Floricultura com mesa na calçada, música ambiente e arranjos empresta charme a rua de Porto Alegre

Seria apenas outra esquina movimentada de um bairro conhecido de uma grande cidade, não fosse pela banca verde repleta de flores e com som ambiente. Ao lado dela, um ombrelone abriga a mesinha com um belo arranjo e duas cadeiras dispostas na calçada. Pode parecer uma cena europeia, mas foi em Porto Alegre que Rafael Sartori do Nascimento, de 37 anos, realizou o desejo de trabalhar fora das quatro paredes de um escritório ou loja.

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Nascido em Ijuí, o administrador de empresas mora há 15 anos na Capital, onde teve seu primeiro contato com o trabalho em escritório, desempenhando funções financeiras em um banco. Sem tomar gosto pelo ambiente, decidiu mudar totalmente de vida. Após seis meses residindo em Madri, na Espanha, Rafael voltou ao Brasil e abriu seu primeiro negócio, uma empresa de passeios com cães. Meses depois, disposto a encarar novos desafios, aceitou a sociedade com um florista para, em março de 2013, inaugurar a Calle Plantas e Flores. Os papéis estavam claros: ele cuidaria de toda a parte burocrática e financeira, enquanto as flores estavam seguras nas mãos do experiente sócio.

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A parceria durou apenas dois meses e, em maio daquele mesmo ano, Rafael já experimentava o gostinho de tomar conta do projeto por inteiro: finanças, logística e claro, as flores e os arranjos. Sem conhecimento técnico, apenas guiando suas produções pelo bom gosto e pela delicadeza, o empreendedor buscou uma especialização no assunto. Em São Paulo, aprendeu técnicas essenciais para um bom florista e entendeu a importância da simplicidade e da natureza de cada arranjo. Como professora, teve a holandesa Stans Scheltinga, conhecida mundialmente por seus trabalhos florais. Com o certificado em mãos, voltou ao Rio Grande do Sul e hoje mantém os dois projetos – cães e flores.

Para a banquinha Calle, que fica na esquina da Mariland com a 24 de Outubro, a aposta é no cuidado minucioso com os arranjos e na proximidade com os clientes. Tudo é muito simples, e o perfume das flores encanta quem passa pela calçada. Na vitrine, apenas altos vasos de vidro com rosas vermelhas, astromélias, lírios, orquídeas e frésias. Rafael optou por descartar o papel celofane, que segundo ele transmite um ar bucólico e impessoal às flores. Para o acabamento, utiliza apenas ramos verdes discretos e fita floral. Quem passa por lá sempre deixa o local com arranjos muito vivos e coloridos.

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Segundo o empresário, é possível montar combinações de todos os valores, iniciando em R$ 5 e variando, em média, até R$ 70. No dia dos Namorados, os apaixonados se empolgam – e foi assim que Rafael chegou a vender um buquê de rosas vermelhas por R$ 300. Alguns clientes também o contratam para manter floridas as suas residências. Para isso, ele peregrina de casa em casa com novas plantas a cada semana. Na loja, as flores são repostas nas segundas, quartas e sextas-feiras.

Passando a maior parte de suas horas na rua e dividindo seus dias entre os cães e as flores, ele dá preferência à bicicleta para suas idas e vindas. Se pretende escolher apenas um emprego? Não. Por enquanto, Rafael está satisfeito e feliz.

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