Em festa com Kate Moss e Georgia Jagger, Melissa inaugura galeria em Londres

Não é tarefa fácil para uma marca se manter por mais 30 anos no mercado, mas há algumas que descobrem jeitos de se reinventar. É o caso da Melissa, que lançou o primeiro modelo em 1979 – o queridinho Aranha, lembra? – e, agora, acaba de inaugurar sua terceira galeria.

Depois de São Paulo e Nova York, foi a vez de Londres receber o espaço que mistura moda com instalações artísticas. E a estreia da nova flagship não poderia contar com nomes mais britânicos: as tops Kate Moss e Georgia May Jagger estiveram no charmoso prédio georgiano no bairro de Covent Garden na noite desta quinta-feira para conferir de pertinho o novo espaço.

foto (2)Direto de LDN: Kate Moss posa para clique ao lado de Paulo Pedó, diretor de operações da Melissa

Localizada no número 43 da King Street, a concept store foi construída no edifício mais antigo da redondeza, que já abrigou um clube de luxo, hotel e até serviu de residência para a aristocracia britânica. Para transformar o local essencialmente histórico em uma galeria com apelo criativo, o nome escolhido foi o do artista multimídia carioca Muti Randolph – que também assinou o projeto da Galeria Melissa de São Paulo. O desafio não foi nada fácil.

– Por um lado foi limitador, já que é um prédio totalmente tombado e eu não podia mexer em nada, inclusive por dentro. O que fiz foi criar elementos dentro do edifício que se tornaram outra arquitetura quase que inserida, o que gera contraste com algo totalmente tecnológico e contemporâneo dentro de um espaço georgiano. É algo que acontece muito em Londres, acho que resume o espírito da cidade – explica o artista.

 

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Melisseiras, ansiosas para conhecer a #GaleriaMelissaLondon? A @thamiiis, que cuida do nosso site, está aqui e garante: é incrível! Dá o play no vídeo para ter um gostinho! #DonnaViaja @melissaoficial

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O resultado já se vê logo na entrada do prédio, com um jogo de luzes coloridas e muito movimento que recepciona os visitantes. Já na primeira sala, uma enorme tela de LED brinca com interferências em vídeo – e, se desligada, ainda vira um enorme espelho. Na segunda sala, alguns dos modelos mais queridos das chamadas Melisseiras ganham caixas de acrílico em formato de aquário e se transformam em escultura – quase com vida própria, há de se dizer, já que os displays se movimentam conforme a sintonia da música. No subsolo, um espaço dedicado a vernissages, exposições e lançamentos – lembra o que estávamos falando de reinvenção no início da matéria?

 

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Mais uma espiadinha na #GaleriaMelissaLondon , que abre as portas daqui a pouco! Amamos os displays digitais que ficam subindo e descendo com alguns dos modelos mais bacanas da @melissaoficial em pequenos aquários. A obra é do artista carioca Muti Randolph (@mutira) – aliás, mais tarde tem papo com o moço em revistadonna.com! @shoesmelissa

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E por que Londres?

Depois da galeria em São Paulo, que abriu as portas em 2002, a grife incrementou seu processo de internacionalização – nada recente, já que as primeiras parcerias com designers estrangeiros foram ainda nos anos 1980, com Jean Paul Gaultier e Thierry Mugler. Nova York foi escolhida como a primeira cidade-sede da Melissa fora do Brasil em 2012, quando o bairro do Soho recebeu a flagship. Dois anos depois, a escolha por Londres foi quase natural, se levarmos em conta que alguns dos principais parceiros da label são estilistas como Vivienne Westwood e Gareth Pugh (ao lado de Kate Moss no clique abaixo). Mas vai além.

–  Londres é uma cidade que convive com o futuro e o tradicional. A Melissa representa um desafio como uma nova categoria de sapatos, então é importante estar em um lugar que mescla o clássico e o futuro para continuarmos evoluindo. Precisamos estar em um lugar que possui essa efervescência de pensamentos e reflexões – sentencia Edson Matsuo, diretor criativo da marca.

 

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Pode mais um clique da #KateMoss, produção? Aqui, o flagra da @thamiiis de um papo animadíssimo da top com o estilista britânico @garethpughstudio durante a inauguração da #GaleriaMelissaLondon – aliás, ele assina vários modelos com pegada futurista para a @melissaoficial!

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Também para respeitar e agregar o que cada cidade tem de melhor é que cada Galeria Melissa preserva uma identidade bem designada: a de São Paulo tem uma pegada mais urbana, enquanto a da Big Apple ganhou uma cara mais intimista.

– Elas foram pensadas de acordo com a cultura local. Não é como uma empresa de franquias. [A Galeria Melissa de] Nova York, por exemplo, é mais intimista porque está ligada do bairro onde ela está, o Soho, e de ser surpreendente internamente. No Brasil, há a preocupação de mudar o aspecto da própria fachada a cada nova coleção. Aqui em Londres, a pegada é a arte digital.

E os planos não param por aí. Edson adianta que a próxima parada da Galeria Melissa deve ser na Ásia, que concentra algumas das consumidoras mais aficionadas pela marca. Ainda não se sabe se será Tóquio ou Xangai que vai abrigar a loja-conceito, mas a meta é que o espaço para as Melisseiras orientais seja aberto em até três anos. É esperar para ver.

 

* Thamires Tancredi viajou a Londres a convite da Melissa

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