Consumo consciente: aplicativo diz quais marcas de roupas usam trabalho escravo

Fábrica no Camboja | Foto: AFP
Fábrica no Camboja | Foto: AFP

Por Natasha Heinz, especial

Você sabe como as marcas que compra tratam seus funcionários? Empresas conhecidas (como Zara, Riachuelo, M.Officer e Le Lis Blanc) já foram autuados por usar trabalho escravo ou deixar seus funcionários em condições inadequadas de trabalho, com horários exaustivos e salários baixos.

Essa situação já vem sendo denunciada por meio de reportagens e documentários, como o The True Cost, que alerta sobre o desrespeito aos direitos humanos e trabalhistas por redes de fast fashion, mas agora você pode ter todas as informações no seu celular. O aplicativo Moda Livre, criado pelo coletivo Repórter Brasil, avalia as principais varejistas do Brasil.

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Disponível para Android e iOS, o app  mostra medidas que as marcas têm tomado para evitar que suas roupas sejam produzidas por mão de obra escrava. Para isso, os criadores convidaram as principais empresas do país – inclusive aquelas que já foram flagradas usando trabalho escravo – para responder um questionário baseado em quatro indicadores:

1. Políticas: compromissos assumidos para combater o trabalho escravo em sua cadeia de fornecimento;
2. Monitoramento: medidas adotadas pelas empresas para fiscalizar seus fornecedores de roupa;
3. Transparência: ações tomadas para comunicar aos clientes o que fazem para monitorar fornecedores e combater o trabalho escravo;
4. Histórico: resumo do envolvimento das empresas em casos de trabalho escravo, segundo o governo.

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A partir das respostas, as empresas recebem uma pontuação que as classifica em três categorias: verde, amarelo e vermelho. Criado em 2013, o aplicativo já avaliou 47 marcas. Apenas cinco delas receberam sinal verde: Scene, Malwee Brasileirinhos, Malwee, C&A e Carinhoso. Em vermelho estão marcas sem mecanismos de acompanhamento ou com histórico de trabalho escravo. As lojas que não responderam ao questionário também foram incluídas na categoria vermelha.

Além da classificação das marcas, a ferramenta também dá um panorama das empresas avaliadas. Segundo os criadores, o objetivo não é fazer o consumidor deixar de comprar certas marcas, mas fornecer informações para que faça uma escolha consciente.

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