Maternidade na real: conheça 7 perfis de mães que dividem a rotina e dão dicas no Instagram

Foto: Reprodução/Instagram
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Toda mãe já se sentiu sozinha em algum momento, como se só ela estivesse passando por uma determinada situação ou tivesse aquela dúvida. Pois o Instagram esta aí para mostrar que você não só tem companhia, como a inspiração de outras mulheres. Ganham espaço na rede social perfis de mães que se dedicam a debater a criação dos filhos, dar dicas práticas e dar a real sobre a maternidade. Selecionamos sete influenciadoras que vale a pena seguir:

Maria Emilia Dinat

Mãe de três filhos, de seis, quatro e um ano, a fotógrafa e produtora de conteúdo conta sua rotina com as crianças e reflete sobre a maternidade. Seus textos, sempre com muita sensibilidade e ironia, falam sobre as dificuldades e as delícias de ser mãe. Ela já apareceu aqui em Donna quando relatou sua rotina de mãe nos Stories.

Flávia Calina

A brasileira radicada nos Estados Unidos é professora, adepta do método montessoriano. Casada e com dois filhos, uma de cinco e um de dois anos, Flávia debate a educação infantil e ensina atividades para fazer com as crianças – também no YouTube.

Com essa cara de safado ele consegue muita coisa 😂😂😂😂😂❤️❤️❤️❤️❤️ Mas brincadeiras à parte, eu queria falar um pouco sobre a percepção de algumas pessoas (que deixam nos comentários) sobre eu ser “permissiva” em algumas situações. O que aconteceu nesse dia foi que o Henrique pegou o balde de bolinhas de gel e decidiu jogar todas elas no chão. Em nossa cabeça adulta, devido às nossas experiências, isso não é certo de fazer. Pensamos em mil possibilidades: bagunça, pode escorregar e machucar, bagunça 😂, etc. Para o Henrique era apenas um teste. Um teste pra ver no que ia dar. Se eu fico brava e já repreendo ele, qual a mensagem que eu passaria? A de que a mamãe está brava, e é melhor eu correr e me esconder dela, ou é melhor eu recolher as bolinhas para ela ficar feliz, porque não gosto quando ela fica brava. Vocês vêm algum problema nisso? Pra mim o problema é que o foco está todo em mim, tudo para agradar a mamãe e não para aprender o certo do errado. Quando falo calmamente: você jogou as bolinhas no chão e a cozinha ficou bagunçada, vamos recolher juntos? Ou: você jogou as bolinhas no chão e isso é perigoso, o chão fica escorregadio, vamos pegar as bolinhas juntos? Assim, o foco do problema ficou no problema e não em mim, não na culpa que ele pode sentir de ter me deixado chateada. Faz sentido isso pra vocês? Como vocês enxergam essa situação? #educaçãoinfaltil #educaçãocomconsciência

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Fernanda Marques

Radicada nos Estados Unidos, Fernanda fala sobre maternidade consciente e educação infantil. Ela compartilha relatos sobre como cria seu filho Liam, de três anos, como a vez em que contou como estava ensinando o garoto a pedir desculpas e ele achando que pedir perdão era um passe livre para agir como quisesse.

“Mamãe, mamãe! Olha o que eu ganhei!” Disse Liam, no meio da cozinha, rodeado de sacolas, com um carrinho vermelho na mão. Ele e o pai haviam acabado de voltar do mercado. “Legal, filho!” Eu tento retribuir o entusiasmo mas olho meio torto para o Ray. Tudo que Liam menos precisa é de mais carros e eu não gosto da ideia de comprar brinquedos para ele assim do nada, durante uma simples ida ao mercado. . Ray, que bem sabe desse meu posicionamento, foi logo se explicando: “Liam ganhou um carrinho porque fez um excelente trabalho me ajudando com as compra.” Ao que eu viro para o Liam: “Que bom saber que você ajudou seu pai! E que legal que o papai quis fazer algo gentil para retribuir. Mas não precisava, né filho? Você ajuda com as compras porque você mora nessa casa e as compras também são para você. Você ajuda porque somos um time e dividimos as responsabilidades, né?” . Liam foi brincar com seu mais novo brinquedo e eu fui ajudar Ray a guardar as compras. Ray se justifica: “Eu estava tentando ensiná-lo sobre o valor do trabalho. Ele precisa aprender que as coisas que queremos não aparecem como mágica. Elas são fruto de esforço.” “Ok”, respondo eu, “concordo com você que essa lição seja importante. Mas não dessa maneira. Liam não deve receber presentes ou mesadas por cumprir com suas responsabilidades e tarefas ou por fazer algo gentil. Ele deve fazer isso porque é a coisa certa. Não porque será recompensando. No momento certo podemos introduzir uma mesada e podemos ensiná-lo sobre o valor do dinheiro. E se quiser ganhar mais, podemos negociar e ele pode fazer tarefas que sejam para além das obrigações dele. Mas ele ainda é novinho para isso.” . Uma das perguntas que mais tenho recebido por aqui ultimamente é como navegar as discordâncias de estilos parentais com o parceiro. Eu não tenho outra resposta que não essa: a base de muita conversa, sempre! É preciso entender que seu parceiro, assim como você, busca o melhor para o filho. E, tendo personalidade e vivências diferentes das suas, é normal que exista uma discordância na maneira como vocês educam. Mas uma coisa é educar diferente outra coisa é um parceiro que não quer se dar ao trabalho de educar.

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Carolinie Figueiredo

Ela deixou a carreira de atriz para investir em sua faceta educadora e dar cursos sobre disciplina positiva: mãe de dois filhos, debate sobre violência obstétrica, amamentação e reflete sobre como é criar uma menina e um menino.

Há 3 gerações as mulheres da minha família tem o primeiro filho aos 21 e seguem o resto da vida vivendo em função dos filhos. Aos 2 minha filha já amamentava o caçula e segurava a mais velha pendurada pelo pescoço por todos os lados. As crianças reproduzem o que recebem. Eu passava meus dias assim: o mais novo pendurado no peito (livre demanda total até um ano e oito) e fazendo de tudo pra ter a mais velha por perto. Quando eu era criança lembro de dizer que não ia querer ter filhos. Minha mãe e minha avó me mandaram dar tapinhas na minha boca e pedir perdão a Deus “Não diga isso nem brincando, filho é o maior presente que uma mulher pode receber”. Eu que sempre fui obediente – minha rebeldia foi tardia – aos 21 já estava batendo ponto das mulheres da minha família que paralisaram os sonhos profissionais pra serem mães (e as melhores, as mais dedicadas e também as que ainda pensam que sacrifício e abnegação = maternidade). Esse mês minha filha mais velha me disse: “Eu não quero ter filhos” . Respirei fundo: fui na minha infância, passei pela minha avó e pela minha mãe e disse: “Tudo bem filha, isso é uma escolha sua. Você é livre”. 🔆

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Senhora Troll

Direto de Orlando, compartilha sua rotina como mãe de primeira-viagem: fala sobre o cuidados e desenvolvimento do bebê – seu filho tem sete meses –, debatendo temas como introdução alimentar e amamentação.

Chloe and beans

Chloe é australiana, tem seis filhos, todos veganos, uma linda timeline no Instagram. Ela educa as crianças em casa e compartilha suas crenças e seus métodos, como a aposta em brinquedos sem gênero, roupas coloridas (para além do azul de menino e rosa de menina) e muita leitura.

Lua Fonseca

Educadora parental, mãe de quatro filhos, e facilitadora de diálogos familiares. Com essas credenciais, Lua escreve textos cheios de sensibilidade sobre como educar as crianças, entre um e 10 anos, compartilhando histórias de sua rotina doméstica.

Meus superpoderes tiraram férias esse final de semana e ficamos todos bem ruins aqui em casa. Começou na quinta com Teresa vomitando 8 vezes (e eu rezando para aquilo terminar porque já não tinha mais lençol para trocar!) e se estendeu até segunda-feira, quando eu acordei com dor de cabeça, dor de barriga e sem marido, que tinha viajado no domingo para começar a semana em um trabalho fora. Claro que na geladeira não tinha nenhuma fruta e a última fralda de Joaquim eu encontrei por sorte, na mochila de passeio. (Alguém se identifica?) Pensei rapidamente que aquilo tudo poderia ser um prenúncio de uma semana bombástica e a dor de cabeça aumentou. Então, resolvi pensar novamente: porra nenhuma! Quem manda nessa energia sou eu. Vamos lá! Coloquei os menores no carro e fui até a banca de frutas e farmácia, comprei pão e pronto. João ficou em casa dando uma geral na pia de pratos do jantar, por livre e espontânea pressão. Quando voltei, estava exausta, sem forcas mesmo, mas ainda tinha que alimentar 4 crianças e eu. Anunciei: preciso da ajuda de todos. Estou me sentindo doente e cansada. Como vocês vão se dividir? Irene e Teresa foram forrar a mesa e João ficou na cozinha comigo. Primeiro ele tentou cortar o pão com a faca de passar requeijão e aquilo não deu muito certo, o que deu início a uma série de reclamações em voz alta, para que eu ouvisse e resolvesse o problema. Dei a faca correta e mais um pão para ele reiniciar o processo. -Ahhhhhh eu não sei fazer isso! Sou muito burro! (lágrimas nos olhos, muitos gestos com as mãos e uma pitada de drama leonino) -Calma, filho. É só um pão. Concentra que você vai conseguir. -Não sei fazer isso. Sou incapaz de cortar um pão. -Olha, eu tenho certeza que você é capaz. Tanta certeza que vou me sentar na mesa e te esperar lá, porque, como já disse, eu tô morta e tá todo mundo com fome. -E você não vai me ajudar??? (lágrimas nos olhos, muitos gestos com as mãos e uma pitada de drama leonino) -Você vai tentar mais uma vez. Se não conseguir, me chama que te ajudo. E sai, sem nem olhar para trás, para não ver os olhos revirados. (Continua nos comentários)

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