Acessorize-se: 5 novidades que mexem com o bolso e a cabeça dos motoristas

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Por Renato Gava

Isqueiro, cinzeiro, antena elétrica e farol de milha. Se esses são os acessórios que você imagina para o seu carro, alguém tem de avisá-lo: no que diz respeito a veículos, você está na era das cavernas. No final dos anos 1990, quando os brasileiros começaram a se acostumar a receber por aqui grande parte da tecnologia mundial automotiva, alguns equipamentos eram vistos como itens dispensáveis – ou frescuras. Mas muitos realmente fazem diferença. Confira o que há de novo na indústria:

Volante inteligente

Audi Brasil. Divulgação

Audi Brasil, Divulgação

A peça é uma das muitas derivações vindas da Fórmula-1. Já nos anos 1990, os carros da principal competição de velocidade em quatro rodas do mundo tinham comandos no volantes. Hoje, praticamente todas as montadoras já dominam a tecnologia. A Fiat usa os dois lados da peça na picape Toro e no crossover Renegade – a parte interna serve para o rádio, enquanto na frente o condutor pode conectar o telefone, acionar o piloto automático e ter acesso às várias informações do computador de bordo. Mais do que comodidade, o item aumenta a segurança. Segundo a empresa americana J.D. Power, que pesquisa segurança em automóveis, tirar uma das mãos do volante aumenta em pelo menos 52% a chance de um acidente.

Tela multimídia

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Lexus, Divulgação

Cerca de 15 anos atrás, os chamados carros tunados americanos (modificados a pedido dos donos para ficar bem diferentes do original) começaram a ganhar, nos bancos traseiros e no centro do painel, pequenos visores para transmissão de vídeos. O fenômeno espalhou-se pelo mundo, e as montadoras aderiram. Aliás, mais do que isso: começaram a conectar o sistema de som, os computadores de bordo e até navegadores (GPS) à tal tela. Já em 2010, as marcas premium iniciaram o processo de telas touchscreen, normalmente mais práticas do que os velhos botões. De acordo com a Anfavea, em 2015, pelo menos 30% dos carros vendidos no país tinham tela multimídia. Elas funcionam em conexão com entradas USB e espelham celulares.

Borboletas de troca de marcha

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Renault, Divulgação

Mais um acessório advindo da F1. Porém, diferentemente do volante inteligente, sua utilidade é… não tem muita utilidade. A peça serve para mudar as marchas nos carros com câmbio automático, caso o condutor queira fazer trocas em tempo diferente do oferecido pela fábrica. Em provas de velocidade, pode ser um trunfo: “esticando” a marcha por mais tempo, ganha-se alguns segundos. Nas ruas, porém, a peça tem mero apelo emotivo – há quem, apenas por acessar as borboletas, sinta-se um Ayrton Senna. Lembre-se de que nos carros automáticos o condutor não precisa tirar as mãos do volante. Em geral, contam os gerentes de concessionárias, os proprietários costumam usar as borboletas por cerca de 30 dias. Depois, a peça cai no esquecimento ou serve para o condutor, cheio de orgulho, dizer a um amigo: “Meu carro tem borboletas no volante”.

Porta-óculos lateral

Fiat, Divulgação

Fiat, Divulgação

Os brasileiros deram um nome bem feio para a alça de teto para apoio de mão de condutor e passageiros (esse é o nome bonito) – peça praticamente obrigatória em veículos desde os anos 1960. O acessório era muito mais usado na época em que o cinto de segurança não era obrigatório – e quase ninguém utilizava. Segurar com uma das mãos na tal alça dava uma certa ideia de segurança. Mas ela foi caindo em desuso e, hoje, algumas montadoras aproveitaram para criar um porta-óculos no local. O Moby, último lançamento da Fiat, mesmo sendo um carro popular tem um. A peça é vendida como acessório e sua instalação é muito simples.

Cabide

BMW, Divulgação

BMW, Divulgação

Não é de hoje que os homens fazem do carro uma mistura de guarda-roupas, sapateira, estante e cesto de lixo. Nenhum equipamento conseguiu dar fim a isso, mas ao menos é possível, digamos, fazer uma bagunça organizada. No lugar das alças de mão traseiras, carros populares e premium oferecem um simpático gancho/cabide. Frescura? Diga isso para seus pares (ou seu chefe) quando chegar com o blazer todo amassado na reunião.

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