Donna viaja! No topo entre os países mais felizes, a Dinamarca é um charme

Por Ângela Bastos

A gente cresce ouvindo frases descontextualizadas. Uma delas é que tem algo de podre no Reino da Dinamarca. A expressão com origem na peça Hamlet, de Willian Shakespeare, refere-se a trágica história em que Hamlet, após saber das conspirações praticadas no palácio em que vivia, se fez de louco no estilo não estou entendendo. Um dos oficiais teria, inclusive, mandado-lhe abrir o olho. Provavelmente cunhada entre 1599 e 1602, a expressão nada tem a ver com a encantadora Dinamarca de hoje. No topo dos relatórios das Nações Unidas que a descobriu como o país mais feliz do mundo os demais são Suécia, Holanda, Suíça e Noruega esse pedaço de terra da península da Escandinávia cativa os visitantes.

Sobram-lhe belezas em suas cidades ricas de cultura, nos seus medievais castelos, nas suas 4,7 milhas de costas povoadas por centenas de praias e nas 400 ilhas de natureza primitiva. Por sinal, dizem que na Dinamarca nunca se fica a mais do que 50 milhas do mar. História, contemporaneidade; passado, futuro; patrimônio, natureza. Cheiros, cores e sabores. Copenhague, a capital, dá a partida nessa exuberância. Aliás, o visitante pode começar no segway, O Segway PT, um diciclo (meio de transporte de duas rodas lado a lado), o qual funciona a partir do equilíbrio condutor. Antes de iniciar o passeio, a empresa que aluga os diciclos faz um treinamento prático no seu pátio. Além disso, o condutor recebe capacete com um rádio acoplado. Ao longo do caminho são dadas instruções.

Aliás, Copenhague parece não ser um lugar para carros. Pedalar é preciso nas ruas da capital dinamarquesa. São muitos os postos onde os usuários podem alugar ou deixar suas bicicletas. O visitante também pode caminhar pela bonita Copenhague. Na primavera, os parques e jardins floridos pedem por isso. Nesse caso, e depois de um café de manhã de rei típico dos hoteis da cidade, pode-se pensar em comer algo mais leve. Uma dica é o Royal Smushi, onde o simpático Henrik Thielein, da Wonderful Copenhagen, costuma receber os clientes. O Royal serve smushis que são mini sanduíches preparados como sushi. O cardápio apresenta sabores variados, como salmão, frango, hambúrguer, vegetariano. Servidos em tábuas, os smushis pedem uma cerveja ou vinho. Nos dois casos, a qualidade é de primeira. O país é cercado de água por todos os lados, portanto coma muito salmão e bacalhau. Não deixe de experimentar os pães. E brinde com uma cerveja. A Carlsberg é a mais tradicional no país.

Mas é bom chegar sabendo: assim como outros países da Escandinávia, a Dinamarca é cara. O país tem sua moeda oficial, a Coroa Dinamarquesa, e mais do que usar euro, aconselha-se a troca. A moeda é diferente até na forma: tem um furinho no meio. Para se ter uma ideia dos preço: um copo de cerveja custa em torno de R$ 30. No McDonalds se gasta por um lanche cerca de R$ 30. Bem, você acha que esse papo de felicidade é furado na Dinamarca? Engana-se! Por lá, a felicidade é tão levada a sério que até criaram o Instituto da Felicidade para tentar descobrir o que faz uma pessoa feliz. Visitá-la pode ser um bom começo.

Bella Sky
É o maior hotel design da Dinamarca. É um complexo que possui vários restaurantes, bares e tem o maior centro de convenções de Copenhague. Extremamente moderno, é visto de quase toda a cidade. Tem uma vantagem: está a 15 minutos do aeroporto.

Tivoli
Seja adulto medroso, criança traquina: o parque de diversões Tivoli, em Copanhegue, precisa de uma visita. Até porquê, se a pessoa não quiser encarar algumas das maiores montanhas-russas do mundo, pode apreciar os belos jardins de papoulas ou sentar-se em um dos 40 restaurantes do complexo. Também são muitas as programações nos palcos para eventos, aquários e áreas temáticas. É o segundo mais antigo parque de diversões do mundo, sendo o primeiro, o Dyrehavsbakken, também na Dinamarca.

Hotel Danglaterre
Com uma estrela no Guia Michelin, o hotel em Copenhaque merece uma visita. No imponente prédio costumam ficar artistas e autoridades famosas. Uma curiosidade do local é que ali está a única piscina de Copenhague, uma das atrações do spa. Dizem que os dinamarqueses adoram praia. Quando é verão, correm para se banhar em suas águas ainda que um pouco frias para os costumes tropicais. Outra atração que com certeza tira o desejo de uma piscina, nem que seja em casa, é o gosto pelos parques. Piqueniques são hábitos que os dinamarqueses aprendem desde criancinhas.

Torre redonda
A Rundetårn é um dos mais antigos observatórios astronômicos da Europa e é a mais antiga ainda em uso. Situa-se no centro de Copenhague e foi construída durante o reinado do rei Christian 4. A construção da torre começou em 1637 e foi concluída em 1642. O complexo Trinitatis (a torre, a igreja e a biblioteca) foi construído para o estudo dos céus no observatório, e orar para os céus na igreja. A biblioteca foi utilizado pela Universidade de Copenhagen para cerca de 200 anos, até 1861. Durante a noite a partir de meados de outubro até meados de março, o público é convidado a vir e ver as estrelas e planetas através do telescópio poderoso do observatório.

Odense
Ao lado fica o Hans Christian Andersen Museum, que reúne o acervo, objetos pessoais e estátuas do escritor. Em uma das peças, o visitante pode mensurar a grandeza de Andersen: suas obras foram traduzidas em mais de 150 idiomas. Até para o português. Uma parte foi especialmente pensada para os leitores mirins, o Fytojet. Enquanto a criançada brinca, os adultos podem visitar o lugar mais despreocupados. Entre outras atrações de Odense está o rio, de mesmo nome, e que tem cerca de 60 quilômetros. Suas margens abrigam casas e as águas servem para passeios de caiaque e de pedalinho. Pelo leito se pode chegar ao Zoológico Munke Mose, um dos locais mais visitados. Pelo seu curso também ae chega ao Funen Village, um parque cheio estradas, com muitas árvores e onde os corvos parecem não temer a aproximação das pessoas.

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A Dinamarca é bastante conhecida pelos seus castelos medievais. O Broholm Castle, que funciona como um hotel, é um deles. O caminho para se chegar nele é muito bonito, com as margens das estradas cobertas de flores amarelas, as Colza. Delas se faz o óleo de canola. No castelo, com 700 anos de história, está contada a história dos antigos proprietários em suas paredes e mobílias. Para quem gosta de arqueologia, o hotel tem um acervo de milhares de pedaços de pedras e rochas.

* A repórter viajou a convite do VisitDenmark

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