O violão e a voz da cantora gaúcha Bibiana Petek

Foto: Mateus Bruxel / Agência RBS
Foto: Mateus Bruxel / Agência RBS

Por Rossana Silva, especial

O fotógrafo Mateus Bruxel teve uma missão difícil nesta edição: disputar com a guitarra a atenção de Bibiana Petek para o retrato desta página. A musicista de 23 anos começou sua jornada pelos instrumentos musicais ainda na infância, com o violino. Depois, passou para o violão e, então, aprendeu sozinha cavaquinho e baixo. O lado cantora começou por acaso. Ela só queria tocar, mas se obrigou a soltar a voz porque os amigos queriam ouvi-la além da música instrumental.

– Minha maneira de cantar parte do instrumental. Até hoje, componho no violão, é o instrumento que mais estudo, tudo eu penso a partir dele – conta.

Ao transitar por diferentes estilos, a cantora cria uma música brasileira com elementos de samba e pop. O álbum Dengo, de 2014, tem oito composições próprias nas quais o amor é o tema predominante. “E se for pra escolher um lugar pra meditar, certamente teu corpo será”, canta na faixa Três por quatro. O disco traz ainda uma releitura de Amor e morte, de Júlio Reny, que pode ser escutada na programação da Itapema FM.

Em 2014, a gaúcha recebeu o Prêmio Deezer ABMI de Novos Talentos, oferecido pelo aplicativo e pela Associação Brasileira da Música Independente, na categoria voto popular. O sucesso entre os internautas é respaldado por músicos experientes como Arthur de Faria e Antonio Villeroy, que reconhecem Bibiana como um dos nomes mais promissores da música no Estado.

“Bibiana tem uma formação teórica musical sólida, o que é raro em uma cantora. Aos 18 anos, já falava de música barroca e de Paulinho da Viola com a mesma naturalidade. Acho ela interessante pelo que já fez e pelo que sei que pode fazer ainda. Cada vez que ouço uma coisa nova dela tem uma nítida evolução.” Arthur de Faria, músico, crítico e produtor musical

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Foto: Mateus Bruxel / Agência RBS

Além dos shows em bares e casas noturnas, ela gosta mesmo é de levar sua música para a rua. Em um dos domingos mais frios de junho, Bibiana arrastou a banda para a feira Tô Na Rua, no Bom Fim. Os instrumentistas dizem que a “chefinha” exerce um magnetismo: onde chega, torna-se os centro das atenções. Apesar disso, a cantora é zero vaidade. No final do mês, embarca para shows em São Paulo e no Rio sem fazer drama com a mala. Figurino e maquiagem não chegam a lhe causar preocupação:

– Minha vaidade está muito mais na minha guitarra e no meu repertório do que na minha roupa, no meu cabelo. Gosto de estar confortável. Quando eu me arrumo muito, as pessoas acham até engraçado.

INFLUÊNCIAS: Elza Soares, Gal Costa, Dona Ivone Lara
ONDE OUVIR: o álbum Dengo pode ser escutado por este link.
QUANDO VER: ao vivo, nesta segunda-feira (4 de julho), às 20h30, no Youtube.
ELA RECOMENDA: “Tati Portella está desenvolvendo um trabalho autoral novo que vale a pena escutar”

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Ficha técnica do ensaio:
Fotos: Mateus Bruxel
Cabelos Diego Sarkisian (Diego Cabelos) e Thiago Roldão
Maquiagem: Cassiano Pellenz e assistente Índia Santos (salão Cassiano Pellenz)
Agradecimentos: Theatro São Pedro

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