Martha Medeiros, colunista de Donna, comenta texto que inspirou tema do vestibular da UFRGS

Foto: Lauro Alves, 25/08/2015
Foto: Lauro Alves, 25/08/2015

Todo ano, as datas que se repetem no calendário são um desafio para escritores que têm colunas em veículos de comunicação. Com Martha Medeiros, não foi diferente no Dia dos Pais do ano passado. Colunista da revista Donna, ela escreveu em 13 de agosto de 2017 o texto Pai da Pátria, abordando a identidade nacional.

– Seja Dia das Mães ou Dia dos Pais, nessas datas a gente sempre tem que tirar um coelho da cartola. Então, em 2017, o país em meio a essa baita crise política, me ocorreu a ideia do pai da pátria, de falar que, na verdade, temos dois pais no Brasil, Dom Pedro I e José Bonifácio. E usei essa ideia para falar que, no fundo, somos uma pátria órfã – conta Martha, por telefone, na manhã desta segunda-feira.

A escritora havia acabado de ficar sabendo que seu texto foi tema da prova de redação do vestibular da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e estava relendo-o antes de conversar com a redação de Donna. Os candidatos tiveram de opinar sobre os argumentos da coluna.

– É um grande prestígio. Tenho a impressão de que deve ter sido muito bacana para eles, pois não precisam falar sobre o que eu falei, e sim sobre o que eles pensam do assunto, muito atual, com suas próprias palavras. Por serem convocados a opinar se concordam ou discordam com o texto, irá mostrar o quanto os candidatos são otimistas ou pessimistas quanto ao futuro – disse a colunista.

 

Arte: Gilmar Fraga

Arte: Gilmar Fraga

No texto do ano passado, Martha se declarou pouco otimista: “Quem me dera ser crédula, confiante” e “(…) o tempo passou e me cobrou alguma lucidez e coragem para encarar a realidade. Agora não me é mais dada a alternativa de embarcar num faz de conta, acreditar em devaneios”. Para 2018, aguarda o desenrolar dos fatos do cenário político:

– Em geral, tenho uma natureza otimista para tudo. Temos um ano muito decisivo para o futuro. Minha torcida é para que as coisas mudem. Fico muito escandalizada com a nossa moralidade como um todo e com a desfaçatez da classe política. Agora é hora de aguardar quem serão os candidatos, porque nem isso a gente sabe ainda, e torcer para que a gente consiga um representante que possa dar uma mudada.

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