No Dia Mundial da Amamentação, onze mamães leitoras falam sobre as dores e as delícias da experiência

O dia 1º de agosto marca o Dia Mundial da Amamentação, data criada em 1992 pela Aliança Mundial de Ação Pró-amamentação. O objetivo é conscientizar as mulheres sobre a importância do aleitamento materno, mas esta nem sempre é uma fase fácil para as mães.

Para ouvirmos experiências diversas, convidamos as participantes do Grupo de Mães Donna, no Facebook, para que constassem suas histórias. Confira abaixo.

Ana Carolina Moreno Uberti, mãe do João Pedro

“Amamentar foi uma das melhores coisas que já fiz na vida. Inclusive sempre falo que quero ter outro filho, pois quero muito amamentar de novo. Meu início de amamentação foi bem conturbado, meu bico do seio ficou quase pendurado, meu filho mamava sangue, mas o meu obstetra e a pediatra do João diziam que logo viraria um calo e toda a dor passaria. Foram 10 dias de pura dor, mas passou. O João Pedro mamou até 1 ano e 5 meses, porque ele decidiu que não queria mais. O desmame foi muito doloroso para mim, para ele foi mais tranquilo.”

Daniela Vargas, mãe do Arthur

Daniela Vargas

“Para mim foi supersimples a adaptação. Logo que saí cesárea já pedi para pegar o bebê e dar o primeiro mamá, mais ou menos 1h30min após o parto. Ele pegou bem direitinho o mamilo. Não tive dificuldade, mas, duas semanas antes de dar à luz, já estava usando aquelas proteções de mamilo que acabam ajudando a dar forma. O leite saiu normal: primeiro o colostro e nos dois dias seguintes foi ficando com mais cor de leite. O Arthur nasceu guloso e de 2 em 2h mamava. Ficou assim até o quinto mês, quando começou a me dar uma folguinha com intervalo de 3 horas.
Desde o início fui adepta da livre demanda, o Arthur mamou quando e onde quis até o sexto mês. Achei que deveria, que faria bem para ele e para mim. Para mim, amamentar vai além da fome: é para acalentar, proteger, dar carinho. E por isso eu mantive essa relação forte com meu bebê. Me senti muito agraciada por ter muito leite e por isso me sentir no dever de ajudar os demais sendo também doadora de leite materno. Até os 6 meses ele mamou exclusivamente leite materno e hoje, com 10 meses, segue mamando como complemento à alimentação. Tenho certeza de que a saúde forte dele é relacionada a esta troca de carinho diária.”

Anna Paula Castro de Oliveira, mãe do Antônio

Anna Paula Castro de Oliveira

“Meu filho Antônio, hoje com 1 ano e 9 meses, nasceu prematuro, com isso não tive o privilégio de amamentá-lo nos primeiros dias de vida. O disputei com a incubadora que, substituía meus braços! Mesmo sofrendo por não poder viver esse momento tão mágico do nascimento como imaginei, intensifiquei a retirada de leite na medela por 20 dias, para não correr o risco de secar. Meu leite era dado por sonda todos os dias, mas quando chegou o nosso momento a dois foi a coisa mais linda que já vivi na vida! Poder alimentar meu filho no meu seio e ter ele nos meus braços foi um momento tão esperado que até hoje vivemos grudadinhos e fazemos muito “titi”, mesmo que muitos achem que ele é grande para isso e vivam perguntado quando ele irá largar o peito.”

Diva de Morais, mãe da Alice e do Joaquim

Diva de Morais

“Tive dois momentos bem diferentes na amamentação. Na primeira filha, tudo fluiu muito bem, desde o primeiro momento ela pegou bem e desmamou naturalmente com 1 ano e 8 meses. Quando ganhei meu segundo filho, foi tudo diferente. Joaquim nasceu com a língua posteriorizada, mas até descobrir levamos quase um mês. Depois de sessões com fonoaudióloga, ele conseguiu mamar muito bem. Passados alguns dias, ele começou a chorar muito e a não dormir, foi então que descobrimos a alergia ao leite de vaca. Entrei na dieta restritiva que, no começo, era torturante, mas depois acostumei. Ele desmamou aos 2 anos e 1 mês. Praticamente só pude contar com o apoio do marido, os médicos e familiares não queriam que eu amamentasse. Foram experiências distintas, mas aprendi muito a acreditar no nosso corpo e força de vontade.”

Lívia Perrone Pires, mãe do Pedro

Lívia Perrone Pires

“Eu amamentei por 2 anos e 7 meses, foi muito natural e sem dramas. E eu e meu filho fomos muito felizes, inclusive no desmame, para o qual nós dois estávamos prontos. Ao contrário de muita gente, nunca sofri nenhum tipo de preconceito e confesso que tinha medo, pois amamentar um filho que não é mais bebezinho nem sempre é visto com bons olhos, mas a gente teve sorte e essa fase foi a mais linda da minha vida ❤️.”

Lucia Frederes Moro, mãe do Matheus

“Desculpa se desconstruo ou denigro a imagem da amamentação, mas pra mim não foi legal. Doía muito (doeu durante 7 dos 8 meses que o meu filho mamou), o meu “laço mágico” com o meu bebê foi estabelecido com colinhos, chamego e conversinhas de rostinho colado. Sou mega a favor de amamentar, tanto que não desisti até o leite acabar, mas também não acho o fim do mundo quando o bebê passa para o leite em pó. Não tenho foto amamentando. Não gostava de dar de mamar na frente das pessoas e não quis fotografar este momento, que eu considerava bastante íntimo.”

Gabriela Niheues, mãe da Aurora

Gabriela Niheues

“AMAmentar, como eu amo! Desde antes de engravidar eu já me preocupava em poder amamentar, já que minha mãe não conseguiu comigo e isso sempre me atormentou. Durante a gravidez, me preparei, e fiz mil coisas para ter os bicos perfeitos para a pega da minha filha. Tive pesadelos a gravidez toda, pois sempre foi meu sonho. Quando ela nasceu, comecei usando o bico de silicone, depois de alguns dias já consegui. Fiquei numa felicidade tão grande que não sei explicar. Tive muita sorte, porque tinha a meta de amamentar por, no mínimo, 6 meses exclusivos. Depois a meta foi pra 1 ano e para 2 anos. Nesse ponto já estava muito grata por ter conseguido. Com 2 anos ela entrou na escola e a quantidade de mamadas diminuiu, mas não largou. Minha intenção sempre foi respeitar a vontade dela e hoje estamos em 3 anos e 3 meses de amamentação. Parece um sonho, me faz tão bem e vejo que ela se sente bem.”

Aline Kopplin, mãe do Miguel

Aline Kopplin

“Tive dificuldades para amamentar na primeira semana: seio rachado, leite empedrado, mastite, pega errada… aquele sofrimento). Procurei o grupo de apoio à amamentação do Hospital Mãe de Deus e, depois disso, tudo fluiu. Amamentei meu filho até os três anos de idade, hoje ele tem seis aninhos e não fica doente nunca (é incrível). Quando chegou a hora de parar (eu já estava cansada), comecei a explicar que ele estava muito grande, que não era mais um bebê e parei, foi tranquilo. Até hoje ele vem com a mãozinha na hora do aconchego. Para mim, amamentação é um ato sublime de amor e foi uma experiência muito especial! Sobre o preconceito, algumas pessoas falavam, mas eu sinceramente não estava nem aí, o que importava é que era especial para nós!”

Mauren Veras, mãe do Elvis (e, em breve, da Ramona)

Mauren Veras

“Amamentar foi das experiências mais incríveis que vivi como mãe. É a melhor sensação da vida, é alimentar com o mais puro amor. Lembro que era uma das minhas maiores preocupações pós-nascimento, pois sabia que poderia não ser fácil ou mesmo que poderia fracassar. Mas deu tudo certo, nunca tive problemas. Amamentei meu primeiro filho até os dois anos e dei uma forçadinha pra desmamar, pois estava muito cansada e com os seios machucados (o guri já tava cheio de dentes descontrolados!). Ele sentiu um pouco, mas em dois ou três dias já estava tranquilo. Com o desmame ele passou a dormir melhor (e eu também!). Agora, a preocupação que eu tinha antes do nascimento dele voltou, pois minha filha nasce em setembro e estou torcendo para dar tudo certo de novo!”

Andrea Rodrigues, mãe da Alice

Foto: Gabi Verfe

Foto: Gabi Verfe

“Foi esperar o efeito da anestesia passar para Alice dar a sua primeira mamada. As primeiras semanas não foram fáceis, mas com o apoio da minha mãe e todo o amor que envolve esse momento a dor foi passando e ficou só o aconchego gostoso. Como tive licença estendida, consegui amamentar exclusivamente até os seis meses. Com a volta ao trabalho e o início das sopas e frutas, o mama da manhã e da noite ganharam o sentimento da saudade e reencontro. O desmame aconteceu aos 2 anos e 8 meses quando o leite acabou. Tudo dentro do seu tempo e com muito amor.”

Andréia Knob Pereira, mãe da Aniella

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“No início, tive algumas dificuldades, principalmente quando o leite desceu. Meus seios incharam muito, ficaram duros demais e minha bebê não conseguia mamar. Depois que conseguimos nos adaptar, foi só alegria. Estamos indo para o 13º mês de amamentação e até hoje minha bebê nunca tomou outro leite a não ser o meu, mesmo indo para a creche desde os 4 meses.”

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