Donna Talks convida as famílias a falar sobre os primeiros mil dias de vida das crianças

Tudo são fases”, ouvem o pai e a mãe a cada novo desafio na criação dos filhos. E é mesmo verdade: as etapas do desenvolvimento infantil começam antes do nascimento do bebê, já na barriga da mãe, e desde o primeiro minuto de vida passam a se suceder rápida e intensamente. Como é o jeito certo de amamentar? Em que dia começo a dar alimentos sólidos? São tantas dúvidas nos primeiros anos de vida que a consulta a especialistas torna-se constante.

Para ajudar nesta empreitada, Donna programou uma tarde para debater as principais questões desta fase inicial dos pitocos. Vem aí, no dia 29 de maio, o Donna Talks: os primeiros 1.000 dias. A jornalistaVanessa Martini, colunista do site Revistadonna.com e autora do blog Mãezinha Vai com as Outras,media o bate-papo com profissionais de saúde, focados em temas como sono e alimentação. O encontro termina com uma descontraída conversa com os comunicadores (e pais) Marcos Piangers, Carla Fachim e Alice Bastos Neves.
O evento terá ainda serviços de beleza para as mães, área de jogos para os pais e um espaço kids para a criançada.

Como participar

• Donna Talks: Pais & Filhos – Os primeiros 1.000 dias
• Dia 29 de maio, domingo, das 14h às 18h30min
• Na Merci Casa de Festas (Alameda Coelho Neto, 100 – Boa Vista)
• Informações: revistadonna.com ou pelo telefone (51) 9910-7978
• Ingressos: R$ 200 (casal) e R$ 120 (individual). Crianças não pagam. Sócios do Clube do Assinante têm desconto de 25% em todos os ingressos. Compre os ingressos aqui.

PROGRAMAÇÃO
• 14h às 18h30min – Mostra de produtos e serviços
• 14h30min às 15h – Sono e os primeiros dias do bebê, com Mariana Zanotto Alves
• 15h às 15h30min – Cuidados com a saúde bucal, com Claudia Mezzomo
• 15h50min às 16h20min – Cuidados com a alimentação dos pequenos, com Rita Cherutti
• 16h20min às 16h50min – Amamentação, com Rosane Baldissera
• 17h às 18h – Mesa-redonda com Marcos Piangers, Carla Fachim e Alice Bastos Neves.


VAMOS FALAR SOBRE …AMAMENTAÇÃO

Você sabia que os primeiros mil dias de vida de um bebê influenciam até no padrão de saúde quando adulto? É por isso que oferecer proteção, aconchego e alimentação adequada nessa fase são medidas essenciais que garantem saúde ao longo da vida. A nutricionista Rosane Baldissera, consultora internacional em amamentação certificada pelo IBLCE (International Board Lactation Consultant Examiners), destaca a importância do aleitamento materno exclusivo nos seis primeiros meses de vida do bebê:
– A amamentação exerce um papel fundamental, pois o leite materno fornece nutrientes nobres e específicos para a espécie humana, em quantidades adequadas e equilibradas. Além disso, o aleitamento materno previne inúmeras doenças na infância e ao longo da vida.

VAMOS FALAR SOBRE …SONO
O sono é responsável por regular e garantir o funcionamento do nosso corpo. Sem ele, a saúde física e até emocional corre riscos e pode comprometer as relações interpessoais. Quando dormimos mal, ficamos inquietos, irritadiços e impacientes. Isso vale tanto para mães quanto para filhos, aponta a doula e parent coach Mariana Zanotto Alves, orientadora em cuidados com recém-nascidos.
– Podemos observar isso quando, em alguns momentos do dia (ou da noite), lidamos com longos períodos de choro sem aparente explicação – exemplifica.
Mariana explica que a ideia geral é que os bebês choram por dores ou “cólicas” causadas pela prematuridade de seu sistema digestivo. Mas nem sempre esta explicação é a única possível:
– Estudos apontam que a verdadeira causa do choro pode estar relacionada à falta de descanso e ao excesso de estímulos.

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VAMOS FALAR SOBRE …SAÚDE BUCAL
Os cuidados com os dentinhos do bebê começam já na gestação. As mães precisam redobrar os cuidados com a saúde bucal durante a gravidez, pois alterações hormonais e outros fatores podem aumentar a ocorrência de inflamação gengival (gengivite) e, em graus mais avançados, periodontite. Esta, por exemplo, pode desencadear desde partos prematuros e nascimentos de bebês com baixo peso, segundo estudos da área. A dentista Claudia Mezzomo chama atenção para a importância do pré-natal odontológico na gestação, para tratar problemas bucais que possam comprometer a saúde de mãe e filho. A primeira consulta ao odontopediatra deverá ser feita por volta dos seis meses para orientações sobre a melhor forma de higienização e avaliação da cavidade bucal do bebê.
– É de extrema importância, pois será o primeiro contato do bebê com o dentista e ajuda a estabelecer uma relação de confiança. Tem que ser um momento agradável para a criança – avalia Claudia.
Os pais também são orientados sobre desenvolvimento e crescimento dos ossos e musculaturas faciais, bem como a relação de hábitos de sucção (como dedo, chupeta, mamadeira) com as malformações e malposições dos ossos e dentes.

VAMOS FALAR SOBRE …ALIMENTAÇÃO
É sabido que a mãe é a primeira fonte alimentar da criança, desde a gravidez e também depois, durante a amamentação. Ao nascer, a criança começa a moldar seu paladar e sua futura relação com os alimentos. A nutricionista Rita Cherutti indica que, na hora de iniciar a introdução das comidas sólidas, é preciso fazer essa transição com calma, começando por frutas e logo depois os vegetais.
– O importante é apresentar os alimentos sem estressar a criança. Não gostou da papinha? Não force, não fique frustrada e não deixe a criança perceber isso. Tudo é uma questão de tempo para o bebê e para a mamãe, e deve ser desenvolvido de forma positiva.
A partir dos dois e três anos de vida, o filho começa a entender o “não” e inicia-se o processo de testar os limites, que também se reflete na aceitação dos alimentos. É quando começará a descobrir seus gostos próprios. Rita indicará, no Donna Talks, técnicas para ajudar pais e mães a incentivarem uma relação saudável dos pequenos com as comidas oferecidas.

Leia a seguir depoimentos do trio de pais & comunicadores que irá participar do Donna Talks:

Carla Fachim, mãe do Lorenzo, dois anos

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“Eu sabia que seria uma mudança na minha vida, mas confesso que desconhecia a intensidade dessa experiência. O bebê real é uma avalanche na vida da gente, é intenso em todos os aspectos. E eu mergulhei de cabeça, sem economia de amor e entrega. A chegada do Lorenzo despertou em mim muitos sentimentos maravilhosos. O amor incondicional, a sensação de plenitude, a satisfação com a simplicidade. Qualquer sorriso tímido do meu bebê é um prêmio milionário. E quanto mais tu recebes, mais quer dar. Um vício dos mais saborosos. Cada beijo, cada abraço, cada gesto de carinho faz meu corpo transbordar de felicidade. Ouvir “mamãe” é uma poesia para os meus ouvidos. A palavra zelo passa a ser a companheira diária. O bem-estar dele representa a sensação de dever cumprido e paz no coração.
Mas, claro, nem tudo é perfeição. O filho “chega chegando”, sem te dar tempo para mais nada. No começo, é a adaptação da tua vida e a formação do vínculo, as mamadas de três em três horas e o “combo”: 20 minutos para o arroto, troca de fraldas e umas regurgitadas de vez em quando. O banho da mãe é rápido, o creme hidratante fica pra depois, dormir uma noite inteira é passado. Soneca? O que é isso? Comer comida quentinha é um luxo. Sentar à mesa sem levantar o tempo todo é um desafio. As saídas são rápidas e muito programadas, sendo que a preocupação com o mundo lá fora ganha proporções inimagináveis até então. Em muitos momentos, me vi esgotada, exausta, submersa num universo totalmente desconhecido e numa redoma criada pelas neuras que nascem junto com a maternidade. Para ser sincera, é tudo tão intenso que a gente não se dá conta de que passa e passa rápido, viu? Quando cai a ficha, a fase já é outra (das papinhas, dos suquinhos, dos caldinhos de feijão etc). Chega a hora da adaptação na escolinha (essa é de cortar o coração!), começam as primeiras palavras, os primeiros passos, a transformação da casa… A minha virou um parque de diversões: carrinhos, caminhões e brinquedos por todos os lados dão um chega pra lá no que, um dia, foi uma decoração.

Hoje meu bebê virou um guri. Guri que fala tudo, corre com habilidade, come sozinho, pede mamá, para dormir, para ir à pracinha, sempre curioso com as novidades e vivendo intensamente o melhor dessa etapa: ser criança. E eu? Bom, sigo aprendendo. Aprendendo a saborear sem parcimônia cada momento que temos juntos, a oportunizar experiências pra ele e pra nós, a exercitar a paciência e a tolerância nos momentos de teimosia, a confiar nas pessoas que têm a missão de cuidar do meu eterno bebê e, principalmente, a rezar pra que o tempo seja nosso aliado e nos dê a chance de vivermos juntinhos muitas outras emoções.”

Alice Bastos Neves, mãe do Martin, 1 ano e quatro meses

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“Quando uma amiga grávida me dizia que estava em um determinado número de semanas, eu ficava completamente perdida. Contava as semanas para descobrir de quantos meses ela estava falando. Afinal, uma gravidez tem nove meses, certo? Pois só quando engravidei descobri que uma gestação tem 40 semanas e que a contagem assim é muito importante.
Quando se está à espera de um bebê, contar as semanas e os dias passa a ser essencial. O Martin, por exemplo, nasceu com 36 semanas e cinco dias. Naquele 17 de janeiro de 2015, meu marido, ao meu lado, apavorado, quando viu a criança exclamou: saiu! Sim, saiu! Não disse “que emoção”, “que coisa linda”, como a gente imagina por filmes e novelas. Ele disse simplesmente “saiu”, traduzindo o que nós dois estávamos sentindo. E a partir daí a contagem do tempo ficou diferente.
Os primeiros dias contamos quantas vezes ele mamou, arrotou, quantos minutos ficou em cada seio, quanto tempo dormiu. Depois vêm o primeiro passinho, o primeiro sorriso, a primeira frutinha. O tempo começa a passar na medida das ações dos nossos filhotes. E é tão bom! A gente se pega desejando realmente que o tempo pare. Mas assim como as unhas do Martin que precisam ser cortadas a cada três dias (quem é mãe vai me entender… Como crescem!), o tempo também passa rápido. Adoro quando alguém me vê, se admira com o tamanho do Martin e ainda diz: “Parece que foi ontem que te vi com aquele barrigão no Globo Esporte”. É um jeito de me fazer entender que o tempo voa para todo mundo. E só aumenta minha vontade de não perder absolutamente nada da evolução do meu filho.”

Marcos Piangers, mãe da Anita, 11 anos, e Aurora, quatro

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“Ser pai foi limpar o primeiro cocô, um líquido preto e pastoso, assustador, que me fez refletir se eu era azarado e minha filha tinha algum problema intestinal, ou era sortudo e ela estava evacuando petróleo. Ser pai foi passar madrugadas fazendo ela dormir. Foi colocar a mão na frente do nariz pra ver se ela estava respirando. Foi dar banho, foi levar pra passear, foi ver minhas reservas financeiras se indo, foi tentar ganhar mais dinheiro, de algum jeito. Foi ver o bebê abrindo o olho, sorrindo pela primeira vez, segurando minha mão pela primeira vez, dizendo “papá” pela primeira vez. A Ana acha que era por causa da comida, eu acho que era por causa do papai.”

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