Pesquisa ressalta a forte influência da mulher negra americana no consumo

Foto: Cassius Souza
Foto: Cassius Souza

As preferências das consumidoras negras ecoam em todo o mainstream dos EUA: essa é a conclusão de uma pesquisa realizada pelo Nielsen, um dos institutos de pesquisa de mídia mais respeitados do mundo. Informa o levantamento que a expectativa de gastos total deste público é de US$ 1,5 trilhão até o ano de 2021. Uma boa explicação dada para esses números são o crescimento do número de pessoas, do aumento de escolaridade e de renda.

Ou seja, as negras americanas são ditadoras de tendência, fidelizam as marcas e, principalmente, se preocupam em passar a melhor imagem possível. Acredito que no Brasil as coisas também estão se encaminhando para resultados como esse. Infelizmente ainda não temos pesquisa com esse intuito divulgada, mas já escrevi anteriormente que as marcas devem valorizar o público feminino negro, pois estamos aqui!

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Grupo “Estaremos lá!”, conhecido após episódio de racismo em um shopping de São Paulo. Foto: Facebook/Reprodução

A pesquisa realizada tem como título African-american Woman: Our Science, Her Magic” (Tradução: “Mulher afro-americana: nossa ciência, sua mágica”) e faz alusão à hashtag “#BlackGirlMagic”, que começou a ser usada como uma forma de unir imagens e ideias que empoderem a mulher negra. Acabou tornando-se um movimento de impulsionamento do universo negro feminino que demonstra o poder de intersecção entre cultura, consumo e consciência coletiva.

Segundo a representante Cheryl Grace, da Nielsen:

“As mulheres negras são consumidoras vorazes de vídeo e outros conteúdos digitais e são líderes mesmo em categorias de mídias mais tradicionais, também são grandes fãs de revistas, mas consomem mais conteúdos multimídia em dispositivos do que qualquer outra categoria de mulheres. Tanto como consumidoras como criadoras, elas serão um excelente nivelador no futuro”.

Cheryl completa sua fala alertando que os empresários devem reconhecer essa influência intercultural no mercado. A pesquisa ainda conclui que as mulheres afro-americanas sabem de seu poder de consumo e como querem gastar seu dinheiro. O impacto dessa noção molda a cultura popular dos Estados Unidos, do entretenimento à política.

Alguma dúvida que estamos vivendo o maior momento da mulher negra mundial? Nos Estados Unidos elas são apenas 14% da população total de mulheres e estão fazendo um movimento incrível. Aqui no Brasil, somos maioria, e espero que consigamos chegar nesse patamar em breve e que sigamos na crescente de valorização da nossa imagem.

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