“Mordi a língua”: o que as mães sempre disseram que nunca fariam (e agora fazem e são felizes)

Você lembra o que dizia que jamais faria quando tivesse filhos? Tem mulher que, antes de ser mãe, jura que nunca vai dar açúcar antes da criança fazer dois anos, surta ao ouvir a expressão “cama compartilhada” e defende que jamais deixará os pequenos na frente da TV. Esse monte de promessas não dura muito tempo.

Os filhos viram seu planejamento de cabeça para baixo, não é mesmo? Donna conversou com mulheres do Grupo de Mães do Facebook e elas contaram situações que não imaginavam viver e acabaram mordendo a língua.

1. “Jurei que jamais faria cama compartilhada. Também sempre dizia: ‘que pais sem noção carregando filho em tudo que é lugar turístico entupido de gente’ (pensei isso no elevador da Torre Eiffel) e ‘que coisa feia essas crianças mal-educadas que se atiram no chão’. Depois que as filhas nasceram, nós quatro dormimos juntos, eu, papai e filhinhas. Carregamos a mais velha por tudo, inclusive Torre Eiffel (com carrinho fechado em um braço, bolsa com apetrechos dela e ela no colo do pai). E uma vez vi minha filha rodopiando no chão. Pensei que se tivesse cera o piso ficaria brilhando.”

Brenda Bianca Rodrigues Jesse Fürstenau, 35 anos, bióloga e cientista social, mãe da Alícia, quatro anos, e da Heidi, seis meses

2. “Eu dizia: ‘Nossa, para que ser tão chata com isso de rotina?!’. Mas só mãe mesmo para entender a importância disso. Experimente passar da hora da comida ou de dormir: fome e sono transformam qualquer criança em uma pessoinha irreconhecível! E outra que eu dizia era: ‘como tu não consegue tempo para ir à academia? Isso é desculpa!’ ”

Graciela Heemann Dietze, 39 anos, empresária, mãe do Jonas, dois anos, e do Eric, quatro

3. “Sempre achei que minha filha nunca ia fazer escândalo e se jogar no chão na rua. E ela já fez isso algumas vezes no supermercado. Também falei que jamais iria fazer negociações e chantagens, do tipo ‘se você arrumar os brinquedos, ganha isso’ ou ‘se não colocar esse sapato, a gente não vai mais passear’. Quase vira um vício… Ainda acho horrível e queria sair dessa.”

Jane Barros, 39 anos, psicóloga, mãe da Julia, três anos

4. “Eu nem tenho mais língua, de tanto que mordi: é tudo, desde o parto (cesariana), amamentar (não deu além dos quatro meses), dormir na minha cama, assistir televisão, dar sucos em vez de sempre tomar água, poder comer na sala, dar sobremesa, fazer chantagem no estilo se não fizer isso, não tem aquilo, deixar de castigo, dar tablet, ter ‘roupa de sair’ (eu odiava isso quando era criança), deixar bagunça na sala, matar o banho, brinquedos horríveis como heróis em vez de tudo educativo e de madeira.”

Clarissa Barreto, 38 anos, empresária e mãe do Rafael, três anos

5. “Achava que seria uma mãe bem mais durona, mas não sou. No final de semana, permito que durma tarde, que coma fora dos horários, que coma um pouco de porcarias, tem celular e tablet liberado. Achei que seria muito mais regrada, mas não consigo. Como ela fica em turno integral na escola, não me sinto tão culpada de ser mais permissiva em casa.”

Graziele Fortes de Oliveira, 35 anos, técnica de enfermagem, mãe da Giovana, seis anos

6. ” ‘Vai dormir no berço no quartinho dele desde que voltar do hospital’. Nunca dormiu. ‘Não vou amamentar em qualquer lugar no meio dos outros’. Sempre amamentei, livre demanda. ‘Não vou dar chupeta’. Primeira cólica, toma! Não mudou nada na vida dele, sem confusão de bicos ou qualquer coisa do tipo.”

Mariana Nunes Borrea, 35 anos, assessora de juiz de Direito, mãe do Benício, onze meses

7. “Ah o tablet… Antes de ser mãe achava um horror ver aquelas crianças hipnotizadas. Mas, eis que ganhamos da dinda um desses e vimos que as viagens longas de carro e avião ficaram mais tranquilas. Sem contar os jantares em restaurantes… Enfim mordi a língua. Para essas ocasiões, eu uso sim.”

Sabrina Ortácio, 40 anos, jornalista, mãe do João Pedro, quatro anos

8. “Quando via umas crianças no carrinho no shopping, pensava: ‘para que carrinho para esses marmanjos?’ Hoje é a solução dos meus problemas. Para poder passear mais descansada.”

Ana Gabriela Nery Gonçalves, professora, mãe do Bernardo, quatro anos

9. “No mundo ideal, já no pós-parto eu surgiria resplandecente e pronta para reassumir a vida profissional com um telefone na orelha, trocando fralda, amamentando, fazendo papinha orgânica e digitando um texto a ser entregue até as 17h. Quase dois anos depois, eu ainda estou imersa na rotina de cuidados exclusivos e amor irrestrito. Há três meses, ela começou a frequentar a escolinha e eu, ainda que em turno parcial, finalmente tomo fôlego, reassumo a profissão e paro de boiar nessa avalanche de hormônios que é a maternidade.”

Ane Meira Mancio, jornalista, mãe da Betina, um ano e nove meses

10. “Achava que não podia dar muito colo. Cuidei de crianças na Austrália. A família me entregou um livro que dizia que, quando a criança chora, geralmente é manha. Então, eu achava aquilo uma baita disciplina e dizia que ia fazer igual quando tivesse filhos. Nunca fiz nem perto. Sou a mais apegada, dou colinho sabendo que é manha pura e das boas!”

Bruna Arrieche, 27 anos, publicitária, mãe de Helena, 1 ano

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