Conheça a marca infantil gaúcha Matiz, que produz peças sustentáveis e sem distinção de gênero

Fotos: Félix Zucco
Fotos: Félix Zucco

Quando você entra em uma loja infantil, a primeira pergunta que provavelmente ouvirá da vendedora é uma só: “Menino ou menina?”. Para a marca infantil gaúcha Matiz, o sexo do bebê é apenas um detalhe na hora de confeccionar roupas para os pequenos de até dois anos. Longe de estereótipos como o rosa para as gurias e azul para os guris, a grife tem como um dos pilares justamente não fazer distinção de gênero.

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Essa é apenas uma das características que tornam a empresa capitaneada pelo casal de designers Pedro Benites, 27 anos, e Lívia Dall’Agnol, 26, tão singular e inovadora no mercado. Desde que eles se conheceram, ainda na faculdade – ela na Moda, ele, do Design Gráfico –, os dois criadores pensavam em lançar uma etiqueta própria. A preocupação com a sustentabilidade, outra bandeira da marca, sempre esteve entre os requisitos básicos para colocar em prática os planos do que viria a ser a Matiz.
Depois, decidiram que o foco seria a primeira infância – antes mesmo de pensarem na possibilidade de serem pais.

— No cenário da moda sustentável, é difícil ver marcas que trabalhem também com o infantil. Desde o começo, sempre achamos esse período mágico porque é onde a mágica acontece na formação da pessoa – explica a designer.

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Para além do viés ecológico, a ideia é falar de temas que consideram fundamentais para a formação dos pequenos, como mobilidade urbana, igualdade racial, adoção de animais e alimentação saudável. Parece coisa de gente grande? Pois eles transformam tudo em estampas delicadas e divertidas, que se complementam entre si e mantêm o aspecto lúdico do que deveria ser a moda para crianças. Na cartela de cores, nada dos tradicionais tons neutros que vem à mente quando se pensa em tecidos eco: cores puras e alegres como o laranja, o verde e o amarelo deixam ainda mais fofos os pequenos bodies, camisetas e sapatinhos, com preços a partir de R$ 40. Para completar o enxoval, cueiros e almofadas. As peças são confeccionadas com algodão orgânico e tecidos feitos de garrafa PET.

Inaugurada no final de 2016, a loja online começou a ser pensada dois anos antes. Desde lá, o casal já tinha uma certeza: queria trabalhar com pequenas cooperativas e acompanhar de pertinho todos os detalhes da confecção. O resultado é uma produção horizontal, que utiliza mão de obra local.

— A gente gosta de dizer que roupa é formada por história. Não é simplesmente uma peça, tem todo mundo que a desenvolveu, não somos só nós dois. Quanto mais longa a cadeia, mais distante você está do processo, então queríamos trazer tudo para perto, mas sem ter uma estrutura própria, física — diz o designer gráfico.

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Com a primeira filha a caminho, a pequena Martina, Lívia e Pedro comprovam na prática o quanto esses conceitos são fundamentais na vida do bebê. Agora, os planos incluem aumentar a grade de tamanhos para até seis anos, mas sem deixar de lado o crescimento sustentável.

— Pensamos que não é legal nossa marca crescer sem valorizar o trabalho dos outros. Quanto mais pudermos ajudá-los a crescer, nós também cresceremos — finaliza Pedro.

 

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