Depois das novas versões da Barbie, designer quer criar o “Ken real”

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A boneca mais famosa do mundo, que completou 57 anos nesta quarta-feira, é também o brinquedo mais polêmico das últimas décadas. Tanto se problematizou o corpo da Barbie (que a ciência disse ser impraticável e própria Mattel admitiu), que agora ela existe três novas versões de corpo, sete diferentes tons de pele, 24 estilos de cabelo e muitas cores de olhos. Mas se esqueceram do também popular namorado da boneca, o Ken. Recentemente, um artista gráfico, Jamie Phillips, desenhou algumas opções para tornar o boneco mais variado: negro com cabelo afro, com dad body, asiático, musculoso, hipster e gordo. Mas o projeto ficou no papel. Agora, o designer e pesquisador Nickolay Lamm quer criar, de fato, um Ken mais próximo da realidade do físico masculino.

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Para projetar uma versão próxima do real, ela se baseou nas proporções de um homem médio de 19 anos de idade. Nada de um saradão, loiro de olhos azul nem um moreno, alto (“bonito e sensual”). Mas um homem normal. Com o nome de Boy Lammily, ele virá com uma roupa casual e um livro de histórias. Quem tiver um, poderá dar outro nome para o boneco em uma espécie de passaporte online.

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Para poder colocar o projeto na rua, Lamm lançou um campanha de financiamento coletivo. Até a publicação dessa matéria, quase um terço do valor já havia sido arrecadado a meta é de U$70 mil. O lance mínimo é de U$ 17.

Aliás, foi Nickolay quem criou a primeira versão “mulher real” da Barbie, que tinha acne, estrias, cicatrizes, celulite e sardas no rosto – como muitas mulheres. Com o apelido de Lammily, a boneca tinha cabelo castanho. Ele também usou de crowdfunding (financiamento coletivo) para colocar o brinquedo no mercado. Na época, ele pretendia arrecadar 95 mil dólares, mas acabou chegando a mais de 500 mil dólares. Ela pode ser adquirida com um kit de adesivos que imitam espinhas, sardas, celulites e estrias, ao custo de U$ 6.

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– Os pais e seus filhos estavam me mandando e-mails e me perguntando onde comprar a Barbie normal, mas ela não existia – disse o criador à revista Time na época.

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Bem longe do real

Criada em 1950 com inspiração na pin-up Betty Grable, a Barbie da Mattel tem com 91 cm de busto, 45 cm de cintura e 83 de quadril. Se  fosse uma mulher real, pesaria 50 kg e teria o Índice de Massa Corpórea (IMC) 16,24, que se encaixa nos critérios de pessoas que têm anorexia. Ela também seria bem alta para os padrões normais: enquanto as mulheres têm, em média, 1,62m, a Barbie teria 1,72m.

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Aliás, se fosse uma mulher de verdade, a Barbie nem estaria viva. Idealizado pelo site Rehabs.com, um infográfico mostra que, graças a sua cinturinha fina – que comentamos no início da matéria -, a boneca de plástico só teria espaço para acomodar metade de um rim e alguns centímetros de intestino. O pescoço também não poderia ser tão longo se ela fosse de carne e osso: duas vezes maior do que o de uma mulher normal e 15cm mais fino, ele tornaria a Barbie incapaz de manter a cabeça levantada.

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