Enxoval do bebê: os itens que você NÃO precisa comprar

Desde que descobrimos os dois traços no teste de gravidez nosso primeiro impulso é sair comprando tudo o que vemos pela frente para nosso bebê, especialmente se você for mãe de primeira viagem, assim como eu. Mas com o tempo (e um pouco mais de experiência), você vai se dando conta de que pelo menos metade das coisas que você comprou não vai chegar nem a usar. Para te ajudar nessa missão, listamos dicas para que você não cometa erros na hora de planejar o enxoval do bebê. A ideia é mostrar que é possível sim ter um enxoval mais prático e sobretudo, econômico.

* Vale lembrar que todos os ítens são baseados em minha experiência pessoal e pesquisa feita entre as leitoras do blog e deve ser adaptado à realidade e à rotina de cada família.

Kit Higiene
Apesar de existirem modelos muito fofos no mercado, o kit composto por potinhos para algodão, cotonete e garrafa térmica é pouco usado e acaba servindo apenas como decoração.
Experiência pessoal: Comprei um kit de porcelana com o tema do Pequeno Príncipe, substituindo a garrafa térmica por uma moringa. Nunca usei.

Foto: FreeImages.com

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Travesseiro
Até o primeiro ano de vida do bebê, os travesseiros não são necessários para o recém-nascido dormir. A pediatra Lia Brasil ressalta que todos os bebês têm refluxo, mas poucos desenvolvem a doença do refluxo, ou seja, apenas invista em travesseiros especiais caso seja realmente necessário. Caso contrário, vale investir apenas no colchão com inclinação (que vai de 15 a 20 graus) que já é suficiente. O importante é que o espaço entre o colchão e a cabeça mantenham a coluna da criança alinhada e as vias respiratórias mais livres.
Experiência pessoal: O travesseiro veio junto na compra do protetor de berço, ficava na cama decorando. Na hora de colocar o bebê para dormir eu retirava.

Kit protetor de berço
O uso das almofadinhas que são amarradas ao redor do berço para proteger o bebê atualmente é contraindicado pela Sociedade Americana de Pediatria e pela Sociedade Brasileira de Pediatria pois podem causar sufocamento ou ainda servir de trampolim para o bebê se apoiar e tentar sair do berço.
Experiência pessoal: Comprei pois achei que ficaria bonito no quarto do bebê. Aos poucos vi que não serviria para nada além de decorativo e retirei.

Aquecedor de mamadeira
A ideia é facilitar na hora de aquecer a mamadeira do bebê, mas acaba sendo totalmente dispensável. A maioria das mães acaba optando por “servir” a mamadeira em temperatura ambiente mesmo.
Experiência pessoal: Se você tiver à disposição – em casa ou em espaços estilo fraldários – um microondas, aquecer a água por 30 segundos é suficiente.

Foto: FreeImages.com
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Termômetro para banho
Assim como o aquecedor de mamadeira, a ideia é deixar os pais mais seguros na hora de conferir a temperatura da água para o banho do bebê.
Experiência pessoal:  Ganhei e nunca usei. Sempre preferi utilizar a dica da vovó, de colocar o antebraço na hora e verificar a temperatura.

Máquina elétrica para tirar leite
É uma boa aliada das mamães, mas costuma custar caro. Então, se você tem oportunidade de ficar 6 meses de licença maternidade, espere para ver como será seu fluxo de amamentação e a rotina de seu bebê para avaliar a real necessidade da compra.
Experiência pessoal:  Sempre tive muito leite e quando, nas poucas vezes que precisei retirar o leite, utilizei a máquina manual mesmo que pode ser comprada por um valor mais acessível em qualquer farmácia ou lojas de artigos infantis.

Muitos sapatos e roupas caras
Tudo bem que não é fácil resistir a tentação quando o assunto são roupas para bebês. Mas além de lindas elas também são muito caras e a maioria acabamos repassando com etiqueta. Na hora de preparar o enxoval priorize roupas que sejam realmente necessárias e fique atento para a estação do ano.
Experiência pessoal: Comprei várias peças apenas porque achei bonitinhas e no fim meu filho nasceu muito comprido e magrinho. Resultado: não usei quase nada já que quando ele atingia o peso para usar não serviam mais. Acabei aprendendo a ir comprando aos poucos, dependendo da ocasião ou necessidade.

Perfume e colônias
Evite comprar muito para “estocar” pois além de perderem a validade, você também corre o risco do seu filho ser alérgico e acabar desperdiçando os produtos. Prefira ir comprando aos poucos, de acordo com a necessidade da criança.
Experiência pessoal: Na hora de passar perfume no bebê, o ideal é que seja colocado sobre a roupa, e não diretamente na pele.

Mala de maternidade
Claro que você vai precisar de uma mala para levar suas roupas e do bebê para o hospital. Mas na hora de escolher o modelo procure avaliar se a peça vai realmente ser útil depois ou vai ser usada apenas naquele momento.
Experiência pessoal: Na hora de escolher optei por uma maior, que agora serve como mala “normal” em nossas viagens. Talvez em outro momento eu optasse por uma com rodinhas e mais prática de carregar.

Consumo mais consciente

A jornalista Fernanda Pietrowiski (foto abaixo), 32 anos, sempre sonhou em ser mãe e ao descobrir a gravidez da filha Valentina, hoje com 3 anos, foi tomada por um impulso consumista e acabou comprando muito mais do que o necessário. O mesmo não aconteceu na sua segunda gestação. Para esperar a pequena Martina de apenas 2 meses, Fernanda optou por fazer aquisições mais conscientes e não comprar muitas roupas com antecedência.
– Organizar enxoval sempre é uma curtição e em ambas as gestações me deliciei na hora de escolher cada item. No entanto, na primeira, tomada pela inexperiência fui mais consumista, comprei coisas que nem eram tão relevantes assim. Para a Martina comprei poucas peças e, depois que ela nasceu, aí sim fui comprando de acordo com a necessidade.

Fernanda Pietrowiski | Foto Arquivo Pessoal

Fernanda Pietrowiski | Foto Rute Arcari, divulgação/Agência RBS

De olhos nas fraldas

À espera da Maria Fernanda, que deve chegar em março, a coordenadora de marketing Fernanda Romangoli, 38 anos, se prepara para mais um chá de bebê na próxima semana.
Mãe de segunda viagem – ela já tem Arthur de 5 anos – Fernanda optou por pedir fraldas de presente.
– Já fiz dois chás para a Maria Fernanda – um no meu trabalho e outro na minha cidade Natal – e estou organizando o terceiro. No total, já arrecadei mais de 100 pacotes de fraldas de tamanhos P e M e, para o próximo vou pedir G e XG, explica.
Baseados na experiência com o primeiro filho, ela e o marido prepararam uma tabela no Excel para calcular as quantidades necessárias para cada época da criança, o que para eles facilita, e muito, na hora de comprar ou solicitar os tamanhos de fraldas. Até agora ela já arrecadou 100 pacotes de fraldas, o que, pelo seus cálculos vai lhe garantir o primeiro ano do bebê.

Fernanda Romagnoli | Foto: Marília Dias, divulgação

Fernanda Romagnoli | Foto: Marília Dias, divulgação

– Para quem está organizando o chá ou mesmo a compra de fraldas, minha sugestão é pedir mais fraldas M e G. Com um uso de aproximadamente oito fraldas por dia, essas acabam sendo as mais consumidas. As fraldas RN acabamos usando na maternidade e poucos dias depois do parto. Não acho vantagem ter muitas.

Além das fraldas Fernanda também deixou uma lista em uma loja infantil para completar o que falta no enxoval.
– Sou uma mãe festeira e também trabalho com produção de eventos, então não adianta. Não espero arrecadar todo meu enxoval com os chás, já que se colocarmos na ponta do lápis o custo não compensa tanto, mas vou aguardar para comprar o que falta depois. A ideia mesmo é confraternizar com minha família e amigos e dividir nossa felicidade, completa.

Foto: DiaperBank
Foto: DiaperBank

COMPRAS NO EXTERIOR: VALE A PENA?

Muitas famílias optam por realizar as compras do enxoval do bebê no exterior, onde almejam pagar menos da metade dos preços cobrados aqui no Brasil. Mas será que com o dólar batendo um valor de R$ 4 vale a pena?
Morando há 10 anos na Virgínia, a brasileira Jussara Motta, 36 anos dedica-se a ajudar casais na preparação para a chegada do bebê e ressalta que apesar da alta de 33% do dólar frente ao real nos últimos 12 meses, muitas famílias brasileiras ainda escolhem fazer o enxoval dos filhos no exterior em busca de variedade, qualidade e, principalmente, economia.
– A diferença de preços entre produtos idênticos vendidos no Brasil e nos Estados Unidos pode chegar a 300% – diz.
Mãe da pequena Julie Ann, de 17 meses, criou a Babyusame, consultoria especializada em enxoval nos Estados Unidos. O trabalho da empresa é organizar essa lista personalizada com roteiro de compras, sites e dicas de descontos para os papais. Além de propor as melhores datas para realizar essas compras. Entre os produtos que valem a pena adquirir estão: roupas, carrinho de bebê, babá eletrônica e acessórios.

Foto: BabyUSAMe

Foto: BabyUSAMe

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