Fala que elas te escutam: projeto de coaching oferece acompanhamento emocional para novas mães

Foto: Claudia Magnus, divulgação
Foto: Claudia Magnus, divulgação

Engravidar impacta em todas as áreas da vida feminina: o corpo, a cabeça, a relação com os outros e com ela mesma. Desde que começam um planejamento para terem filhos, as mulheres precisam aprender a conciliar diferentes papéis. São, ao mesmo tempo, filhas, esposas, amigas e, ainda, futuras mães. Em muitos casos, pode ser interessante conversar com quem já passou exatamente por essa transição.

:: Mãe e filha psicólogas lançam livro sobre os desafios da maternidade
:: 26% das brasileiras sofrem com depressão pós-parto, aponta estudo
:: Sem Photoshop nem neuras: ensaio celebra o corpo e a beleza na maternidade

Foi lembrando de como elas próprias vivenciaram o início da maternidade que as coachs Ana Claudia Moschetti, mãe de Júlia, dois anos, e Priscila Brauner, mãe de Isadora, seis, decidiram focar em um novo projeto em Porto Alegre.

– Nós duas passamos por dificuldades, pois isso mexe muito conosco. A gente fica perdida e se questiona qual a nossa identidade. Ficamos nos sentindo muito sozinha porque, no início, todo mundo vive pelo bebê e depois some – conta Ana Claudia. – A gente começou a ter a inquietação de como melhorar essa fase, para não ficar pensando em certo e errado, para ter mais conexão com a criança, entender quem somos agora.

Para responder essas perguntas e acolher mães que estavam passando pela mesma situação, Ana Claudia e Priscila criaram o projeto aManhêSer – O Despertar para a Maternidade. A ideia é unir vivências para dar suporte às novas mães, para que elas possam passar por essa fase com mais leveza e tranquilidade, aproximando-se da criança, mas sem perder a conexão consigo mesmas.

Priscila e Ana Claudia, as criadoras do aManhêSer. Foto: Divulgação

Priscila e Ana Claudia, as criadoras do aManhêSer. Foto: Andréa Prestes, Divulgação

No momento que uma mulher se torna mãe, suas atitudes vão repercutir não só nas crianças, mas em todos que estão envolvidos na família. Para as coachs, falta um espaço para acolhimento das mulheres, com menos cobranças e mais apoio.

– O objetivo é proporcionar um espaço de escuta integral da mãe, onde o propósito maior é poder acolher e ouvir essa mulher que agora vive sua maternidade – explica Ana Claudia. – Queremos ensiná-la a pedir ajuda, estabelecer limites nas relações.

O formato encontrado foi o coaching ontológico (ontologia = estudo do ser), um processo embasado na coerência entre corpo, emoção e linguagem. O projeto oferece sessões individuais ou em pequenos grupos, em consultório, a domicílio ou virtual. A segunda opção é feita em encontros quinzenais e busca incentivar trocas de experiências, abrir um espaço de compartilhamento e promover a reconexão da mãe com seu mundo emocional. Como em um grupo de apoio, as mães contam suas histórias e ouvem as outras para entender que não estão sozinhas nesse momento de mudanças.

13501969_495088697355635_3019685914852824997_n

Foto: Claudia Magnus, divulgação

A economista Christine Kuwer Santini, mãe de Isabela, um ano e oito meses, conheceu o projeto por meio de uma amiga que iria participar do ciclo de palestras “Escutando a maternidade” promovido pelo aManhêSer. O coaching ligado a mães e não a trabalho, como é comum, chamou sua atenção. Interessada em estudar sobre criação dos filhos desde a gravidez, Christine se inscreveu para os cinco encontros.

– Tive surpresas agradáveis. Foi uma experiência acolhedora – comenta. – Conseguir perceber que sou a melhor mãe que a Isabela pode ter, ela é a melhor filha que eu posso ter e juntas somos duas pessoas com uma ligação incrível, passando todos os dias por grandes aprendizados. Hoje a vida da Christine mãe da Isabela é completamente diferente da anterior e não vai voltar a ser como antes.

Saiba mais: facebook.com/amanhesermaternidade

Conheça: o aManhêSer vai realizar um bate-papo gratuito no dia 22/07, das 10h às 11h, no Vidal (Rua Mata Bacelar, 52 – Porto Alegre) sobre o trabalho do projeto, coaching ontológico e seus benefícios.

Participe: o próximo ciclo de conversas do projeto “aManhêSendo – Sentindo e Dançando a Maternidade” inicia no dia 5 de agosto, das 9h às 12h, também no Vidal. Para mais informações, visite o evento.

Leia mais
Vídeos recomendados
Comente

Hot no Donna