Guia Uruguai: a natureza e as belezas do litoral uruguaio

Foto: Andréa Graiz
Foto: Andréa Graiz

Rossana Silva, Especial

Natureza, tranquilidade e ar puro estão logo depois da fronteira com o Chuy. Ao cruzar a área limítrofe entre os países, encontra-se o Parque Nacional de Santa Tereza, uma área verde de 3 mil hectares com acesso direto a quatro praias: Playa de la Moza, Playa de las Achiras, Playa del Barco e Playa Grande. Vale passar a tarde percorrendo o invernário e as trilhas em meio ao verde ou fazer um piquenique com os amigos. Se der vontade de ficar mais, é possível encontrar alojamento em cabanas ou na imensa área disponibilizada para camping – é possível escolher entre regiões com e sem energia elétrica. O local é seguro, com monitoramento do exército, supermercados e, na temporada de verão, centenas de famílias de uruguaios. A entrada custa entre R$ 10 e R$ 15, de acordo com a época da temporada.

Cabo Polonio: rústico e natural

Pamela Morrison | Foto: Maurício Capellari

Pamela Morrison | Foto: Maurício Capellari

Por Pamela Morrison, idealizadora da Feira Me Gusta

Cabo Polonio é uma reserva natural e há várias regras de preservação para mantê-la como originalmente. O acesso à praia só é feito por meio dos transportes oficiais: carretas cheias de bancos que percorrem as dunas até chegar à localidade. Não são permitidos novos moradores. Além disso, as casas não podem ser ampliadas e não há energia elétrica. São poucos os locais que têm luz, graças a geradores ou à energia solar. Nos demais, tudo é à base de velas. O hostel no qual fiquei três dias, no Ano-Novo, tinha uma placa solar. E como há dias nublados, o dono tomava o cuidado de não utilizar toda a energia no mesmo dia. Tudo é muito rústico, com direito a banhos frios e a tirar água no poço. Acompanhar o degradê de tons de rosa no amanhecer é um momento mágico.

O ritmo é tranquilo e o passeio para admirar as casas e os hostels coloridos também pode incluir visitas às lojinhas que vendem artesanato. A sensação de estar fora do mapa convida a desapegar de celular e internet – até porque é bem difícil encontrar conexão. Charmosos, os restaurantes têm decorações criativas, como um barco que serve de banco. Até o único mercado do lugar é uma atração por seu formato comprido, com os atendentes atrás de um balcão de ponta a ponta. E quando a noite chega, estar às escuras tem suas recompensas. Parece que estamos dentro de um planetário.

Foto: Andréa Graiz

Foto: Andréa Graiz

Como chegar

Como chegar: é preciso pegar uma caminhonete na entrada do parque, em Valizas. O trajeto, entre dunas, dura cerca de 20 minutos e custa cerca de R$ 25. Há estacionamento para deixar o carro até a volta.

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Vamos a la playa

A queridinha dos gaúchos: Punta Del Diablo

Mochileiros de todo o mundo se encontram nas areias e nas ruas de chão batido dessa antiga vila de pescadores em clima hippie chique. Nos últimos anos, tornou-se um dos principais destinos dos gaúchos para o Carnaval e o Ano-Novo. Ideal para quem procura pela combinação “dia de mar, noite de festa”, tem cabanas de madeira construídas em diferentes cores e casarões de famílias que se transformaram em hostels com decoração peculiar, além de opções de restaurantes sofisticados e mais baratos do que Punta del Este. Por ser uma das praias mais próximas do Brasil, pode-se estabelecer ali um quartel-general para conhecer as atrações oferecidas pela região ou se jogar na noite. Há desde bares intimistas a boliches (discotecas) movimentados. Nesta temporada, bares como o Primata e o restô Panes e Peces, com música ao vivo, estão entre os lugares mais frequentados.

Foto: Bruno Alencastro

Foto: Bruno Alencastro

Passeio pelo litoral

Por Greyce Vargas, jornalista de Zero Hora

A primeira vez que encontrei com o Atlântico no país vizinho era um janeiro inesquecível na Praia de La Moza, uma das quatro que formam o desenho do Parque Nacional de Santa Teresa. Quem vive mais ao sul do Estado está mais acostumado ao lugar. Quem sai da Capital e da Região Metropolitana precisa de oito horas até lá. Mas vale a pena. O clima é de simplicidade pura. A meia hora dali está Valizas.

Se eu puder dar uma sugestão é: tire os sapatos e coloque os pés nos gramados, na terra vermelha da estrada sem asfalto e da areia, claro. De dia, siga pela beira, atravesse o arroio e suba até o alto das dunas que separam o vilarejo do Parque Nacional del Polonio e mire o quanto puder. À noite, deixe-se guiar pelas velas e pelas luzes enjambradas nas casas e esquinas. Comi uma das melhores pizzas da vida no El del Cholo. Quer vista para o mar e um clima romântico? Vá ao restaurante La Proa.

Foto: Andréa Graiz

Foto: Andréa Graiz

Menos de uma hora adiante, chega-se a La Paloma. Dificilmente alguém descreverá o lugar da forma como merece. Reserve tempo para caminhar da Praia Grande até Balconada. Para quem curte um bom restaurante com luzinhas românticas, vai se apaixonar pelo Orishas. E o melhor do litoral uruguaio fica depois do Atlântico: é o Rio da Prata que desenha as margens de Piriapolis. Para quem quer sossego, mar e vento frio à noite, fique pela Rambla Costanera e saia de lá com a vontade de fixar endereço. Ainda dá para aproveitar o Cerro San Antonio (vá de teleférico), o Cerro del Toro e o Castelo de Piria (onde morou o alquimista Francisco Piria). Piriapolis também é detentora do título de Cidade com a Melhor Sorveteria do Mundo: El Faro. Não te arrependerás.

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