Hora de (re)começar: dicas para a volta às aulas

Quem não tem pelo menos uma passagem interessante para contar da época de escola? São lembranças que, geralmente, vêm carregadas de saudosismo e alegria. Mas o primeiro dia de aula pode gerar muita expectativa e alguma apreensão para quem está começando a vida escolar, estreando em um novo colégio ou encarando a mesma série novamente.

Às vésperas do início do período letivo, profissionais das áreas de pedagogia e psicologia dão algumas dicas para os pais ajudarem os filhos nessa etapa.

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Dicas para os pais

Muito além da mochila e dos materiais escolares, é chegada a hora de preparar as crianças para o início do ano letivo, o que implica restabelecer a rotina e encarar desafios de quem está começando uma nova fase, como a etapa de alfabetização ou uma mudança de escola.

– Há uma regra básica: escute seu filho – resume Isabel Cristina Tremarin, coordenadora do Serviço de Orientação Educacional do Colégio Anchieta. – É preciso aprender a andar ao lado dos filhos, nem à frente, nem atrás.

Outra regra geral a ser seguida pelos pais é manter a tranquilidade em todas as situações.

– A ansiedade não deve ser transmitida aos filhos. As crianças precisam sentir que seus pais escolheram aquela escola porque julgaram ser a melhor opção e nela confiam – resume Mariangela Pozza Homem, orientadora educacional do Colégio Santa Doroteia.

Nesse momento de (re)começo, é fundamental que os pais incentivem a autonomia do filho, valorizando pequenas ações.

– O elogio e o reforço positivo fortalecem a autoestima da criança, proporcionando segurança e alegria – ensina Rosvita Grüber, da equipe de coordenação pedagógica do Colégio Pastor Dohms. – É preciso dedicação e empenho dos pais. Ter um momento de leitura diária, acompanhar os temas de casa e ter interesse nas atividades realizadas na escola também facilita a trajetória das crianças.

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Confira abaixo dicas para ajudar seu filho na volta às aulas:

Entrando na escola

Os pais devem visitar o colégio com os filhos para conhecerem a equipe de apoio e conversar com estes profissionais, verificando a situação que a criança vai encontrar. O mais importante é transmitir segurança: acolher o choro e aceitar todas as emoções que o filho apresente, como medo, tristeza, saudade e ansiedade. Escute seu filho e valide o que ele está sentindo: “Entendo que você está com medo, ainda está conhecendo a escola e é normal se sentir assim, mas nós escolhemos com todo cuidado esse lugar para você aprender muito”. E, claro, há um momento em que os pais devem ser firmes e entregar a criança para as professoras.

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Troca de colégio

Os pais devem explicar os motivos que os levaram a trocar a criança de escola. É preciso estar atento às reações e à adaptação ao ambiente e aos novos colegas. Dificuldades no acompanhamento das matérias podem aparecer, já que os colégios têm diferentes níveis de conteúdo. Se necessário, busque ajuda de um professor particular ou um apoio da própria escola. De novo, é importante ajudar seu filho a externar o que sente e validar isso, como a tristeza por sentir saudades da antiga turma.

A mesma série outra vez

O importante é entender o que não deu certo para ajustar. Foi falta de investimento nos estudos, desorganização, dificuldade de acompanhar a turma ou problemas emocionais? Dependendo da situação, deve-se buscar apoio externo – terapêutico, psicopedagógico –, além de organizar, de forma mais atenta e próxima, o tempo do filho e seus estudos e atividades. Para aqueles que trocam de escola, servem as dicas anteriores de mudança, somadas ao manejo da frustração de repetir o ano.

Hora de aprender a ler

A criança sai daquela situação de jardim de infância, chega aos seis anos de idade e à fase da alfabetização. É importante trocar o sentimento de “Este é o ano de aprender a ler” por “Este será um ano de crescimento e de diversão”. Pressionar a criança não vai trazer nenhum resultado positivo, pelo contrário. Os pais precisam estar muito conscientes de que cada um tem um ritmo próprio de desenvolvimento, e isto não é diferente quando se trata do tempo de aprendizado, também na leitura e na escrita. Cobrar e comparar o filho com outras crianças só prejudica.

Chegando ao 6º ano

E chega o 6º ano do ensino fundamental, com a troca da unidocência (uma professora titular) para a pluridocência (um professor para cada componente curricular). Nesse caso, o papel da família é o de auxiliar o filho na organização de rotinas para que ele consiga se coordenar entre os materiais, temas e trabalhos de aula. É importante orientá-lo a retomar o que foi estudado em aula diariamente, desenvolvendo a persistência, a responsabilidade e o comprometimento da criança.

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