa para fritar o cérebro, sem azeite português, com esta inquietação. Assim, era dada a largada para o Caminho Cabo da Roca, um workshop disfarçado de trilha liderado pelo palestrante e escritor gaúcho Gabriel Carneiro Costa.

Foto: Gustavo Bonotto

Foto: Gustavo Bonotto

Já que vamos falar de fatos de cunho pessoal, abro parênteses aqui para dividir um segredo: Costa é coach. Mas cansou dessa bagunça em torno do termo e da banalização da profissão que ganhou status fashion e vulgarizou o trabalho de educação emocional e comportamento humano que ele buscou com tanto afinco.  Se tivesse carteira de trabalho hoje, acredito que sua profissão seria “encantador de pessoas”, bem como aponta em um dos seus livros já lançados. E foi em um das suas tantas viagens a Portugal, buscando  dar gás à sua carreira internacional enquanto palestrante, que descobriu o ponto mais ocidental da Europa: o Cabo da Roca.

Foto: Gustavo Bonotto

Foto: Gustavo Bonotto

Ali, no farol, que por muitos anos serviu como último ponto de referência em terras firmes para os navegantes, Costa teve o insight de criar um curso acompanhado de uma caminhada. O objetivo era levar seus andadeiros a tomarem uma decisão: seguir navegando por costas conhecidas ou lançar o barco rumo ao inexplorado. A escolha viria ao longo dos passos esticados ao longo dos 50 quilômetros percorridos em 48 horas e de outros dois dias de dinâmicas, conversas e reflexões na companhia do escritor. Este é o link que me joga à cena que estou com os olhos estalados para a tela de um computador em um voo rumo a Lisboa.

Foto: Gustavo Bonotto

Foto: Gustavo Bonotto

Ouso afirmar que sei um tanto de mim. Tenho 10 anos de terapia nas costas, outros vários de acompanhamento psiquiátrico, uns cursos malucos de autoconhecimento no currículo e um ano sabático, completamente sozinha pelo mundo, na conta. Há pouco destas entranhas que eu ainda não saiba reconhecer no primeiro contorcer. Talvez, por isso, eu estivesse consideravelmente preparada para os dias em que teria que enfrentar o meu Cabo da Roca. Parecia até um tanto apática quando comparada aos outros 11 colegas. Ao contrário da caravana, demorei a acumular aquela dose extra de água nos olhos ao ser intimada pelo nosso guia a vasculhar a vida em lembranças, projeções e palavras escondidas no estômago por nunca terem sido vomitadas.

Foto: Gustavo Bonotto

Foto: Gustavo Bonotto

Aos trilheiros profissionais que podem achar uma dupla de dias de caminhada  básico: é sobre a quilometragem mental que me refiro. Aos ociosos que acreditam que não vão chegar lá: é preciso mais preparo psicológico do que físico. Acredite, no meu grupo tinha uma mulher prestes a completar 80 anos e um homem acostumado a percorrer 22 quilômetros em suas caminhadas diárias com sua mochila equipada. Para ambos, o desafio foi mental. Isto porque Costa não deixa que o caminhante se desconecte do objetivo. Pontos de referência são indicados junto ao mapa e, quando alcançados, cartas com determinadas tarefas emocionais devem ser abertas.

Foto: Gustavo Bonotto

Foto: Gustavo Bonotto

No final do segundo dia, quando dobrei a curva em Colares e avistei o farol do Cabo da Roca meu instinto era correr. Esqueci as sete bolhas espalhadas pelos pés, a queimadura do sol nos ombros e o lábio ressecado do vento. Venci. Conquistei. Cheguei. Parece que é esta a ansiedade humana, né? Chegar logo. O perigo é esquecer de curtir o caminho, ou, nas palavras de Steve Jobs: “a jornada é a recompensa”. Eu não corri, me segurei, mas apertei o passo. E lá, embaixo da cruz que homenageia os incontáveis navegadores que resolveram partir rumo ao desconhecido e nunca voltaram para contar a história, senti pelo final da viagem, por ter que me despedir do grupo em breve e por ter finalizado mais um roteiro.

Foto: Gustavo Bonotto

Foto: Gustavo Bonotto

Refleti sobre o trajeto e percebi que, por mais que eu bata no peito para reforçar o quanto sei viver sozinha, já extrapolei minha cota de solidão. Diversas vezes procurei companhia na caminhada e me senti desconfortável ao pensar que poderia estar perdida e sem ter com quem contar para debater direita ou esquerda nos entroncamentos.

Este era o meu Cabo da Roca: reforçar o lema pessoal de que ir é bem mais interessante quando voltar faz sentido. E que, no somar do cálculo da vida da gente, o que vale a pena não é para quê, mas para quem você volta no final da trilha.

Veja mais sobre o Cabo da Roca:

 

*A jornalista viajou a convite de Gabriel Carneiro Costa.

Portugal: a magia dos pastéis de nata

Portugal: a magia dos pastéis de nata

Tem algo importante a respeito dos pastéis de nata de Portugal: não há como encontra-los fora do país. Ok, até é possível bater com algumas tentativas de, mas nunca terão a mesma essência. Em Portugal, não interessa a padaria, restaurante ou boteco de esquina: os pastéis de nata sempre terão o recheio no ponto e estarão quentinhos esperando o consumidor. Acaba se tornando um vício para qualquer turista que se preste a arriscar a primeira mordida. Até quem não é tão chegado em doçuras ou está focado na dieta pode se perder ao polvilhar de canela e açúcar em pó a primeira unidade.

Tenho um amigo gaúcho que ruma todos os anos a Lisboa, encara a fila dos pastéis de Belém – que são os originais – e pede seis de uma tacada. Só para ele. Volta nos outros dias e pede mais seis. Mais seis. Mais seis. Já soube de vezes em que pediu até 12. E não passou mal.

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Quando me despedi de Portugal no ano passado, tive abstinência, confesso. Chegava a sonhar com aquela pitada de baunilha em meio ao doce de ovos e o tostadinho charmoso por cima. Mas, tive que desapegar, pois rodei um bocado neste mundão que valha-me Deus e não achei nada nem parecido. Dizem que há um segredo guardado a sete chaves.

Os mestres pasteleiros da Oficina do Segredo da Fábrica dos Pastéis de Belém (sim, esse lugar existe, não é zoeira) são os poucos detentores da receita, assinam um termo de responsabilidade e fazem um juramento em como se comprometem a não divulga-la. Tipo vida ou morte. Justíssimo. Até Donald Trump poderia ser chantageado por aquela receita.

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Quando soube disto, desisti de buscar um pastel de nata fora de Portugal. Percebi que não fazia sentido. O que dava o tom do sabor era exatamente o cenário, o contexto, a história, a criação dos doces na sua mais ingênua forma dentro dos mosteiros. Não é novidade para viajantes que a gastronomia releva um lugar. Abre suas portas entre temperos, azeites e panelas. A gente consegue entender mais sobre um povo só observando a maneira como se alimenta.

Portugal precisou de muito açúcar. Foi triste por anos a fio. Ainda é. Chora ao som do fado e das senhoras com cabelos brancos e rugas na testa. Precisaram de doses cavalares de baunilha para engrossar o sangue na sua glicose a ponto de injetar um sorriso de canto de boca. Então, nada mais justo de que encalacrem o seu pó de pirilimpimpim no cofre das alquimias.

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Estou com a passagem marcada para retornar a Porto Alegre no dia 22 de maio. Fui agraciada com um convite: passar uma tarde na Feira de Padaria, Gastronomia e Hotelaria da Sulserve, em Novo Hamburgo, que será exatamente de 22 a 24 de maio, nos pavilhões da Fenac. Focada nos profissionais do setor, a feira tem como objetivo fortalecer o segmento no Rio Grande do Sul e contar melhor ainda a nossa história enquanto gastronomia e hotelaria. Entre as tantas palestras e workshops gratuitos, o que me chamou a atenção mesmo foi a ideia de poder encontrar insumos e especiarias da melhor qualidade para construir receitas. Confesso, sou um zero à esquerda quando o tema é fogão, mas pretendo incentivar o pessoal na elaboração do Pastel da Sulserve.

Vai que a gente chega perto ou consegue ir ainda mais longe e desenvolver o nosso próprio doce encantado? Eu tenho fé. É, dei todo este textão para me contradizer no final e descobrir que, apesar de falar bonito, eu ainda não recuei completamente do foco de encontrar um pastel de nata perfeito mais perto das nossas bandas. Ora, pois.

*Texto escrito por Fernanda Pandolfi para a Sulserve.

Programação para curtir a Serra Gaúcha fugindo do óbvio

Programação para curtir a Serra Gaúcha fugindo do óbvio

Juro que não iria fazer este post. Não iria. Só por que vocês não confiaram em mim e não se juntaram ao projeto Intercity Escapes Caxias do Sul, que foi mais do que legal, e aí, quando viram as postagens nas redes sociais, morreram de vontade de passaram a implorar para que eu abrisse o roteiro aqui para vocês. Maaaaaa (como diz um mestre meu), repensei e vou dividir todas as dicas por aqui. E mais: às vésperas de feriadão, que é para vocês terem tempo o suficiente para curtir tudo de mais legal que a nossa Serra tem – fugindo do óbvio de Gramado e Canela. Partiu?

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A base

A primeira dica para poder alcançar todas as cidadelas que vou citar aqui é fincar base em Caxias do Sul. No Intercity, é claro. O hotel é bem localizado e tem um café da manhã que é uma sacanagem com a dieta: com direito a sonho, cuca, pão caseiro e cueca-virada. Deus é pai. Começou a comilança. Dali, é só se programar para todos os dias visitar um cantinho da região.

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Bento Gonçalves

Vinícola Almaunica – foi a nossa primeira parada. A vinícola é pequena comparada às gigantes do ramo, mas tem alguns dos melhores vinhos que degustei ao longo da viagem. Vale o tour e as comprinhas, viu?

Mamma Gema e Pizza Entre Vinhos – Ambos os restaurantes são do chef Pessali, que é um cozinheiro de mão cheia e capricha no ragu, na polenta, nas carnes assadas e massas. De babar. A Pizza Entre Vinhos já pode ser considerada a melhor pizzaria do Sul, acredita? Não dá para deixar de provar a de cordeiro. Já estou salivando.

Bettú – Este cara é a lenda do vinho gaúcho. Aos 71 anos, o enólogo produz suas safras em um laboratório dentro de casa e só recebe grupos de até oito pessoas para degustação. Ao longo da degustação, Bettú vai contando suas anedotas e não tem como não se deliciar com os sabores da bebida, mas também com a essência das histórias deste gringo legítimo.

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Caminho de Pedras

Casa da Erva-Mate – é até vergonhoso, eu sei, mas eu, com toda esta bagagem de viagem nas costas, ainda não conhecia o famoso Caminho de Pedras. Trata-se de uma região de Bento Gonçalves com casas datadas dos anos 1800, que foi recuperada pela família Dall’Onder e hoje abriga um tanto da história da imigração italiana e da cultura gaúcha, como no caso da Casa da Erva-Mate. Além do local ser um charme só, é legal acompanhar o processo de fabricação artesanal da erva que ceva nosso chimarrão de cada dia.

Bez Batti – artista renomadíssimo, Bez Batti se esconde atrás de um muro de pedra que ele mesmo construiu e recebe os amantes de arte que batam na sua porta para espiar suas esculturas. As obras estão todas expostas dentro de sua sala de casa e o ateliê fica no jardim. Uma delícia também passear por lá e valorizar a história deste cara que é craque em trabalhos com basalto.

Casa Vanni – Este restaurante não pode ficar de fora do roteiro. O risoto de carne de panela é um dos carros-chefes da casa, que também é dos anos 1800, e guarda um tanto da cultura italiana. O legal é chegar um pouco antes para apreciar o jardim, a área verde, tomar uma espumante ou vinho com aperitivo e espiar o córrego.

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Pinto Bandeira

Cave Geisse – Vinícola especializada unicamente em espumante, a Geisse é responsável por uma das melhores bebidas da nossa terra. A minha sugestão é apostar na Gave Experience, que se trata de um passeio em um 4X4 em meio aos vinhedos, com direito a parada para degustação com vista para a cachoeira. Vale!

Don Giovanni – Do ladinho da Geisse, a Don Giovanni tem o por-do-sol mais lindo da Serra. Vá ao mirante e peça uma rosé bem gelada para acompanhar as cores da natureza. Ah, se tiver a oportunidade, passe uma noite na pousada da Don Giovanni. Também em uma casa antiga, os quartos foram decorados por artistas plásticos e o café da manhã é supercaseiro.

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Caxias do Sul

Igreja de São Pelegrino – Além de ser a paróquia do padroeiro dos viajantes, o que já sai em vantagem com quem adora a estrada, a São Pelegrino é o lugar que guarda uma coleção imensa de obras de Aldo Locatelli. Vale a pena contratar um guia para entender cada um dos traços pintados nas paredes. Além disso, uma réplica da Pietá produzida no Vaticano foi dada pelo Papa para a igreja. Não é pouca coisa, viu?

Praça Dante Alighieri – É a praça mais famosa da cidade e tem uma estátua de Beatrice, companheira de Dante, em tamanho real, no banco da praça. A peça foi trabalhada em argila por Dalva Conte, que tem ateliê na cidade e faz peças lindas.

Fabbrica – para quem gosta de um agito noturno, a dica é o complexo cultural e gastronômico Fabbrica, que abriga alguns dos bares e restaurantes mais descolados da cidade. Vale ir para o jantar e alongar a noite.

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Estrada do Imigrante

Casas Bonnet – Vá no meio da manhã, faça a colação (um café colonial um pouco mais econômico) e aproveite para fazer o passeio de carretão. A ideia é voltar no tempo e entender os costumes dos imigrantes italianos, que pegavam o transporte para ir trabalhar na roça. Após o passeio e a visitação às casas antigas da região, almoce no restaurante da Casa Bonnet, com direito a capeletti, massa caseira e bufê de sobremesas caseiras, com sagu, pudim e chico balanceado.

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Flores da Cunha

Vinícola Luiz Argenta – Uma das vinícolas mais incríveis que já visitei no mundo. E olha que não foram poucas. A empresa investe em tecnologia e a decoração, a cave e o ambiente de convivência têm o design caprichado e cada detalhe automatizado. Depois de fazer a visita e se encantar com os modelos das garrafas premiadíssimas, não deixe de almoçar ou jantar no restaurante Clô, um dos mais deliciosos e refinados da região.

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Ana Rech

Barlavento, Morangos Hidropônicos  – um pedacinho da praia na Serra. É quase isto que a plantação de morangos hidropônicos que atrai turistas e mais turistas a Ana Rech representa. O que começou como uma brincadeira para a família proprietária, acabou se tornando um negócio e, atualmente, acumula filas no restaurante Barlavento por conta dos milk-shakes, geleias e delícias do cardápio preparado com morango. Destaque para a Hospedaria Rio do Vento, que é uma casa pertinho da plantação, com poucos quartos disponíveis, mas um mimo só. Bem ao estilo antigo. Ahhh, como se não bastasse, a família agora também investe no cultivo de cogumelos shitake.

Farroupilha

Cervejaria Artesanal Blauth Bier – Já é point da galera da Serra. Aos finais de semana, o deck com vista panorâmica fica lotado de amantes da boa cerveja que curtem  a vibe, a música e o por-do-sol. Aos mais curiosos, vale apostar na visita guiada na fábrica com direito à degustação. Há menos de um mês, o Le Grand Burger inaugurou seu “foodtruck” nos jardins da cervejaria. Os sanduíches são deliciosos, mas esteja preparado para enfrentar a fila.

O ashram e a coruja

O ashram e a coruja

Noite passada eu tive um sonho. Não sou destas que costuma lembrar tudo o que vem ao longo da noite. Sei que é impossível pararmos de pensar e que a nossa mente segue trabalhando mesmo enquanto dormimos, mas arrisco dizer que é raro que me surjam com clareza os pensamentos que fluem enquanto repouso. Hoje de manhã eu recordava de tudo. Foi real. Neste sonho eu retornei à Volta ao Mundo. De casaco azul, monstra e tudo. Devaneei que em meio à rota decidi que precisava passar mais uma semana, ao menos, no ashram de Madurai, na Índia. Algo me indicava que seria importante.

E aí que rola a função toda do sonho. Eu não conseguia chegar. Já na terra de Gandhi, explicava para as pessoas aonde queria ir, mas ninguém me compreendia, eu me desencontrava, andava por estradas, meu dinheiro acabava, dormia na rua, perdia a bolsa, lembro até de ter pegado carona com um estranho – mesmo pensando no quanto poderia ser perigoso -, que disse que saberia me conduzir ao lugar. Em resumo, ele acabava me levando a um espaço completamente diferente do objetivo, um hotel ao estilo resort, com piscina e lotação máxima, algazarra, crianças correndo pelo corredor. Não, não, não é aqui. O local que eu almejo é no meio do mato, tem silêncio, no máximo 15 pessoas, e meditação o tempo todo. Ninguém me compreendia.

Em meio a isso tudo uma coruja me perseguia. Daquelas do Harry Potter, sabe? Com os olhos bem apertados e juntinhos. Essa senhora decidiu que queria morar na minha cabeça. Acreditava que o ninho dela estava no meu cabelo. E quando menos eu esperava lá estava a Hedwig plantada no meu cérebro. Aquelas alucinações de sonho. Que parecem não ter sentido. Só que não. Despertei depois de muito ter brigado com a coruja e sem ter chegado ao ashram. Saltei da cama. Que maluquice, minha gente. E, automaticamente, lembrei da palestra passada, na Casa da Confraria, quando uma das pessoas na plateia me perguntou: “Como não se desconectar dos valores que construiu na viagem?”.

ara, essa questão foi complicada de responder. Foi daquelas que precisei revirar os olhos para cima e pressionar o indicador contra o queixo: “Hummm, pois é, então…”. Eis um desafio. Eis uma preocupação. Eis uma atucanação tão real que chega a me perturbar enquanto descanso. Não deixar 2017 cair no vácuo. Jamais. E o ashram representa o ápice da minha conexão espiritual. A fase em que estava mais estabilizada e entendendo o que era certo e errado para mim. O medo de não encontrar este lugar é verídico. É assustador. Ainda não sei bem lidar com isso, admito. Tento mantê-lo vivo em fotos pela casa, velas acesas, um altar no canto da sala e um colchão de yoga e meditação que venho utilizando menos do que deveria. Poxa, um ano inteiro trabalhando em desconstrução dá pânico de ter recaída e se construir falsamente de novo, sabe?

Só que aí tinha a coruja. E lá fui eu apelar para o senhor Google. Que diabos! Diz ele que é bom agouro. É um símbolo de sabedoria, êxito profissional, escolhas inteligentes e bons conselhos. Pode significar também poder de discernimento e capacidade de decifrar mistérios. Na verdade, eu luto contra a coruja no meu sonho. Coloco até um chapéu para evitar que ela venha sentar na minha cabeça. Sai daqui, sua doida, não quero precisar realizar decisões importantes. Deixe-me fora disto. Prefiro seguir nesta vida que como quando tenho fome e durmo quando tenho sono. Não, os olhos arregalados não deixam. Bora voltar para o tempo que corre no relógio? Vamos lá, coragem. Mas adianto que esta coruja com ares de águia veio para lançar o alerta: a vida pode montar a caça ao tesouro que for, com labirinto e tudo, mas eu sempre encontrarei o ashram. E não será em sonho.

Onde você estava há um ano?

Onde você estava há um ano?

Eu lembro. Não preciso nem forçar os olhos para apertar a memória. Estava embarcando rumo a uma Volta ao Mundo. Insegura, oferecendo pontos de interrogação para todos os lados e em um diálogo intenso com o meu corpo. Tinha certeza de que aguentaria, não estava segura de a que custo seria esta sobrevivência. Onde eu estava há dois anos? Na semana seguinte ao término do workshop Aceita Idiota, comandado pelo ator e palhaço Márcio Libar, em processo de catarse e determinada a pedir demissão da Zero Hora. E há três anos? Trabalhando como colunista social em um dos maiores casamentos que já cobri, de filhos de autoridades, na Serra Gaúcha, trajando um vestido preto chiquérrimo, na minha melhor forma e com um sorriso de orelha a orelha com as oportunidades que meu cargo profissional me presenteava.

O que há em comum neste triênio? Decisões. Pé no chão. Mudanças. Além do mais importante: realizações. Desde que voltei a Porto Alegre, há exatos três meses, tenho respondido com frequência à pergunta:  “E aí? Como é voltar? E a adaptação?” Quer sinceridade? Não há adaptação. Segue tudo na mesma. Caminhei por 270 dias em 360º. Voltei para o ponto de partida e parece que pouco ou nada mudou ao meu redor. O agravante é que não tenho ninguém com quem reconstruir lembranças, o que cria um monólogo de saudades na minha mente – e “deusmelivre” me tornar uma daquelas pessoas com ar nostálgico que vivem de tiradas como “na Europa que é bom”, “ah, mais isto nos Estados Unidos é diferente”. O pessimista é antes de tudo um preguiçoso. Um acomodado. Sabe que é mais fácil reclamar do que agir.

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Hoje eu decidi. Neste mesmo 15 de março. Estou rumo a um passo importante e carregado de mais modificações no que reflete a minha construção. Deu frio na barriga. E tudo que gela o estômago é sinal de sangue circulando. De novo, caio naquele clichê de escolhas e renúncias. Mas me afasto do pavor que me causa o comodismo, o medinho do desconhecido e a fadiga de recomeçar. Tipo aquela música fofa que toca na rádio “é que a gente quer crescer e quando cresce quer voltar do início porque um joelho ralado dói menos que um coração partido”. Por menos “e se” e mais “foda-se”, com o perdão da palavra.

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Falando nisso, quer saber o ponto fraco do meu reajuste nessa vida de antes? Vocês. Vocês aí que não mudaram neste um ano. Que se distanciaram de mim por perder o brilho no olho, não evoluir e deixar o monstro da futilidade lhe engolir. É complicado observar certos amigos indo embora. E não é por mal, por briga, por desacerto. É por desconexão. Virou uma relação heterogênea, que com força pode até misturar as bases, mas logo se dissolve. Vem comigo: eu jamais, jamais, teria a ousadia de indicar um ano sabático para quem quer que fosse. Está fora do poder da maioria. Mas eu sugiro: olhe para trás e pense onde você estava ano passado. Você se moveu? Os objetivos foram alcançados? Você está, ao menos, trabalhando neles? O que deu frio na espinha? Se nada aconteceu, meu amigo, tem algo muito errado aí dentro.  Tente seguir o raciocínio de Fernando Pessoa: “navegar é preciso, viver não é preciso”.

Mala da Vida Real // Final de semana em Gramado

Mala da Vida Real // Final de semana em Gramado

Chamei uma das minhas melhores amigas, a Pamela Zottis​, do #lookdavidareal, pra me ajudar a fazer a mala para um final de semana em Gramado. Veja só: