Mães compartilham histórias sobre amamentação para comemorar a Semana Mundial do Aleitamento Materno

Nesta segunda-feira, 1º de agosto, inicia-se a Semana Mundial do Aleitamento Materno. A data foi criada em 1992 pela Aliança Mundial de Ação pró-amamentação (World Alliance for Breastfeeding Action – WABA) para estimular e promover a amamentação e melhorar a saúde e a qualidade de vida das crianças em todo o mundo.

A indicação dos médicos é que, durante os primeiros seis meses de vida, a alimentação das crianças seja exclusivamente por meio da amamentação. Porém, isso não é o que acontece sempre. Segundo dados do Ministério da Saúde sobre apenas 60% das crianças recém-nascidas têm o aleitamento exclusivo. Esse número cai para 25% no final dos quatro meses e para 10% aos seis meses de idade. Ainda assim, o Brasil foi considerado referência em aleitamento materno pela revista inglesa The Lancet.

Para comemorar a Semana Mundial do Aleitamento Materno, Donna reuniu fotos e declarações de leitoras sobre esse momento tão importante na vida de cada mãe:

Brenda Fürstenau amamentando a filha Alícia Lotte, com 1 ano e 11 meses na época, na Blue Lagoon, Islândia. "Eu tenho seios bem pequenos. Nunca achei que conseguiria amamentar um bebê porque erroneamente achava que o sucesso da amamentação estava relacionado ao tamanho das mamas. Daí, fiquei grávida e no final da gravidez ficava com a roupa molhada com os vazamentos das mamas. Minha filha nasceu e a amamentação ocorreu sem problemas. Hoje ela tem 2 anos e 8 meses e segue mamando. Sei que muitas mulheres tem problemas na amamentação e elas precisam de acolhimento, informação e apoio para sentirem-se seguras".

Brenda Fürstenau amamentando a filha Alícia Lotte, com 1 ano e 11 meses na época, na Blue Lagoon, Islândia.

“Eu tenho seios bem pequenos. Nunca achei que conseguiria amamentar um bebê porque erroneamente achava que o sucesso da amamentação estava relacionado ao tamanho das mamas. Daí, fiquei grávida e no final da gravidez ficava com a roupa molhada com os vazamentos das mamas. Minha filha nasceu e a amamentação ocorreu sem problemas. Hoje ela tem 2 anos e 8 meses e segue mamando. Sei que muitas mulheres tem problemas na amamentação e elas precisam de acolhimento, informação e apoio para sentirem-se seguras”.

 

Marina Fogaça Ritter com o filho Arthur, 1 ano e 5 meses na orla de Ipanema, Porto Alegre. Foto: Carol Bauer. "Amamentar pra mim, assim como para muitas mulheres, foi um grande desafio. Venci dor, cansaço, palpites... Mas meu maior desafio foi corrigir a pega do Arthur. Mas como corrigir algo que eu desconheço totalmente? Foi aí que entrou o trabalho da consultora de amamentação. E, depois de 12 dias longos dias, Arthur mamou! Hoje, com 1 ano e 5 meses ainda mama. Percebo muitas pessoas com olhar julgador quando amamento, e infelizmente sempre foi assim... Alguns nos questionam até onde ele irá mamar. Nessas horas, acho que Arthur percebe e se agarra ainda mais no meu peito, e eu sorrindo respondo: não fazemos ideia, quando chegar o dia saberemos!"

Marina Fogaça Ritter com o filho Arthur, 1 ano e 5 meses na orla de Ipanema, Porto Alegre. Foto: Carol Bauer.

“Amamentar pra mim, assim como para muitas mulheres, foi um grande desafio. Venci dor, cansaço, palpites… Mas meu maior desafio foi corrigir a pega do Arthur. Mas como corrigir algo que eu desconheço totalmente? Foi aí que entrou o trabalho da consultora de amamentação. E, depois de 12 dias longos dias, Arthur mamou! Hoje, com 1 ano e 5 meses ainda mama. Percebo muitas pessoas com olhar julgador quando amamento, e infelizmente sempre foi assim… Alguns nos questionam até onde ele irá mamar. Nessas horas, acho que Arthur percebe e se agarra ainda mais no meu peito, e eu sorrindo respondo: não fazemos ideia, quando chegar o dia saberemos!”

 

Anna Paula Castro De Oliveira com o filho Antônio de 9 meses, amamentando em uma loja. "Eu amamento no peito desde que me foi dada esta oportunidade na UTI neonatal, pois meu filho nasceu prematuro. Meu filho lutou para estar aqui e, desde que nasceu, já procurava o peito. Me cortava o coração não poder amamentar ele e ver ele procurar o peito, por isso, amamento onde ele quiser e como quiser! Nunca optei ou pensei em esconder a amamentação, pois ele mesmo procura o peito naturalmente para mamar, sem importar se estamos na rua ou em qualquer lugar. Sinto-me gratificada de poder viver esse momento com o meu filho, momento de entrega, de amor mútuo!"

Anna Paula Castro De Oliveira com o filho Antônio de 9 meses, amamentando em uma loja.

“Eu amamento no peito desde que me foi dada esta oportunidade na UTI neonatal, pois meu filho nasceu prematuro. Meu filho lutou para estar aqui e, desde que nasceu, já procurava o peito. Me cortava o coração não poder amamentar ele e ver ele procurar o peito, por isso, amamento onde ele quiser e como quiser! Nunca optei ou pensei em esconder a amamentação, pois ele mesmo procura o peito naturalmente para mamar, sem importar se estamos na rua ou em qualquer lugar. Sinto-me gratificada de poder viver esse momento com o meu filho, momento de entrega, de amor mútuo!”

Mariana Padilha amamentando a filha em uma praça em Niterói. "Amamento minha filha atualmente com 2 anos e 3 meses em livre demanda, sem o uso de bico ou mamadeira. AMAmentar é muito bom, mas, ao mesmo tempo, é uma vivência de enormes desafios e, acima de tudo, muita entrega".

Mariana Padilha amamentando a filha em uma praça em Niterói.

“Amamento minha filha atualmente com 2 anos e 3 meses em livre demanda, sem o uso de bico ou mamadeira. Amamentar é muito bom, mas, ao mesmo tempo, é uma vivência de enormes desafios e, acima de tudo, muita entrega”.

Priscila Coelho Amaral amamentando o filho Francisco em diversos locais públicos: na Fundação Iberê Camargo, na sala de plantão do hospital...

Priscila Coelho Amaral amamentando o filho Francisco em diversos locais públicos: na Fundação Iberê Camargo, na sala de plantão do hospital…

“Amamentei meu primeiro filho, Francisco, até os dois anos e hoje amamento em livre demanda meu segundo filho, Antônio, de cinco meses e meio. O início foi extremamente difícil e doloroso! Passei por todas as intercorrências relacionadas à amamentação, banquei o tratamento, me curei e amamentei. Então, acabou a licença maternidade e vieram os plantões: noturnos, finais de semana. Lá ia o Francisco, no sábado ou domingo, no meio da tarde, na UTI pediátrica do HPS ganhar o mamazinho. Durante a semana, às 13h em ponto ia na escola pra amamentar. No meio do processo engravidei do Antônio e mantive a amamentação até o quarto mês de gestação, sem nenhum problema. A amamentação não nos torna melhores mães, mas vencer os desafios que ela lança diariamente te torna mais forte, mais confiante, mais poderosa”.

Rochele Paiva com a filha Marina aos 5 meses na orla de Ipanema. "Amamentar sempre foi meu sonho é graças a muita dedicação, mantive minha pequena em aleitamento materno exclusivo até os 6 meses!"

Rochele Paiva com a filha Marina aos 5 meses na orla de Ipanema.

“Amamentar sempre foi meu sonho e acho que essa vontade toda foi decisiva para que a Marina já começasse a mamar na sala de recuperação. Não é nada fácil no início, mas a conexão que a amamentação proporciona entre eu e minha pequena, supera qualquer obstáculo! É uma sensação inexplicável! Hoje, posso dizer com muita felicidade que a Marina mamou exclusivamente no peito durante seus primeiro seis meses de vida, e continuará mamando pelo tempo que for possível!”

Janaina Rockenbach Gomes com o filho Davi no Parcão, em Novo Hamburgo. "David ainda mama exclusivamente aos 10 meses. Voltei a trabalhar quando ele estava com 4 meses, mas saía para amamentar até os 6. Hoje tiro meu leite para deixar quando não estou".

Janaina Rockenbach Gomes com o filho Davi no Parcão, em Novo Hamburgo.

“David ainda mama exclusivamente aos 10 meses. Voltei a trabalhar quando ele estava com 4 meses, mas saía para amamentar até os 6. Hoje tiro meu leite para deixar quando não estou”.

 

Joana Gabe com o filho Alexandre, hoje com 4 anos, em um parque em Vitória (ES). "Amamento absoutamente em qualquer lugar. Já senti muitos olhares estranhos, inclusive de pessoas da família, mas eu me nem preocupava. Independentemente dos outros, a minha prioridade era ele. Amamentei até 1 ano e 10 meses e sinto muita falta. O contato mãe e filho é um momento mágico que depois que acaba a gente quer ter para sempre".

Joana Gabe com o filho Alexandre, hoje com 4 anos, em um parque em Vitória (ES).

“Amamento absolutamente em qualquer lugar. Já senti muitos olhares estranhos, inclusive de pessoas da família, mas eu me nem preocupava. Independentemente dos outros, a minha prioridade era ele. Amamentei até um ano e 10 meses e sinto muita falta. O contato mãe e filho é um momento mágico que depois que acaba a gente quer ter para sempre”.

 

Kariane Lindenmeyer com o filho Otávio, hoje com 2 anos e 9 meses, em um parque. “Amamentei o Otávio até 2 anos e meio. Em fevereiro deste ano, convidei uma amiga para irmos no spa das sobrancelhas fazer dermopigmentação, levei o meu filho junto pensando que enquanto uma estivesse fazendo a sobrancelha a outra cuidaria dele... #soquenao chamaram as duas na mesma hora. Todo mundo no spa me olhando e pensando o que eu faria com o menino, afinal, o processo duraria 1 hora. Deitei na maca e ele já me pediu “mamãe, quero teta". Peguei ele no colo, eeitei na maçã, coloquei ele do meu lado e disse “mama e fica bem quietinho, se não a tia vai furar a mamãe”. Resumindo: fiz o procedimento, amamentei meu filho e sai de lá faceira. Ele ficou o tempo todo do meu lado mamando e cuidando pra não machucar a mamãe. Amamentar é maravilhoso! Sinto muita falta”.

Kariane Lindenmeyer com o filho Otávio, hoje com 2 anos e 9 meses, em um parque.

“Amamentei o Otávio até dois anos e meio. Em fevereiro deste ano, convidei uma amiga para irmos no Spa das Sobrancelhas fazer dermopigmentação, levei o meu filho junto pensando que enquanto uma estivesse fazendo a sobrancelha a outra cuidaria dele… #soquenao, chamaram as duas na mesma hora. Todo mundo me olhando e pensando o que eu faria com o menino, afinal, o processo duraria uma hora. Deitei na maca e ele já me pediu “mamãe, quero teta”. Peguei ele no colo, deitei na maca, coloquei ele do meu lado e disse “Mama e fica bem quietinho, se não a tia vai furar a mamãe”. Resumindo: fiz o procedimento, amamentei meu filho e sai de lá faceira. Ele ficou o tempo todo do meu lado mamando e cuidando pra não machucar a mamãe. Amamentar é maravilhoso! Sinto muita falta”.

 

Daniele da Costa dos Santos Cardoso com a filha Valentina Mariah de 6 meses. “Sou professora de séries iniciais no Colégio Êxito em Alvorada. Quando a minha pequena fez 4 meses, precisei retornar. O medo da separação fizeram parte dos meus dias desde antes do nascimento dela, me perguntava como seria esse momento e como ela iria se alimentar já que mamava exclusivamente no peito. A equipe do colégio prontamente adaptou um espaço. Foram e ainda são momentos lindos. Esse privilégio de estar perto dela fez com que eu fosse me adaptando e a separação menos dolorosa. Hoje mesmo ela estando com seis meses e estar sendo introduzida às papinhas doces e salgadas eu continuo a visitando. A AMAMentação é a nossa troca de amor, são momentos indescritíveis e nos dá energia pra eu voltar aos meus pequenos alunos e ela voltar aos pequenos colegas. É um ato de amor e está previsto na lei”.

Daniele da Costa dos Santos Cardoso com a filha Valentina Mariah de 6 meses.

“Sou professora de séries iniciais no Colégio Êxito em Alvorada. Quando a minha pequena fez quatro meses, precisei retornar. O medo da separação fizeram parte dos meus dias desde antes do nascimento dela, me perguntava como seria esse momento e como ela iria se alimentar já que mamava exclusivamente no peito. A equipe do colégio prontamente adaptou um espaço. Foram e ainda são momentos lindos. Esse privilégio de estar perto dela fez com que eu fosse me adaptando e a separação menos dolorosa. Hoje mesmo ela estando com seis meses e estar sendo introduzida às papinhas doces e salgadas eu continuo a visitando. A amamentação é a nossa troca de amor, são momentos indescritíveis e nos dá energia pra eu voltar aos meus pequenos alunos e ela voltar aos pequenos colegas. É um ato de amor e está previsto na lei”.

Patrícia Wolff Müller com o filho Lucas de 1 ano e dois meses. “Eu amamento em qualquer lugar; onde ele precisar, eu estuo amamentando, nem dou bola. Antes de ter filho, eu achava que ia ter vergonha, mas depois foi uma coisa natural, porque é uma necessidade dele. Antes trabalhava com isso, fazia campanhas e treinamentos, então, já tinha um desejo muito grande. Ainda assim, não foi muito fácil. Exige persistência, dedicação, doação: tem que estar muito a fim”

Patrícia Wolff Müller com o filho Lucas de 1 ano e dois meses.

“Eu amamento em qualquer lugar; onde ele precisar, eu estuo amamentando, nem dou bola. Antes de ter filho, eu achava que ia ter vergonha, mas depois foi uma coisa natural, porque é uma necessidade dele. Antes trabalhava com isso, fazia campanhas e treinamentos, então, já tinha um desejo muito grande. Ainda assim, não foi muito fácil. Exige persistência, dedicação, doação: tem que estar muito a fim”

Walewska Silva amamentando o filho Bernardo, que completa 9 meses hoje, no Lago Negro em Gramado. “Continuo amamentando em livre demanda. No começo, foi bem delicado por diversos fatores porque eu enão tinha me informado suficiente do que é, como funciona. A getnee olha de fora e acha que é muito simples e não é. Mas é muito prazeroso, para mim e para ele. É o nosso momento, em que a gente se curte, se namora”.

Walewska Silva amamentando o filho Bernardo, que completa nove meses hoje, na Orla de Ipanema.

“Continuo amamentando em livre demanda. No começo, foi bem delicado por diversos fatores porque eu enão tinha me informado suficiente do que é, como funciona. A getnee olha de fora e acha que é muito simples e não é. Mas é muito prazeroso, para mim e para ele. É o nosso momento, em que a gente se curte, se namora”.

Especialistas apontam os benefícios da amamentação

A obstetra e ginecologista Maria Elisa Noriler defende a amamentação até os 24 meses e explica que os benefícios não são apenas para a criança, mas também para a mãe. Segundo ela, amamentar consome em média 800 calorias por dia, ajuda a volta do útero ao tamanho normal, reduz o risco da mulher desenvolver doenças cardíacas e diabetes após a gravidez, proporciona sensação de bem-estar e diminui o risco de câncer de mama.

A leitora Mary Tramontin enviou esta foto, em que está amamentando a filha em um parque

A leitora Mary Tramontin amamentando a filha em um parque

Muitas mulheres sentem-se inseguras sobre esse momento da vida. O ginecologista Corintio Mariani Neto esclarece que não existe leite fraco e o tamanho do seio não influencia o sucesso da amamentação.

– Cada mãe produz o leite mais adequado possível para o seu bebê – declara.

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Amamentar é uma forma de fortalecer o vínculo entre mãe e filho, reforçar a imunidade do bebê, prevenir doenças e ainda favorece a respiração nasal, o futuro alinhamento dos dentes e prepara o desenvolvimento da linguagem, fala e mastigação.

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