Sem açúcar, menos exercícios: como Bella Falconi está cuidando da saúde prestes a ser mãe pela segunda vez

Foto: Leo Mayrinck
Foto: Leo Mayrinck

Conhecida pelo lifestyle fitness, a nutricionista e influenciadora digital Bella Falconi está prestes a ser mãe pela segunda vez. Aos 33 anos, a mineira compartilha sua rotina diariamente com seus mais de 3,5 milhões de seguidores no Instagram, e é uma referência quando o assunto é vida saudável.

Mesmo assim, a influencer enfrentou um problema de saúde durante a gestação e admite que precisou mudar alguns hábitos, como cortar açúcar por completo, por exemplo. Famosa pela barriga trincada, Bella tenta deixar o título de musa fit para trás – ou ao menos em segundo plano –, e tem focado no seu bem-estar e no exemplo que quer passar para as filhas.

– Minha felicidade é um estado de espírito e, independente de como meu corpo esteja, ainda assim conseguirei me sentir bonita.

Em entrevista à Revista Donna, Bella, que já é mãe de Victoria, de dois anos, detalhou as mudanças que adotou na dieta e na rotina de exercícios e a expectativa para o nascimento de Stella.

Que mudanças você percebeu entre a gestação da Victoria e agora da Stella? Sentiu mais dificuldades nesta segunda vez?

Na primeira gestação, eu estava embarcando no desconhecido. Nessa, estou bem mais tranquila, mais calma, menos ansiosa, pois já sei exatamente o que me espera. Isso não quer dizer que está sendo mais fácil, porque eu estou vivendo desafios que não vivi na gravidez da Vicky, como, por exemplo, o alto risco de desenvolver diabetes gestacional e o polidrâmnio, que, graças a Deus, fiz todos os testes e agora está tudo bem.

A gravidez fez você mudar sua postura em relação à vida fitness? Se sim, como?
Eu aprendi a não depender da minha autoimagem para ser feliz. A minha felicidade é um estado de espírito e, independente de como meu corpo esteja, ainda assim conseguirei me sentir bonita. A gravidez traz diversas consequências, como o ganho de peso, flacidez, celulite. Eu lido muito bem com isso e não me incomoda em absolutamente nada. É claro que isso não quer dizer que eu não vá me cuidar depois, muito pelo contrário, temos que nos cuidar, sim. Mas não podemos depender do nosso corpo para sermos felizes.

Você fez alterações na sua alimentação em função da gravidez?
Minha alimentação está mais regrada. Precisei diminuir carboidratos e cortar açúcar por completo quando meu primeiro exame de curva glicêmica para diabetes gestacional deu limítrofe. Hoje, graças a Deus, essa curva normalizou. Mas não quero arriscar, então continuo sem açúcar e com carbo de baixo índice glicêmico. Também tenho me alimentado com muita fibra e menos proteína de fonte animal dessa vez. Quando engravidei da Vicky, eu ainda comia frango, mas já não como mais há dois anos e não como carne vermelha há seis.

Você é nutricionista e está fazendo mestrado na área. É você quem elabora sua dieta?
Sim, normalmente eu que elaboro meu cardápio. Mas sou humilde em pedir auxílio a colegas mais experientes também. Por exemplo, durante a gestação, troco muitas figurinhas com colegas mais experientes na área, já que esse não é o segmento que domino. A mesma coisa se aplica a nutrição infantil, entre outras. Cada um no seu universo. Não dá para ser expert em tudo. Minha área é nutrição esportiva e funcional.

E na rotina de exercícios? Algo mudou?

Os treinos continuam, sim, em um ritmo mais leve, moderado. É só para manter a saúde em dia mesmo.

Há poucos dias, foi o Dia Mundial da Amamentação. Você já disse que não conseguiu amamentar a Victoria quando ela nasceu. Na verdade, muitas mulheres passam por isso, mas se sentem pressionadas e, se não conseguem, se frustram. Como você vê isso? Cria expectativa em amamentar a Stella?
Foi muito difícil não conseguir amamentar a Vicky. Eu chorava, pensando que ela nunca teria uma conexão comigo. Sofri muito e até fui julgada por algumas mães nas redes sociais. Mas outras foram solidárias e demonstraram apoio. O aleitamento é uma das coisas mais importantes no universo materno. Mas também aprendi que o apoio mútuo é essencial. Não sei se com a Stella dará certo ou não, mas só peço a Deus que me dê forças caso a resposta seja não, mais uma vez. Amamentar é um ato de amor, no qual você se doa ao seu filho, assim como Deus se doou a você.

Estamos em uma época de várias discussões femininas. Uma delas é a desconstrução de padrões de beleza. Mulheres ainda se sentem pressionadas a atingir esse “padrão”. Como você pretende tratar isso com suas filhas?
Acredito que nem precisarei explicar isso às minhas filhas, pois creio que o exemplo move mais do que palavras. Eu sou muito bem resolvida com relação a isso. Tenho me desvencilhado cada vez mais de qualquer caminho que, mesmo que inconscientemente, me leve aos padrões. Sou muito autêntica e nunca fui de seguir modismos. Hoje menos ainda! Então, acredito que com as meninas não será diferente. A criança é como uma esponja, ela absorve tudo o que fazemos. Por isso adoro uma frase que diz: “palavras convencem, mas o exemplo arrasta multidões”.

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