Tenistas que participam do Brasil Tennis Cup, em Floripa, abusam do estilo nas quadras

Bethanie Mattek-Sands, uma das estrelas do evento, já foi apelidada de “Lady Gaga do tênis”
Bethanie Mattek-Sands, uma das estrelas do evento, já foi apelidada de “Lady Gaga do tênis”

O Brasil Tennis Cup, torneio do circuito mundial de tênis feminino da Associação Internacional de Tênis Feminino (WTA), começou neste fim de semana em Florianópolis reunindo atletas do mundo inteiro. Elas ficam na cidade pelos próximos 15 dias entre o início dos treinos e o fim do torneio. O evento ocorre no Costão do Santinho até o dia 1º de agosto, sempre a partir das 10h, com entrada gratuita. Assim como o esporte evoluiu nas quadras, os uniformes também passaram por mudanças.

O nome mais forte neste quesito é Maria Sharapova. Há anos ela chama atenção dentro e fora das quadras tanto pela beleza quanto pelo figurino. Outra sempre lembrada é Bethanie Mattek-Sands, famosa não só pelos 15 troféus que possui nas duplas do circuito WTA, mas também pelas roupas coloridas e excêntricas. Já entrou em campo usando chapéu de caubói ou uma roupa com estampa animal print. Certa vez vestiu um uniforme de futebol. Sem contar os cabelos, que já surgiram de várias cores rendendo o apelido de “Lady Gaga do tênis”.

Maria Sharapova, que não estará em Santa Catarina, é sempre lembrada pelos looks

Maria Sharapova, que não estará em Santa Catarina, é sempre lembrada pelos looks

 

Nem sempre tão ousados quanto as roupas de Bethanie, os uniformes de hoje tiveram uma evolução interessante. No início do século 20, por exemplo, era comum ver jogadores com calças compridas, gravatas e sapatos. Para as mulheres, saias compridas, lã e muitas vezes pele de animais. As blusas necessariamente cobriam ao menos os cotovelos. Mas a moda evoluiu e a partir da década de 30 as mulheres foram autorizadas a usar saias acima do joelho. Os homens tiveram que esperar um pouco mais para abandonar as calças e adotar os calções.

O caso mais famoso de um traje que foi além das quadras é o de René Lacoste, apelidado de “o crocodilo”, criando algumas das primeiras peças inteiramente destinas ao esporte em 1926, que depois geraram a famosa grife de roupas. Até então utilizavam-se como uniforme camisas de mangas compridas, calças e gravatas. A inspiração de Lacoste veio dos suéteres que os jogadores utilizavam para jogar polo. Sua adaptação para o tênis gerou a camisa polo como conhecemos hoje.

Na década de 1930, o uniforme de Hellen Wills Mood

Na década de 1930, o uniforme de Hellen Wills Mood

Algumas regras individuais de vestimenta permanecem em cada torneio como em Wimbledon, que só aceita uniformes na cor branca.

As saias nunca foram abandonadas pelas meninas, mas cada vez mais a estética juntou-se à preocupação de aumentar a performance e eficiência. Atualmente, a vestimenta característica do tênis feminino ainda é a camisa polo de poliéster, a sainha (com shorts por baixo) e o vestido. Com essa ideia de alinhar desempenho, eficiência e estética, marcas esportivas criam diversas linhas.

– Há alguns anos as peças eram mais clássicas. As mulheres usavam polo e gola, o vestidinho era mais comprido. Hoje em dia vemos elas com decote, saia mais curta. Mas a inspiração estética é evidente. É comum o uso de tecidos com estampas coloridas – analisa a gerente de vestuário e acessórios da Asics, Tatiana Mancini.

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