Filme lésbico do Quênia é exibido no Festival de Cannes e faz história

Foto: AFP
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Ainda existem muitos países que proíbem a relação entre pessoas do mesmo sexo. O Quênia é um destes países e mesmo com esse preconceito, o filme Rafiki, que conta a história de um casal lésbico, foi o representante do país no Festival de Cannes, nesta quarta-feira, 9.

O filme é dirigido por Wanuri Kahiu e fala sobre lésbicas num país onde a homossexualidade é contra a lei. Inclusive foi proibido de ser veiculado no Quênia. O comitê que baniu a distribuição afirmou que ele poderia ter sido aceito, caso as personagens demonstrassem remorso por seus atos no final.

– A moral da história no filme é a de legitimar o lesbianismo no Quênia. Qualquer tentativa de introduzir e de normalizar a homossexualidade no Quênia vai contra a legislação e a constituição e isso deve ser vetado – declarou o comitê.

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Samantha Mugatsia e Sheila Munyiva em Cannes. Foto: AFP

É contada a história de Kena (Samantha Mugatsia) e Ziki (Sheila Munyiva), duas garotas que se conhecem pelas ruas de Nairobi e vivem um romance proibido. Além de escancarar a realidade homofóbica do país, o longa também mostra a dificuldade das duas em relação às famílias e a influência que a igreja exerce sobre a comunidade.

Veja o trailer:

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