Pé na estrada: dicas para quem curte uma aventura no Brasil e pelo mundo

Vulcões na Costa Rica - Foto: Divulgação
Vulcões na Costa Rica - Foto: Divulgação

Viajar para lugares remotos ou mesmo para destinos mais próximos em busca de aventura: #quemnunca? Seja você um estreante na prática ou um viajante experiente, sempre é interessante descobrir novos destinos ou revisitar locais que sejam referência em diferentes modalidades.

Para quem já está planejando a próxima partida em busca de novos desafios que envolvam mexer o corpo, explorando o melhor de cada cidade em diferentes continentes, eis um roteiro feito sob medida.
Convidamos o viajante Beto Conte para compartilhar dicas a quem deseja novidades e clássicos de aventuras.

Engenheiro civil e arquiteto por formação, Beto é diretor do STB Trip & Travel, agência especializada em intercâmbios e viagens personalizadas. Apaixonado por viagens, ele já percorreu 132 países e gosta de conciliar suas viagens com atividades junto à natureza.

Aqui, inspire- se nas dicas de destinos do Brasil e do Exterior selecionadas para quem tem apenas dois dias disponíveis ou até duas semanas – e muita disposição para não ficar parado.

TREKKING

No Brasil: Chapada Diamantina Região renomada no século 19 por seus diamantes, atualmente atrai turistas por suas trilhas em meio a uma natureza exuberante.

Beto Conte na Chapada Diamantina

Beto Conte na Chapada Diamantina

• Quando ir: na época de seca, que vai de abril a outubro, sendo que para fazer a Trilha do Pati, uma das mais legais do planeta, o ideal é no meio do ano.
• Quanto tempo ficar: uma semana, com pelo menos três dias no povoado de Lençóis, uma noite no Vale do Capão e terminando com última noite em Andaraí.
• Dica do Beto: “Considero imperdível o Vale do Pati, considerada a terceira trilha mais famosa do mundo depois da Trilha Inca e do caminho de Santiago de Compostela. Trata- se do sonho de todo caminhante por uma natureza intocada e única, com alojamento em casa de nativos e comida com ingredientes da roça, com muito banho de rio de cachoeiras ao longo do caminho”.

No Exterior: Pico Turquino, Cuba

Pico Turquino

Pico Turquino

• Quando ir: de novembro a março, quando o clima é mais seco e as temperaturas, mais agradáveis
• Quanto tempo ficar: a subida ao cume do maior pico de Cuba, com 1.976 metros, pode ser feita em um dia a partir de Santiago de Cuba.
• Dica do Beto: “Sugiro incluir duas noites em Santiago de Cuba para ter a experiência de um dia na Sierra Maestra. Inesquecível é sair de madrugada de táxi para chegar ao amanhecer na entrada do Parque Nacional da Sierra Maestra, onde começa a trilha de apenas 18 km, mas continuamente íngreme, do nível do mar ao topo do pico Turquino. É um árduo percurso, refrigerado pelas sombras das árvores e som dos pássaros”.

MONTANHISMO

No Brasil: Monte Roraima Com 2.875 metros, um dos platôs nas montanhas entre o Brasil, Venezuela e a Guiana, um cenário único no planeta.

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• Quando ir: de setembro a março.
• Quanto tempo ficar: 10 dias, com três noites no topo.
• Dica do Beto: “Combina montanhismo e ecossistemas diversos, além dos mistérios e das lendas que fazem parte do imaginário do local, como a dos índios Caribés, de que o local seria a morada do Deus Macunaíma”.

No Exterior: Himalaia, no norte da Índia, Nepal e Tibete O mais clássico e objeto de desejo de todo montanhista é o Everest Base Camp, pernoitando em povoados tibetanos, em tenda com nômades sherpas e nas ruínas do mosteiro budista de Rongbuk a 4.980 metros.

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• Quando ir: de setembro a novembro, após o período de chuvas e antes do frio do inverno.
• Quanto tempo ficar: duas semanas, incluindo o período de aclimatação, para 12 dias de caminhada.
• Dica do Beto: “Aconselho o trekking pelo lado nepalês, que é mais popular, pois se consegue chegar de avião até Lukla de onde se vai até o campo base do monte Everest, a 5.364 metros”.

SKI

Montanhas rochosas canadenses

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• Quando ir: de dezembro a março.
• Quanto tempo ficar: três noites.
• Dica do Beto: “Já tendo esquiado nas montanhas rochosas americanas e na costa leste canadense, me encantei ainda mais com o Oeste do Canadá. Recomendo ficar baseado em Banff, que oferece desde pousadas até o Fairmont Banff Springs, um marco na cidade. De lá, é fácil o acesso ao Lake Louise Ski Resort e o Sunshine Village, o meu preferido no coração do Parque Nacional de Banff, que se estende por 1.320 hectares em três montanhas. É a imensidão da natureza por excelência”.

ECOTURISMO

No Brasil:
Bonito

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• Quando ir: de dezembro a março, apesar de ser o período das chuvas, a vegetação está verde, o nível dos rios está alto e as cachoeiras, caudalosas.
Quanto tempo: uma semana ( cinco dias em Bonito e dois no Pantanal).
• Dica do Beto: “ Um ótimo programa familiar que atende a interesses de todas as idades, com excelente estrutura turística. Importante já sair com as reservas de cada passeio, pois há um número limitado de participantes em cada horário. Curta a diversidade das atrações, desde banho nas cachoeiras, rafting, cavernas, flutuação e trilhas”.

No Exterior:
Costa Rica
País que conta com vulcões ativos, parques nacionais com grande biodiversidade, praias e montanhas

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• Quando ir: de dezembro a abril, período das secas.
• Quanto tempo ficar: uma a duas semanas.
• Dica do Beto: “Sugiro o programa da Costa Rica Hiking Tour, a maior empresa de Active Travel com caminhadas nas montanhas, bosques e praias do país, uma combinação perfeita de esporte e natureza”.

SAFÁRIS

Quênia e Tanzânia

• Quando ir: de julho a setembro, quando ocorrem as grandes migrações de gnus e zebras.
• Quanto tempo ficar: uma semana ( para ir a pelo menos três parques nacionais diferentes).

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• Dica do Beto: “Tive experiências fantásticas de vida selvagem na África do Sul, Namíbia e Botsuana.
Mas foi o passeio de balão sobrevoando manadas de milhares de gnus e zebras no parque nacional de Masai Mara uma das imagens mais marcantes da minha vida. É possível ainda participar de expedições da National Geographic explorando as savanas africanas com especialistas internacionais”.

MERGULHO

No Brasil:
Fernando de Noronha
• Quando ir: em setembro e outubro, quando o mar está calmo e a visibilidade chega a 50 metros
• Quanto tempo ficar: uma semana
• Dica do Beto: “Considero o melhor lugar no Brasil para apreciar nossa rica fauna marinha em meio a um cenário de rara beleza. Sugiro intercalar um dia de mergulho com outro de trilhas para apreciar a ilha pela terra e pelo mar.”

No Exterior:Maldivas

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• Quando ir: de dezembro a março, época das secas.
• Quanto tempo ficar: uma semana.
• Dica do Beto: “Um lugar único no planeta com as ilhas de nosso imaginário com suas palmeiras e areias claras. Independentemente da ilha- -resort escolhida, as oportunidades de mergulho são ilimitadas. Na minha última estada, fiz um mergulho de naufrágio – as águas são tão claras que parecia estar sobrevoando o navio encalhado. Recomendo! Para ficar no mais alto estilo, a dica é o resort Six Senses, em Lamuu Atoll, que oferece mergulho e surfe na mesma ilha”.

BICICLETA

Provence, sul da França
• Quando ir: de junho a agosto para ter os campos de lavandas floridos.

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• Quanto tempo ficar: uma semana.
• Dica do Beto: “Para uma pequena extravagância sugiro uma bike trip da Butterfield& Robison pela pitoresca região do Luberon na Provence, pedalando ao longo do dia, com paradas para piquenique em locais cênicos e pernoitando em hotéis de charme, combinando bem esporte e conforto”.

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