Só dá elas: 5 escritoras para conhecer já

Por Cíntia Moscovich

Aproveitando a deixa do Dia Internacional do Livro, neste domingo, pedimos a Cíntia Moscovich para listar cinco escritoras daqui que você precisa ler e conhecer. Confira as dicas da autora premiada de títulos como Essa Coisa Brilhante que É a Chuva e Por que Sou Gorda, Mamãe? e patrona da 62ª edição da Feira do Livro.

Renata Wolff

Foto: Alina Souza, divulgação

Foto: Alina Souza, divulgação

Fim de Festa (Terceiro Selo/Dublinense), livro de estreia de Renata Wolff, me surpreendeu na primeira linha do primeiro conto. É certamente uma das autoras que seguirão carreira. Ela domina, muito, a forma clássica do conto, coisa que é uma pedreira. Não titubeia, ou parece não titubear: escreve com naturalidade, com fluência, com verdade. Vai nos trazer boas notícias em futuro próximo, tenho certeza.

Tatiana Druck

Foto: João Cerbaro, divulgação

Foto: João Cerbaro, divulgação

Com dois livros de poesia publicados, Par e Ímpar (Mecenas) e Antes Arte do que Nunca (Gazeta), Tatiana é daquelas autoras que usa o humor como arma. Dona de uma ironia delicada e ferina, ela não perdoa nada de ninguém, porque o que importa para ela é a graça e o verso. Tem que ser lida. E muito.

Natália Borges Polesso

Foto: Mateus Bruxel | Agência RBS

Já no primeiro livro, Amora (Não Editora), Natália mostrou que não estava brincando. Com contos centrados na homossexualidade feminina, a autora escolheu uma temática que, se não chega mais a ser tabu, tampouco representa o paraíso. Vencedora dos prêmios Jabuti e Açorianos e finalista da segunda edição do Prêmio Donna Mulheres que Inspiram, ela anda com segurança no tema porque tem segurança no que mais importa: sabe narrar, e bem. Isso, conhecer o metiê, é seu maior trunfo.

Julia Dantas

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Foto: Mateus Bruxel | Agência RBS

Com Ruína y Leveza (Não Editora), a gaúcha inicia uma carreira exemplar como romancista. Com uma prosa muito rica, ela explora ambientes claustrofóbicos, escuros, subterrâneos e, mais do que tudo, estrangeiros. Em Lima, na capital peruana, Sara, a protagonista, vagueia, como sem ter noção do que está fazendo lá. Logo, sobre ela se precipitam fatos capazes de estremecer a própria terra. E todas as certezas. Autora de futuro!

Margarete Hülsendeger

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Foto: arquivo pessoal

Professora de Física, Margarete é autora de E Todavia se Move (Epur si Muove), da EDIPUCRS, obra que consegue unir ciência e ficção. Com conhecimento exemplar da técnica do conto, a autora busca material para a prosa em figuras que revolucionaram o conhecimento (e o destino) da humanidade: Paracelso, Einstein, Kepler, Galileu – só para citar alguns exemplos. Leitura absolutamente deliciosa. Ela também lançou, em 2014, pela mesma editora, Um Diálogo Improvável: Homens e Mulheres que Fizeram História.

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