4 vezes em que a SPFW entendeu o real significado de representatividade

Foto: Agência Fotosite, Divulgação
Foto: Agência Fotosite, Divulgação

São Paulo Fashion Week ainda não terminou, mas já coleciona bons exemplos de representatividade real na passarela. Finalmente, ainda que aos pouquinhos, estamos deixando para trás os tempos em que só um biotipo de corpo e cor de pele estava presente nos desfiles da maior semana de moda do país. Mais modelos negros, a presença de plus size e, nesta temporada, também de idades variadas diversificam os castings e aumentam a identificação do público que assiste da plateia.

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Veja os estilistas que entraram de vez neste movimento:

1. Ronaldo Fraga e a praia para todos

O estilista mineiro sempre teve cuidado e atenção com o casting, mas caprichou – e nos orgulhou – ainda mais nos seus dois últimos desfiles. Na 42ª edição do evento, no fim do ano passado, Ronaldo levou à passarela apenas mulheres trans, travestis e andróginas – e emocionou quem assistia. Depois de pular uma temporada, voltou ao line-up com um desfile inspirado nas praias dos anos 1920, quando as elites começaram a frequentar a areia. E provou que a orla é para todos. Teve modelo plus size de roupa de banho, como a linda Fluvia Lacerda, e a beleza andrógina de Patrick Rigon, modelo e artista do RS. Também uma modelo que teve a perna amputada, e anda com o auxílio de prótese. E duas senhorinhas fofas, uma delas cheia de tatuagens. E também senhores, que desfilaram cheios de charme na passarela montada em frente à Oca, no Parque do Ibirapuera. Aplausos a cada entrada.

 

2. LAB e o poder negro na passarela

Desde que a LAB estreou na SPFW, há três temporadas, trouxe nova vida à passarela. E vida das ruas, vida de gente de verdade. Não à toa, Emicida e Fióti fazem questão de um casting com muitos modelos negros, gordos, encaracolados, com dreads. “Conheço várias minas foda, vários gays foda, vários gordos foda, vários pretos foda. Não vou entrar ali e fingir que todo mundo que eu conheço é branquinho e sem bunda”, disse Emicida, em entrevista à Donna pouco antes do desfile desta terça-feira.

 

3. Gloria Coelho e a elegância sem idade

Sinônimo de elegância e referências mais clássicas, Gloria Coelho costumava comandar desfiles com um casting mais tradicional quando se fala em passarela. Até agora. Mas, para apresentar seu verão 2018, Gloria convidou clientes e amigas de todas as faixas etárias. Teve até modelo com cabelo branquinho na passarela. A cantora Marina Lima, a DJ Pathy de Jesus, a blogueira Julia Petit e a atriz Alinne Moraes também estavam no casting, que ainda incluiu a também blogueira Camila Coelho – que usou bem menos make do que estamos acostumadas a ver em seu canal no YouTube. Prova de que beleza clean e elegância caem bem para mulheres de todos os tipos.

 

4. Vanessa Moe e a diversidade cultural

Estreante no line-up da SPFW, a estilista radicada na Austrália trouxe para a passarela a cultura dos aborígenes do país em que vive. Além da inspiração para os vestidos, Vanessa teve cuidado em mostrar verdade ao retratar as vivências e as tradições de um povo: dez das 12 modelos que desfilaram vieram diretamente de clãs locais.

 

 

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