Primeiro museu feminista do mundo abre as portas na Suécia

Como forma de ressaltar a importância delas na sociedade, foi inaugurado neste sábado, na Suécia, o Museu da História da Mulher, que se apresenta como o primeiro museu feminista do mundo

Maria Perstedt, diretora da instituição, ressaltou a importância da iniciativa pioneira:

— É o único [estabelecimento] do mundo dedicado ao lugar ocupado pela mulher na história, no presente e no futuro.

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Esta orientação específica o distingue dos demais museus dedicados às mulheres e sua história.

— Nós queremos explorar diversas perspectivas: em larga escala, tratando as relações entre os sexos e o poder; e numa escala individual, dando protagonismo aos objetos e às narrativas —, conta.

alexis-bledel-rosie-the-riveter-photoAtriz Alexis Bledel recria a icônica imagem da pin-up feminista em destaque na matéria

O museu, totalmente financiado pelo município, não tem coleção permanente. Oferece duas exposições paralelas permanentes: uma sobre o envelhecimento e outra chamada “Raízes”. A entrada é gratuita e a diretora não informou estimativas sobre o número de visitantes.

— Precisamos de um museu como esse, já que as mulheres foram excluídas da escrita da História, já que são os homens que a contam —, afirma Hannah Lemoine, consultora de igualdade para a empresa AddGender.

— O fato de que o lugar das mulheres na História seja mostrado é um sinal de que o estatuto das mulheres na sociedade aumentou —, comemora.

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Beyoncé também recriou a imagem 

 

País feminista

Na Suécia, o feminismo faz parte do cotidiano. Segundo uma pesquisa encomendada pela rádio estatal SR em agosto, cerca da metade dos eleitores do país se apresentam como feministas. O partido Iniciativa Feminista, contudo, não conseguiu integrar o parlamento – após obter menos de 4% dos eleitores, limite para eleger um representante.

— Os outros partidos dizem ser feministas para atrair eleitores —, garante Maud Eduards, professora de ciência política da Universidade de Estocolmo.

O primeiro-ministro sueco, Stefan Lfven, ganhou a opinião pública após ter afirmado, em 2012, ser feminista: “sou feminista e ponto final”. Seu predecessor, Fredrik Reinfeldt, sempre se negou a empregar o termo, o que lhe rendeu inúmeras críticas.

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** Com informações da AFP

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