Luis Felipe Di Mare: eletrobrega

Uó. O borogodó do momento é uma mistureba questionável capaz de deixar qualquer um com pulga atrás da orelha. O duvidoso mostra que às vezes funciona e assim o brega pode ganhar o status de novo cool.

Abaixo ao pacato. Os dias estavam sem glúten, sem lactose, sem brilho, sem estampas, sem exagero. Precisamos mesmo de uma pitada de fantasia e humor. Para a nossa alegria e deleite, fashionistas apostam em peças diferentes e pra lá de arrojadas comprovando que além de força na peruca, também possuem muita ousadia na hora do se vestir.
Misturas de estampas supercoloridas sem coordenação. Jogo improvável de comprimentos e proporções. Vejo bastante calças e mangas 3/4 por aqui! Animais e frutas estampados e/ou pendurados fora de seus cachos e de habitat natural. Tudo exposto. Parecem que querem aparecer. E conseguem. Cada um imprimindo sua imagem, ora chique , ora surpreendente bela, ora…. digamos no mínimo notável.

Pense em pegar referências dos anos 60, 70 e 80, como a atitude de revolução, o espirito de liberdade e o ritmo glam-brilhante e bater tudo isso num liquidificador. Se o pessoal continuar se arriscando assim, não precisamos nem de 9 meses pra ver o resultado bombando nas passarelas. O brilho já deu suas caras em paetês e brocados poderosos, como nos últimos desfiles de Tom Ford e da Lanvin. O metalizado em salto plataformas também, vide o look kitsch e podre de cool de verão da Saint Laurent. Troféu abacaxi ? Por que não?!

MISTURA DE ESTAMPAS SEM MEDO DE ERRAR

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