Dandismo: Celia Ribeiro elenca os maiores nomes do estilo

Colunista conta quem são ou foram, aqui e no exterior, os homens mais conhecidos como dândis

Dandismo demanda postura, elegância e estilo de vestir impecável
Dandismo demanda postura, elegância e estilo de vestir impecável Foto: Hermenegildo Zegna

Não basta vestir-se bem para um homem ser qualificado como dândi. É preciso ter postura e elegância, mesmo que seja de estatura baixa, magro ou corpulento. Ele tem calça e sapatos impecáveis, tem boas maneiras e chama atenção por todos estes atributos.

Quando o então Príncipe de Gales, o futuro rei da Inglaterra Jorge V, esteve no Rio de Janeiro, por volta de 1935, os cariocas vibraram com a elegância daquele perfeito dandi que, a exemplo de seus contemporâneos, ditava moda, também para o dia a dia.  Vestia pulôver vermelho de mangas longas, o colarinho da camisa social sem gravata, aparecendo acima da gola. Foi o tempo das camisas quadriculadas que até hoje são usadas por alguns dandis, que ainda existem de acordo com o bem vestir deste início do século 21. As gravatas mais largas com o nó grosso são resquício dos anos 1930. 

Observando fotos de uma reportagem sobre as corridas do grande páreo Royal Ascot, realizado no último mês de junho, uma delas é do octogenário duque de Kent de fraque –  tio da Rainha Elisabeth – um perfeito dândi, com seus sapatos de cordão, a calça listada que cobre o peito do pé. Na Europa foram famosos dândis o escritor Oscar Wilde, em Londres, e o Duque de Montesquieu, em Paris. No Rio de Janeiro os cronistas João do Rio, Jacintho de Thormes e Ibrahim Sued, mais Jorge Guinle, da tradicional família que foi proprietária do Hotel Copacaba Palace, seguiram a pauta da elegância masculina.  

Os dândis desafiaram os alfaiates a produzir o corte esmerado de calças e paletós. Porto Alegre também teve os seus dândis. Um deles foi Abelard Jacques Noronha, ex-presidente do Internacional nos anos 1940, num período em que a colunista Gilda Martinho apresentava uma lista anual dos 10 homens elegantes.

Foi graças ao maior amor de sua vida, o inglês Boy Capel, que Chanel, inseriu  tecidos masculinos ingleses nas suas criações de calças e tailleurs femininos, especialmente o tweed, a mais conhecida das tramas mescladas.  

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