#StandUpWorldCup: campanha alerta sobre aumento da violência contra as mulheres na Copa do Mundo

Se engana quem pensa que a Copa do Mundo só traz felicidade. E nem estamos falando sobre os times derrotados, as lágrimas após a derrota ou a perda do melhor jogador na reta final. O lado triste e violento do Mundial teve reflexos pesados e indesejados na Inglaterra e na Costa Rica.

Ambas seleções, que iniciaram a disputa no Grupo  D, tiveram notícias nada positivas vindas de seus países. Os ingleses são autores de um estudo detalhado sobre o aumento de agressões domésticas após derrotas — e vitórias — da seleção nacional.

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Apenas durante os torneios, os índices aumentaram 38% após as derrotas e a desclassificação inglesa. O estudo, que acompanhou as Copas de 2002, 2006 e 2010, também constatou que a violência sobe 26% após vitórias do time. Já na Costa Rica, a polícia atendeu cerca de 300 atendimentos a mulheres após cada um dos três primeiros jogos disputados pela seleção no Brasil. Seguindo a média costa-riquenha,  até a eliminação da equipe, foram mil e quinhentas agressões.

Contra os números abusivos e os atos irracionais provocados, na maioria dos casos, pela ingestão exagerada de bebidas alcoólicas, a Tender Education and Arts, instituição britânica de caridade, produziu a campanha #StandUpWorldCup, traduzido literalmente como “Mantenha-se firme, Copa do Mundo”.

Para alertar cidadãos do mundo inteiro, a campanha veiculou um vídeo no Youtube. Sem muito esforço, a produção demonstra como é ávida a torcida feminina durante os jogos da Inglaterra e o tamanho da decepção e do medo após a derrota.

Confira:

Os dizeres ao final do vídeo são significativos, como “Ninguém torce mais pela vitória inglesa do que as mulheres.” e “A violência doméstica cresce 38% após a eliminação da seleção da Inglaterra.”

A ação costa-riquenha veio através do próprio time, que postou, no perfil oficial do Twitter, uma foto dos jogadores com cartazes dizendo “Não à violência. Cuidamos de todos.”

Seleção Costa Rica campanha contra violência doméstica

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